Cânticos 8
Versão Católica (VC, 2024) vs BKJ
1 Ah, se fosses meu irmão, amamentado ao seio de minha mãe! Então, encontrando-te fora, poderia beijar-te sem que ninguém me censurasse.
1 Ah! quem me dera foras como meu irmão, que mamou aos seios de minha mãe! Quando te encontrasse fora, beijar-te-ia, e eu não seria desprezada!
2 Eu te levaria, far-te-ia entrar na casa de minha mãe; dar-te-ia a beber vinho perfumado, licor de minhas romãs.
2 Conduzir-te-ia, e levar-te-ia à casa de minha mãe, que me ensinaria; eu te daria a beber do vinho aromático do suco das minhas romãs.
3 Sua mão esquerda está sob a minha cabeça, e sua direita abraça-me.
3 A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua direita me abrace.
4 - Conjuro-vos, filhas de Jerusalém, não desperteis nem perturbeis o amor, antes que ele o queira.
4 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que não desperteis e nem acordeis o meu amor, até que ele queira.
5 - Quem é esta que sobe do deserto apoiada em seu bem-amado? - Sob a macieira eu te despertei, onde em dores te deu à luz tua mãe, onde em dores te pôs no mundo tua mãe.
5 Quem é esta que sobe do deserto, e vem inclinada em seu amado? Debaixo da macieira te levantei, ali a tua mãe te concebeu; ali ela te deu à luz.
6 - Põe-me como um selo sobre o teu coração, como um selo sobre os teus braços; porque o amor é forte como a morte, a paixão é violenta como o cheol. Suas centelhas são centelhas de fogo, uma chama divina.
6 Põe-me como selo sobre o teu coração, como um selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, o ciúme é cruel como a sepultura; as suas brasas são brasas de fogo, com a mais veemente labareda.
7 As torrentes não poderiam extinguir o amor, nem os rios o poderiam submergir. Se alguém desse toda a riqueza de sua casa em troca do amor, só obteria desprezo.
7 Muitas águas não podem apagar o amor, nem podem as inundações afogá-lo; ainda se um homem desse todos os bens de sua casa pelo amor, seria totalmente desprezado.
8 Temos uma irmã pequenina que não tem ainda os seus seios formados. Que faremos nós de nossa irmã no dia que for pedida {em casamento}?
8 Temos uma irmã pequena, e ela não tem seios; que faremos a esta nossa irmã, no dia em que dela se falar?
9 Se ela é um muro, construiremos sobre ela ameias de prata. Se é uma porta, fechá-la-emos com batentes de cedro.
9 Se ela for um muro, edificaremos sobre ela um palácio de prata; e, se ela for uma porta, cercá-la-emos com tábuas de cedro.
10 - Ora, eu sou um muro, e meus seios são como torres; por isso sou aos seus olhos uma fonte de alegria.
10 Eu sou um muro, e os meus seios como torres; então eu era aos seus olhos como aquela que encontrou favor.
11 Salomão tinha uma videira em Baal-Hamon. Confiou-a aos guardas, cada um dos quais devia dar mil siclos de prata pelos frutos colhidos.
11 Salomão teve uma vinha em Baal-Hamom; ele entregou-a aos guardas; e cada um pelo seu fruto lhe trazia mil peças de prata.
12 Eu disponho de minha videira: mil siclos para ti, Salomão! Duzentos para aqueles que velam pela colheita.
12 A minha vinha, que me pertence, está diante de mim. Tu ó Salomão, deverás ter mil, e aqueles que guardam o seu fruto, duzentas.
13 - Os amigos estão atentos. Ó tu, que habitas nos jardins, faze-me ouvir a tua voz.
13 Tu que habitas nos jardins, os companheiros estão atentos para ouvir a tua voz; faze-me ouvi-la.
14 - Foge, meu bem-amado, como a gazela ou como o cervozinho sobre os montes perfumados!
14 Vem depressa, meu amado, e faze-te como a gazela ou o filho dos corços sobre as montanhas de especiarias.
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