1 Samuel 20
Versão Católica (VC, 2024) vs BKJ
1 Partiu Davi de Naiot, perto de Ramá e veio ter com Jônatas. Disse-lhe: Que fiz eu? Qual é o meu crime, e que mal fiz ao teu pai, para que ele queira matar-me?
1 E Davi fugiu de Naiote, em Ramá, e veio, e disse diante de Jônatas: O que eu fiz? Qual é a minha iniquidade? E qual é o meu pecado diante do teu pai para que ele busque a minha vida?
2 Não, respondeu Jônatas, tu não morrerás! Meu pai não faz coisa alguma, grande ou pequena, sem me dizer. Por que me ocultaria isso? Não é possível!
2 E ele lhe disse: Deus o livre, tu não morrerás; eis que o meu pai não fará qualquer coisa grande ou pequena, mas isto ele me mostrará; e por que o meu pai esconderia esta coisa de mim? Não é assim.
3 Mas Davi insistiu com juramento: Teu pai bem sabe que eu te sou simpático, e por isso deve ter pensado: que Jônatas não o saiba, para que não se entristeça demasiado. Por Deus e pela tua vida, há apenas um passo entre mim e a morte!
3 E Davi também jurou e disse: O teu pai certamente sabe que encontrei graça em teus olhos; e ele disse: Que Jônatas não saiba disso, para que não esteja aflito; mas, verdadeiramente, como vive o SENHOR, e como vive a tua alma, não há nada além de um passo entre mim e a morte.
4 Jônatas respondeu-lhe: Que queres que eu faça? Eu o farei.
4 Então disse Jônatas a Davi: O que quer que deseje a tua alma, eu mesmo farei por ti.
5 Amanhã, disse Davi, é lua nova, e eu devia jantar à mesa do rei. Deixa-me partir; ocultar-me-ei no campo até a tarde do terceiro dia.
5 E Davi disse a Jônatas: Eis que amanhã é lua nova, e eu não devo falhar em me assentar com o rei na refeição; mas deixa-me ir, para que eu possa me esconder no campo até o anoitecer do terceiro dia.
6 Se teu pai notar minha ausência, dir-lhe-ás que te pedi licença para ir até Belém, minha cidade natal, onde toda a minha família oferece um sacrifício anual.
6 Se o teu pai sentir mesmo a minha falta, então diz: Davi muito seriamente me pediu para sair para que pudesse correr até Belém, sua cidade; pois há lá um sacrifício anual para toda a família.
7 Se ele disser que está bem, o teu servo nada terá a temer; mas se ele, ao contrário, se irritar, fica sabendo que ele decretou a minha perda.
7 Se ele disser assim: Está bem; o teu servo terá paz; mas se ele ficar muito nervoso, então esteja certo de que o mal está determinado por ele.
8 Mostra-te amigo para com teu servo, pois que fizeste um pacto comigo em nome do Senhor. Se eu tenho alguma culpa, mata-me tu mesmo; por que fazer-me comparecer diante do teu pai?
8 Portanto, tratarás com bondade o teu servo; pois trouxeste o teu servo a um pacto do SENHOR contigo; não obstante, se em mim houver iniquidade, mata-me tu mesmo; afinal por que deverias tu me levar ao teu pai?
9 Jônatas disse-lhe: Longe de ti tal coisa! Se eu souber que de fato meu pai resolveu perder-te, juro que te avisarei.
9 E Jônatas disse: Longe esteja isto de ti; pois se eu soubesse com certeza que o mal estava determinado pelo meu pai sobre ti, não to diria eu?
10 Mas quem me informará, perguntou Davi, se teu pai te responder duramente?
10 Então disse Davi a Jônatas: Quem me contará? Ou, e se o teu pai te responder rudemente?
11 Vamos ao campo, disse-lhe Jônatas. E foram ambos ao campo.
11 E Jônatas disse a Davi: Vem e saiamos ao campo. E saíram ambos ao campo.
12 Então Jônatas falou: Por Javé, Deus de Israel! Amanhã ou depois de amanhã sondarei meu pai. Se tudo for favorável a ti e eu não te avisar,
12 E Jônatas disse a Davi: Ó SENHOR Deus de Israel, quando eu tiver sondado o meu pai a este respeito, amanhã, a qualquer hora, ou no terceiro dia, e eis que se houver bem para com Davi, e eu não to enviar, e to mostrar;
13 então o Senhor me trate com todo o seu rigor! E se meu pai te quiser fazer mal, avisar-te-ei da mesma forma; deixar-te-ei então partir e poderás estar tranqüilo. Que o Senhor esteja contigo, como esteve com meu pai!
13 que o SENHOR assim o faça e muito mais a Jônatas; mas se aprouver ao meu pai fazer-te o mal, então eu to mostrarei, e te mandarei embora, para que possas ir em paz; e o SENHOR esteja contigo, como tem estado com o meu pai.
14 Mais tarde, se eu for ainda vivo, conservar-me-ás tua amizade {em nome} do Senhor. Mas, se eu morrer,
14 E tu não somente demonstrarás a bondade do SENHOR enquanto eu ainda viver, para que eu não morra;
15 não retires jamais tua benevolência de minha casa, nem mesmo quando o Senhor exterminar da face da terra todos os inimigos de Davi!
15 como também não cortarás a tua bondade da minha casa para todo o sempre; não, nem quando o SENHOR tiver cortado os inimigos de Davi, cada um deles, da face da terra.
16 Foi assim que Jônatas fez aliança com a casa de Davi, e o Senhor vingou-se dos inimigos de Davi.
16 Assim, Jônatas fez um pacto com a casa de Davi, dizendo: Que o SENHOR até mesmo isto requeira da mão dos inimigos de Davi.
17 Jônatas conjurou ainda uma vez a Davi, em nome da amizade que lhe consagrava, pois o amava de toda a sua alma.
17 E Jônatas fez com que Davi jurasse novamente, porque o amava; pois ele o amava como amava a sua própria alma.
18 Amanhã, continuou Jônatas, é lua nova, e notarão tua ausência.
18 Então, Jônatas disse a Davi: Amanhã é a lua nova; e a tua falta será sentida, porque o teu assento estará vazio.
19 Descerás, pois, sem falta, depois de amanhã ao lugar onde te escondeste no dia do ajuste, e ficarás junto à pedra de Ezel.
19 E quando tiveres permanecido por três dias, então descerás rapidamente, e virás ao lugar onde te escondias quando o negócio estava à mão, e permanecerás junto à pedra de Ezel.
20 Atirarei três flechas para o lado da pedra como se visasse a um alvo.
20 E eu atirarei três flechas para o teu lado, como se atirasse a um alvo.
21 Depois mandarei meu servo buscar as flechas. Se eu lhe gritar: Olha! Estão atrás de ti, apanha-as! Então poderás vir, porque tudo te é favorável, e não há mal algum a temer, por Deus!
21 E eis que te enviarei um jovem, dizendo: Vai e encontra as flechas. Se eu disser expressamente ao jovem: Eis que as flechas estão neste teu lado, apanha-as; depois vem; pois há paz para ti, e nenhuma ferida; como vive o SENHOR.
22 Se, porém, eu disser ao rapaz: Olha! As flechas estão diante de ti, um pouco mais longe. Então foge, porque essa é a vontade de Deus.
22 Mas se eu disser isto ao jovem: Eis que as flechas estão além de ti; segue o teu caminho; pois o SENHOR te mandou embora.
23 Quanto à palavra que nos demos um ao outro, o Senhor seja testemunha entre nós para sempre.
23 E no tocante à questão que tu e eu falamos, que o SENHOR esteja entre mim e ti para sempre.
24 Davi escondeu-se no campo. No dia da lua nova, o rei pôs-se à mesa para comer,
24 Assim, Davi se escondeu no campo; e, quando a lua nova chegou, o rei se assentou para comer carne.
25 sentando-se, como de costume, numa cadeira junto à parede. Jônatas levantou-se para que Abner pudesse sentar-se ao lado de Saul, e o lugar de Davi ficou desocupado.
25 E o rei se assentou sobre o seu assento, como nas outras vezes, sobre um assento junto à parede; e Jônatas se levantou, e Abner se assentou ao lado de Saul, e o lugar de Davi estava vago.
26 Naquele dia Saul não disse nada. Algo aconteceu-lhe, pensou ele; provavelmente não está puro; deve ter contraído alguma impureza.
26 Todavia Saul nada falou naquele dia, pois pensou: Algo lhe sobreveio, ele não está limpo; seguramente ele não está limpo.
27 No dia seguinte, segundo dia da lua, o lugar de Davi continuava vazio. Saul disse ao seu filho Jônatas: Por que o filho de Isaí não veio comer, nem ontem nem hoje?
27 E sucedeu, pela manhã, o segundo dia do mês, que o lugar de Davi estava vago; e Saul disse a Jônatas, seu filho: Por que não veio o filho de Jessé comer, nem ontem, nem hoje?
28 Davi pediu-me com instâncias, respondeu Jônatas, para ir a Belém.
28 E Jônatas respondeu a Saul: Davi me pediu seriamente para ir a Belém;
29 Disse-me: deixa-me ir, rogo-te, porque temos na cidade um sacrifício de família, ao qual meu irmão me convidou. Se me queres dar um prazer, permite-me que vá rever meus irmãos. Por isso não veio ele à mesa do rei.
29 e ele disse: Deixa-me ir, rogo-te; pois a nossa família tem um sacrifício na cidade; e o meu irmão, ele me ordenou a ir para lá; e, agora, se tenho achado favor aos teus olhos, deixa-me partir, rogo-te, para ver os meus irmãos. Por isso não vem ele à mesa do rei.
30 Então Saul encolerizou-se contra Jônatas: Filho de prostituta, disse-lhe, não sei eu porventura que és amigo do filho de Isaí, o que é uma vergonha para ti e para tua mãe?
30 Então, a ira de Saul acendeu-se contra Jônatas, e ele lhe disse: Tu, filho da mulher rebelde pervertida, não sei eu que escolheste o filho de Jessé para a tua própria confusão, e para a confusão da nudez da tua mãe?
31 Enquanto viver esse homem na terra, não estarás seguro, nem tu nem o teu trono. Vamos! Vai buscá-lo e traze-mo; ele merece a morte!
31 Pois, enquanto viver o filho de Jessé sobre o chão, tu não serás estabelecido, nem o teu reino. Por isso, agora, manda apanhá-lo para mim, pois ele certamente morrerá.
32 Jônatas respondeu ao seu pai: Por que deverá ele morrer? Que fez ele?
32 E Jônatas respondeu a Saul, seu pai, e lhe disse: Por que ele deve ser morto? O que fez ele?
33 Saul brandiu sua lança para feri-lo, e Jônatas viu que a morte de Davi era coisa decidida pelo seu pai.
33 E Saul atirou um dardo contra ele para atingi-lo; pelo que Jônatas soube que seu pai estava determinado a matar Davi.
34 Furioso, deixou a mesa sem comer naquele segundo dia da lua. As injúrias que seu pai tinha proferido contra a Davi tinham-no afligido profundamente.
34 Assim, Jônatas se levantou da mesa mui irado, e não comeu carne no segundo dia do mês; pois estava aflito por Davi, porque o seu pai lhe havia feito vergonha.
35 Na manhã seguinte, Jônatas saiu ao campo e foi ao lugar combinado com Davi, acompanhado de um jovem servo.
35 E sucedeu que, pela manhã, Jônatas saiu para o campo na hora marcada com Davi, e com ele um jovem pequeno.
36 Vai, disse ele, e traze-me as setas que vou atirar. Mas, enquanto o rapaz corria, Jônatas atirou outra flecha mais para além dele.
36 E ele disse ao seu jovem: Corre, encontra agora as flechas que atirei. E enquanto o jovem corria, ele atirou uma flecha para além dele.
37 Quando chegou ao lugar da flecha, Jônatas gritou-lhe: Não está a flecha mais para lá de ti?
37 E quando o jovem havia chegado ao lugar da flecha que Jônatas havia atirado, Jônatas gritou ao jovem, e disse: Não está a flecha além de ti?
38 E ajuntou: Vamos, apressa-te, não te demores. O servo apanhou a flecha e voltou ao seu senhor; e de nada suspeitou,
38 E Jônatas gritou para o jovem: Apressa-te, rápido, não te detenhas. E o jovem de Jônatas apanhou as flechas, e veio ao seu senhor.
39 porque só Jônatas e Davi conheciam o ajuste.
39 Porém o jovem não sabia de coisa alguma; somente Jônatas e Davi conheciam o assunto.
40 Depois disso, entregou Jônatas suas armas ao rapaz, dizendo-lhe: Vai, leva-as para a cidade.
40 E Jônatas deu a sua artilharia ao seu jovem, e lhe disse: Vai, leva-os até a cidade.
41 Logo que ele partiu, deixou Davi o seu esconderijo e curvou-se até a terra, prostrando-se três vezes; beijaram-se mutuamente, chorando, e Davi estava ainda mais comovido que o seu amigo.
41 E assim que o jovem se foi, Davi se levantou de um lugar em direção ao sul, e caiu sobre a sua face em terra, e se curvou três vezes; e eles se beijaram, e choraram juntos, até Davi se exceder.
42 Jônatas disse-lhe: Vai em paz, agora que demos um ao outro nossa palavra com este juramento: o Senhor seja para sempre testemunha entre ti e mim, entre a tua posteridade e a minha!
42 E Jônatas disse a Davi: Vai em paz, porquanto nós dois juramos em nome do SENHOR, dizendo: O SENHOR esteja entre mim e ti, e entre a minha semente e a tua semente para sempre. E ele se levantou e partiu; e Jônatas entrou na cidade.
43 Davi partiu, e Jônatas voltou para a cidade.
43 — ausente —
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