Jó 24
Leander van Ess, rev.2 (VANESS) vs ARA
1 Warum sind dem Allmächtigen nicht verborgen die Zeiten? Warum kennen seine Verehrer nicht seine Straftage?
1 Por que o Todo-Poderoso não designa tempos de julgamento? E por que os que o conhecem não veem tais dias?
2 Man verrückt Grenzen, man raubt Heerden, und weidet sie.
2 Há os que removem os limites, roubam os rebanhos e os apascentam.
3 Den Esel der Waisen treibt man fort; nimmt das Rind der Wittwe zum Pfand.
3 Levam do órfão o jumento, da viúva, tomam-lhe o boi.
4 Man stößt die Armen aus dem Wege; sämmtlich verkriechen müssen sich die Bedrängten des Landes.
4 Desviam do caminho aos necessitados, e os pobres da terra todos têm de esconder-se.
5 Siehe! wilden Eseln gleich ziehen sie in die Wüste aus, mühselig Nahrung suchend; die Wildniß gibt ihm Unterhalt für seine Kinder.
5 Como asnos monteses no deserto, saem estes para o seu mister, à procura de presa no campo aberto, como pão para eles e seus filhos.
6 Auf dem Felde müssen sie ihr Mischkorn schneiden; und Nachlese halten in dem Weinberge des Bösen.
6 No campo segam o pasto do perverso e lhe rabiscam a vinha.
7 Nackt übernachten sie ohne Kleidung; sind ohne Decke bei der Kälte,
7 Passam a noite nus por falta de roupa e não têm cobertas contra o frio.
8 vom Regenguß der Gebirge durchnäßt, und ohne Zufluchtsort umarmen sie den Fels.
8 Pelas chuvas das montanhas são molhados e, não tendo refúgio, abraçam-se com as rochas.
9 Man reißt von der Brust die Waise; und was der Arme über sich hat, nehmen sie als Pfand.
9 Orfãozinhos são arrancados ao peito, e dos pobres se toma penhor;
10 Nackt gehen sie einher ohne Kleidung, und müssen hungrig Garben tragen;
10 de modo que estes andam nus, sem roupa, e, famintos, arrastam os molhos.
11 Oel zwischen ihren Mauern pressen, die Kelter treten, und Durst leiden.
11 Entre os muros desses perversos espremem o azeite, pisam-lhes o lagar; contudo, padecem sede.
12 Aus Städten röcheln Sterbende, und die Seele tödtlich Verwundeter schreiet! doch stellt Gott das Unrecht nicht ein.
12 Desde as cidades gemem os homens, e a alma dos feridos clama; e, contudo, Deus não tem isso por anormal.
13 Jene sind Feinde des Lichts; sie kennen nicht seine Wege; und bleiben nicht auf seinen Pfaden.
13 Os perversos são inimigos da luz, não conhecem os seus caminhos, nem permanecem nas suas veredas.
14 Mit dem Morgenlichte macht sich der Mörder auf; er tödtet den Dürftigen und Armen; und des Nachts ist er dem Diebe gleich.
14 De madrugada se levanta o homicida, mata ao pobre e ao necessitado, e de noite se torna ladrão.
15 Des Ehebrechers Auge lauert auf die Dämmerung, indem er spricht: "Mich sieht kein Auge!" und hüllt sein Antlitz ein.
15 Aguardam o crepúsculo os olhos do adúltero; este diz consigo: Ninguém me reconhecerá; e cobre o rosto.
16 Man bricht beim Dunkel in die Häuser; am Tage schließen sie sich ein; sie kennen nicht das Licht.
16 Nas trevas minam as casas, de dia se conservam encerrados, nada querem com a luz.
17 Denn für sie insgesammt ist Morgenroth Schatten des Todes; weil sie vertraut sind mit den Schrecken des Todesschatten.
17 Pois a manhã para todos eles é como sombra de morte; mas os terrores da noite lhes são familiares.
18 Schnell fort seyn sollte jener wie auf Wasserwogen; verflucht ihr Erbtheil im Lande; nie dürfte er sich wenden nach dem bebaueten Lande.
18 Vós dizeis: Os perversos são levados rapidamente na superfície das águas; maldita é a porção dos tais na terra; já não andam pelo caminho das vinhas.
19 Wie Dürre und Hitze Schneewasser wegraffen; so die Unterwelt die, welche sündigen.
19 A secura e o calor desfazem as águas da neve; assim faz a sepultura aos que pecaram.
20 Sein vergißt der Mutterleib; süß ist ihm der Wurm; sein wird weiter nicht gedacht; so sollte wie ein Stab zerbrochen werden der Gottlose.
20 A mãe se esquecerá deles, os vermes os comerão gostosamente; nunca mais haverá lembrança deles; como árvore será quebrado o injusto,
21 Aber wer die Unfruchtbare drückte, die nicht gebar; und der Wittwe nie Gutes that;
21 aquele que devora a estéril que não tem filhos e não faz o bem à viúva.
22 sogar Mächtige wegraffte durch seine Gewalt, der besteht fort, obgleich er seinem Leben nicht trauete.
22 Não! Pelo contrário, Deus por sua força prolonga os dias dos valentes; veem-se eles de pé quando desesperavam da vida.
23 Er legt ihm noch Schutz zu, darauf er sich stützt; und seine Augen sind gerichtet auf seine Wege.
23 Ele lhes dá descanso, e nisso se estribam; os olhos de Deus estão nos caminhos deles.
24 Hoch stehen sie - ein Augenblick - und sie sind nicht mehr; sie sinken hin, sterben wie die Uebrigen; und werden wie das Haupt der Aehren abgeschnitten.
24 São exaltados por breve tempo; depois, passam, colhidos como todos os mais; são cortados como as pontas das espigas.
25 Ist dem nicht so? Wer straft mich Lügen, und macht zunichte meine Rede?
25 Se não é assim, quem me desmentirá e anulará as minhas razões?
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