Eclesiastes 5
Versão Católica (VC, 2024) vs BKJ
1 Vê onde pões teu pé quando entras no templo do Senhor. Mais vale a obediência que os sacrifícios dos insensatos, porque eles só sabem fazer o mal.
1 Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; e esteja mais pronto a ouvir do que a oferecer o sacrifício de tolos, porque eles não sabem que fazem mal.
2 Não te apresses em abrir a boca; que teu coração não se apresse em proferir palavras diante de Deus, porque Deus está no céu, e tu na terra; que tuas palavras sejam, portanto, pouco numerosas.
2 Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar qualquer coisa diante de Deus; porque Deus está no céu, e tu estás sobre a terra; portanto, que sejam poucas as tuas palavras.
3 Porque muitas ocupações geram sonhos, e a torrente de palavras faz nascer resoluções insensatas.
3 Porque o sonho vem através da multidão de negócios, e a voz do tolo é conhecida pela multidão de palavras.
4 Quando fizeres um voto a Deus, realiza-o sem delonga, porque aos insensatos Deus não é favorável. Portanto, cumpre teu voto.
4 Quando fizeres algum voto a Deus, não tardes em pagá-lo; porque ele não se agrada de tolos; o que votares, paga-o.
5 Mais vale não fazer voto, que prometer a não ser fiel à promessa.
5 Melhor é que tu não prometas, do que prometeres e não pagar.
6 Não permitas à tua boca fazer pecar a tua carne, e não digas ao sacerdote que isto foi apenas uma inadvertência, para não suceder que Deus se irrite com essas palavras e reduza a nada tua empresa.
6 Não sofra a tua boca fazendo pecar a tua carne, nem digas diante do anjo que foi erro; por que se iraria Deus contra a tua voz, e destruiria a obra das tuas mãos?
7 Porque muitos cuidados geram sonhos, e a torrente de palavras, despropósitos. Assim, pois, teme a Deus.
7 Porque na multidão dos sonhos e nas muitas palavras, há também diversas vaidades; porém, teme tu a teu Deus.
8 Se vires na região a opressão do pobre, ou a violação do direito e da justiça, não te admires, porque o que é grande é observado por outro maior e ambos por maiores ainda.
8 Se vires em alguma província a opressão do pobre, e a violenta perversão do julgamento e da justiça, não te admires de tal acontecimento; pois aquele que é mais alto do que aquele que é considerado o mais alto; há ainda outros mais altos do que eles.
9 Sob todos os pontos de vista, uma vantagem para uma nação é um rei para um país cultivado.
9 Ademais, o lucro da terra é para todos; até o próprio rei se serve do campo.
10 Aquele que ama o dinheiro nunca se fartará, e aquele que ama a riqueza não tira dela proveito. Também isso é vaidade.
10 Aquele que ama a prata não se satisfará com a prata; e nem aquele que ama a abundância com o aumento; isto também é vaidade.
11 Quando abundam os bens, numerosos são os que comem, e que vantagem há para os seus possuidores, senão ver como se comportam?
11 Quando aumenta os bens, multiplicam-se os que os comem; que proveito têm os seus donos além de contemplá-los com os seus olhos?
12 Doce é o sono dos trabalhador, tenha ele pouco ou muito para comer; mas a abundância do rico o impede de dormir.
12 O sono de um trabalhador é doce, quer coma pouco quer muito; mas a fartura do rico não o permite dormir.
13 Vi uma dolorosa miséria debaixo do sol: as riquezas que um possuidor guarda para sua desgraça.
13 Há um mal doloroso que vi debaixo do sol, a saber, as riquezas que os seus donos guardam para o seu próprio dano.
14 Caso essas riquezas venham a se perder em conseqüência de algum desagradável acontecimento, se ele tiver um filho, nada lhe restará na sua mão.
14 Mas estas riquezas perecem pelo mau trabalho, e havendo um filho, nada lhe fica na sua mão.
15 Nu saiu ele do ventre de sua mãe, tão nu como veio sairá desta vida, e, pelo seu trabalho, nada receberá que possa levar em suas mãos.
15 Assim como ele nasceu do ventre de sua mãe, nu tornará, assim como veio; e nada tomará do seu trabalho, que ele possa levar na sua mão.
16 Sim, é uma dolorosa miséria que ele se vá assim como veio; e que vantagem terá ele por ter trabalhado para o vento?
16 E isto também é um grave mal, que em todos os pontos, justamente como veio, assim ele há de ir; e que proveito ele tem em trabalhar para o vento?
17 Todos os seus dias foram consumidos numa sombria dor, em extrema amargura, no sofrimento e na irritação.
17 E, em todos os seus dias também come em trevas, e tem muita angústia e ira por causa de sua enfermidade.
18 Eis o que eu reconheci ser bom: que é conveniente ao homem comer, beber, gozar de bem-estar em todo o trabalho ao qual ele se dedica debaixo do sol, durante todos os dias de vida que Deus lhe der. Esta é a sua parte.
18 Eis aqui o que eu vi: uma coisa boa e bela é comer e beber, e desfrutar cada um do bem de todo o trabalho que realizou debaixo do sol, todos os dias de vida que Deus lhe deu, porque esta é a sua porção.
19 Se Deus dá ao homem bens e riquezas, e lhe concede delas comer e delas tomar sua parte, e se alegrar no seu trabalho, isso é um dom de Deus.
19 E a todo o homem, também a quem Deus deu riquezas e bens, e lhe deu poder para delas comer e tomar a sua porção, e gozar do seu trabalho; isto é dádiva de Deus.
20 Ele não pensa no número dos dias de sua vida, quando Deus derrama em seu coração a alegria.
20 Porque ele não há de lembrar muito dos dias da sua vida; porquanto Deus lhe responde na alegria de seu coração.
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