Habacuque 1
Versão Católica (VC, 2024) vs NTLH
1 Oráculo recebido em visão pelo profeta Habucuc.
1 Esta é a mensagem que Deus, por meio de uma visão, deu a Habacuque.
2 Até quando, Senhor, implorarei sem que escuteis? Até quando vos clamarei: Violência!, sem que venhais em socorro?
2 Ó Senhor Deus, até quando clamarei pedindo ajuda, e tu não me atenderás? Até quando gritarei: “Violência!”, e tu não nos salvarás?
3 Por que me mostrais o espetáculo da iniqüidade, e contemplais vós mesmo essa desgraça? Só vejo diante de mim opressão e violência, nada mais que discórdias e contendas,
3 Por que me fazes ver tanta maldade? Por que toleras a injustiça? Estou cercado de destruição e violência; há brigas e lutas por toda parte.
4 porque a lei se acha desacreditada, e não se vê mais a justiça; porque o ímpio cerca o justo, e a eqüidade encontra-se falseada.
4 Por isso, ninguém obedece à lei , e a justiça nunca vence. Os maus levam vantagem sobre os bons, e a justiça é torcida.
5 Olhai para as nações e vede. Ficareis assombrados, pasmos, porque vou realizar em vossos dias uma obra, que não acreditaríeis, se vo-la contassem.
5 O Senhor diz ao seu povo: “Olhem as nações em volta de vocês e fiquem admirados e assustados. Pois o que vou fazer agora é uma coisa em que vocês não acreditariam, mesmo que alguém contasse.
6 Vou suscitar os caldeus, esse povo feroz e impetuoso, que se espalha através de vastas extensões de terra, para se apoderar de moradas que não são suas.
6 Estou atiçando os babilônios, aquele povo cruel e violento, sempre pronto a marchar pelo mundo inteiro, a fim de conquistar as terras dos outros.
7 Ele é terrível e temível, dele próprio procedem seu direito e sua grandeza.
7 “Eles espalham o medo e o terror e fazem valer as suas próprias ordens e
8 Seus cavalos são mais ligeiros que as panteras, mais ágeis que os lobos da noite. Seus cavaleiros precipitam-se; eles vêm de longe, e voam como águia que se atira sobre a presa.
8 Os seus cavalos são mais rápidos do que os leopardos, são mais ferozes do que os lobos do deserto. Os seus cavaleiros avançam montados; eles vêm correndo de longe, rápidos como a águia quando se joga sobre o animal que ela está caçando.
9 Todos correm para a violência, olhos fixos diante de si; amontoam cativos como grãos de areia.
9 Os soldados avançam, ansiosos para conquistar; conforme avançam, vão espalhando o terror. Os seus prisioneiros são muitos; são mais numerosos do que os grãos de areia da praia.
10 Esse povo zomba dos reis, os príncipes são o objeto de seus gracejos; ele se ri de todas as fortalezas: levanta montões de terra e toma-as.
10 Os soldados babilônios zombam dos reis e caçoam dos governadores. Eles riem das fortalezas; levantam uma rampa de ataque e as conquistam.
11 Depois o furacão muda de rumo e passa, pratica o mal, ele, cujo deus é a força.
11 Depois, vão em frente, como o vento que passa; eles não adoram outro deus senão a sua própria força.”
12 Não sois vós, Senhor, desde o princípio, o meu Deus, o meu Santo, o Imortal? Senhor, vós destinastes este povo para fazer justiça, o Rochedo, vós o designastes para aplicar castigos.
12 Tu sempre exististe, ó Senhor . Ó meu Santo Deus, tu és Tu és o nosso protetor. Ó e lhes deste forças para nos castigar.
13 Vossos olhos são por demais puros para verem o mal, não podeis contemplar o sofrimento. Por que olharíeis os ímpios e vos calaríeis, enquanto o malvado devora o justo?
13 Mas como podes tolerar esses traidores, essa gente má? Os teus olhos são puros demais para olhar o mal; tu não suportas ver as pessoas cometendo maldades. Como é, então, que ficas calado quando esses malvados matam pessoas que são melhores do que eles?
14 Trataríeis os homens como os peixes do mar, como os répteis que não têm dono...
14 Por que tratas os seres humanos como se fossem peixes, como se fossem animais que não têm chefe?
15 Ele pesca todos com o anzol, pega-os no covo, e recolhe-os na rede: e com isso se alegra e exulta.
15 Pois os babilônios pegam outros povos como os pescadores pegam peixes. Com os seus anzóis e redes pegam os povos e os arrastam para terra. Aí se alegram e ficam contentes.
16 Por isso, oferece sacrifícios à sua nassa, e queima perfumes à sua rede porque, graças a elas, teve pesca abundante e suculento manjar.
16 Oferecem sacrifícios às redes e apresentam ofertas aos anzóis, pois é por causa deles que os pescadores ficam ricos e têm muito que comer.
17 Mas, continuará ele a esvaziar sua rede, e a degolar impiedosamente as nações?
17 Será que os babilônios nunca deixarão de lutar e, sem dó nem piedade, continuarão a matar os povos?
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