Gênesis 37
Versão Católica (VC, 2024) vs BKJ
1 Jacó habitou na região onde seu pai havia morado, na terra de Canaã.
1 E Jacó habitou na terra em que seu pai foi estrangeiro, na terra de Canaã.
2 Eis a história da descendência de Jacó: José, ainda jovem, com a idade de dezessete anos, apascentava o rebanho com seus irmãos, os filhos de Bala e os filhos de Zelfa, mulheres de seu pai; e ele contou ao seu pai as más conversas dos irmãos.
2 Estas são as gerações de Jacó. José, sendo da idade de dezessete anos, estava apascentando as ovelhas com seus irmãos. E o rapaz estava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai. E José trouxe a seu pai más notícias sobre eles.
3 Israel amava José mais do que todos os outros filhos, porque ele era o filho de sua velhice; e mandara-lhe fazer uma túnica de várias cores.
3 Ora, Israel amava José mais do que a todos os seus filhos, porque ele era o filho da sua velhice, e ele lhe fez uma túnica de muitas cores.
4 Seus irmãos, vendo que seu pai o preferia a eles, conceberam ódio contra ele e não podiam mais tratá-lo com bons modos.
4 E quando seus irmãos viram que seu pai o amava mais do que a todos os seus irmãos, eles o odiaram, e não conseguiam falar pacificamente com ele.
5 Ora, José teve um sonho, e o contou aos seus irmãos, que o detestaram ainda mais:
5 E José sonhou um sonho, e o contou a seus irmãos; e eles o odiaram ainda mais.
6 "Ouvi, disse-lhes ele, o sonho que tive:
6 E ele lhes disse: Ouvi, rogo-vos, este sonho que eu sonhei:
7 estávamos ligando feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e se pôs de pé, enquanto os vossos o cercavam e se prostravam diante dele."
7 Eis que estávamos amarrando feixes no campo; e eis que meu feixe se levantava e ficava em pé. E eis que vossos feixes estavam em pé ao redor e faziam reverência ao meu feixe.
8 Seus irmãos disseram-lhe: "Quererias, porventura, reinar sobre nós e tornar-te nosso senhor?" E odiaram-no ainda mais por causa de seus sonhos e de suas palavras.
8 E seus irmãos lhe disseram: Deverias tu reinar sobre nós? Ou deverias ter domínio sobre nós? E eles o odiaram ainda mais por seus sonhos, e por suas palavras.
9 José teve ainda outro sonho, que contou aos seus irmãos. "Tive, disse ele, ainda um sonho: o sol, a lua e onze estrelas prostravam-se diante de mim."
9 E ele sonhou ainda outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que eu sonhei mais um sonho. E eis que o sol e a lua e onze estrelas faziam reverência a mim.
10 Ele contou isso ao seu pai e aos seus irmãos, mas foi repreendido por seu pai: "Que significa, disse-lhe ele, este sonho que tiveste? Viremos, porventura, eu, tua mãe e teus irmãos, a nos prostrar por terra diante de ti?"
10 E ele o contou a seu pai, e a seus irmãos; e seu pai o repreendeu, e lhe disse: O que é este sonho que tu sonhaste? Iremos eu e tua mãe e teus irmãos, de fato nos curvar diante de ti em terra?
11 Seus irmãos ficaram, pois, com inveja dele, mas seu pai guardou a lembrança desse acontecimento.
11 E seus irmãos o invejaram; mas seu pai observou o que se dizia.
12 Os irmãos de José foram apascentar os rebanhos de seu pai em Siquém.
12 E seus irmãos foram apascentar o rebanho de seu pai em Siquém.
13 Israel disse a José: "Teus irmãos guardam os rebanhos em Siquém. Vem: vou mandar-te a eles." "Eis-me aqui", respondeu José.
13 E Israel disse a José: Teus irmãos não estão apascentando o rebanho em Siquém? Vem, e eu te enviarei a eles. E ele disse: Aqui eu estou.
14 "Vai, pois, ver se tudo corre bem a teus irmãos e ao rebanho, e traze-me notícias deles." Enviou-o do vale de Hebron, e José foi a Siquém.
14 E ele lhe disse: Vai, rogo-te, vê se está bem com teus irmãos, e bem com os rebanhos, e traze-me palavra novamente. Assim ele o enviou do vale de Hebrom, e ele foi a Siquém.
15 Um homem encontrou-o errando pelo campo: "Que buscas?" perguntou ele.
15 E um certo homem o encontrou; e eis que ele estava vagando pelo campo. E o homem lhe perguntou, dizendo: O que tu estás procurando?
16 "Busco meus irmãos, respondeu ele. Dize-me onde apascentam os rebanhos."
16 E ele disse: Eu procuro os meus irmãos. Dize-me, rogo-te, onde eles estão apascentando seus rebanhos.
17 E o homem respondeu: "Partiram daqui e ouvi-os dizer: Vamos a Dotain." Partiu então José em busca dos seus irmãos e encontrou-os em Dotain.
17 E o homem disse: Eles partiram daqui, pois eu os ouvi dizendo: Vamo-nos a Dotã. E José foi após seus irmãos, e os encontrou em Dotã.
18 Eles o viram de longe. Antes que José se aproximasse, combinaram entre si como o haveriam de matar;
18 E quando eles o viram de longe, antes que se aproximasse deles, conspiraram contra ele para matá-lo.
19 e disseram: "Eis o sonhador que chega.
19 E eles disseram uns aos outros: Eis que está vindo o sonhador.
20 Vamos, matemo-lo e atiremo-lo numa cisterna; diremos depois que uma fera o devorou; e então veremos de que lhe aproveitaram os seus sonhos."
20 Vamos, pois, matá-lo e lançá-lo numa cova, e diremos: Algum animal o devorou, e veremos o que se tornará os seus sonhos.
21 Ouvindo-o, porém, Rubem, quis livra-lo de suas mãos: "Não lhe tiremos a vida, disse ele.
21 E Rúben ouvindo isso, o livrou de suas mãos, e disse: Não o matemos.
22 Não derrameis sangue. Jogai-o naquela cisterna, no deserto, mas não levanteis vossa mão contra ele." Pois Rubem pensava livrá-lo de suas mãos para o reconduzir ao pai.
22 E Rúben lhes disse: Não derrameis sangue, mas lançai-o nesta cova que está no deserto, e não ponde as mãos sobre ele; disse isso a fim de livrá-lo de suas mãos para fazê-lo voltar ao seu pai.
23 Quando José se aproximou de seus irmãos, eles o despojaram de sua túnica, daquela bela túnica de várias cores que trazia,
23 E aconteceu que, quando José havia chegado a seus irmãos, eles despiram José de sua túnica, a túnica de muitas cores que estava nele;
24 e jogaram-no numa cisterna velha, que não tinha água.
24 e eles o tomaram, e o lançaram em uma cova. E a cova estava vazia, não havia água nela.
25 E, sentando-se para comer, eis que, levantando os olhos, viram surgir no horizonte uma caravana de ismaelitas vinda de Galaad. Seus camelos estavam carregados de resina, de bálsamo e de ládano, que transportavam para o Egito.
25 E eles sentaram-se para comer pão, e levantaram seus olhos e olharam, e eis que uma companhia de ismaelitas vinha de Gileade com seus camelos carregando especiarias e bálsamo e mirra, transportando para o Egito.
26 Então Judá disse aos seus irmãos: "Que nos aproveita matar nosso irmão e ocultar o seu sangue?
26 E Judá disse a seus irmãos: Que proveito haverá se matarmos nosso irmão e escondermos seu sangue?
27 Vinde e vendamo-lo aos ismaelitas. Não levantemos nossas mãos contra ele, pois, afinal, é nosso irmão, nossa carne." Seus irmãos concordaram.
27 Vinde, e vendamo-lo aos ismaelitas, e que nossas mãos não estejam sobre ele, pois ele é nosso irmão e nossa carne; e seus irmãos ficaram satisfeitos.
28 E, quando passaram os negociantes madianitas, tiraram José da cisterna e venderam-no por vinte moedas de prata aos ismaelitas, que o levaram para o Egito.
28 Então, passavam ali mercadores midianitas, e eles tiraram e levantaram José da cova, e venderam José aos ismaelitas por vinte peças de prata; e eles trouxeram José ao Egito.
29 Rubem voltou à cisterna, e eis que José já não estava ali.
29 E Rúben retornou à cova, e eis que José não estava na cova; e ele rasgou suas vestes.
30 Rasgou então suas vestes e voltou para junto dos seus irmãos: "O menino desapareceu, disse ele. E eu, para onde irei?"
30 E ele retornou aos seus irmãos, e disse: O menino não está; e eu, para onde irei?
31 Tomaram então a túnica de José, mataram um cabrito e a mergulharam no seu sangue.
31 E eles tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e mergulharam a túnica no sangue.
32 E mandaram-na levar ao seu pai com esta mensagem: "Eis o que encontramos: vê se não é, porventura, a túnica do teu filho."
32 E eles enviaram a túnica de muitas cores, e a levaram a seu pai, e disseram: Achamos isto; vê agora se é ou não a túnica de teu filho.
33 Jacó reconheceu-a e exclamou: "É a túnica de meu filho! Uma fera o devorou! José foi estraçalhado!"
33 E ele a reconheceu, e disse: É a túnica de meu filho; uma fera o devorou; José sem dúvida foi rasgado em pedaços.
34 E, rasgando as vestes, cobriu-se de um saco, e chorou o seu filho por muito tempo.
34 E Jacó rasgou suas vestes, e colocou pano de saco sobre os seus lombos, e lamentou por seu filho durante muitos dias.
35 Todos os seus filhos e filhas vieram consolá-lo, mas ele não aceitou nenhuma condolência: "É chorando, disse ele, que descerei para junto de meu filho na habitação dos mortos." Foi assim que o seu pai o chorou.
35 E todos os seus filhos e todas as suas filhas se levantaram para consolá-lo, mas ele recusou ser consolado. E ele disse: Pois, eu descerei ao túmulo lamentando meu filho. Assim seu pai chorou por ele.
36 Os madianitas venderam-no a Putifar, no Egito, eunuco do faraó e chefe da guarda.
36 E os midianitas o venderam ao Egito, a Potifar, oficial de Faraó, e capitão da guarda.
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