Jó 7

Sociedade Bíblica Britânica (TB) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Não é a sorte do homem sobre a terra a dum soldado? Não são os seus dias como os dum jornaleiro?
1 “Não é verdade que a vida do ser humano neste mundo é uma luta sem fim? Não são os seus dias como os de um trabalhador diarista?
2 Como o escravo que suspira pela sombra, E como o jornaleiro que espera pela sua paga;
2 Como o escravo que suspira pela sombra e como o trabalhador que espera pelo seu salário,
3 Assim se me fez passar meses de vaidade, E noites trabalhosas me são apontadas.
3 assim me deram por herança meses de desengano e me proporcionaram noites de aflição.
4 Ao deitar-me, digo: Quando me levantarei? mas comprida é a noite, Estou farto de me revolver até o romper da alva.
4 Ao deitar-me, pergunto: quando me levantarei? Mas a noite é longa, e estou farto de me virar na cama, até o amanhecer.
5 A minha carne está vestida de vermes e de crostas terrosas; A minha pele solda-se e de novo rebenta.
5 O meu corpo está vestido de vermes e de crostas terrosas; a minha pele racha e de novo forma pus.
6 Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão, E gastam-se sem esperança.
6 Os meus dias são mais velozes do que a lançadeira do tecelão e se findam sem esperança.
7 Lembra-te de que a minha vida é vento; Os meus olhos não tornarão a ver a felicidade.
7 Lembra-te, ó Deus, de que a minha vida é um sopro; os meus olhos não tornarão a ver a felicidade.
8 Os olhos do que me vê, não me contemplarão mais; Os teus olhos estarão sobre mim, porém não serei mais.
8 Os olhos de quem agora me vê não me verão mais; os teus olhos me procurarão, mas já terei desaparecido.”
9 Assim como a nuvem se desfaz e passa. Assim aquele que desce ao Cheol, não subirá mais.
9 “Assim como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais voltará a subir.
10 Nunca mais tornará à sua casa, Nem o lugar onde habita o conhecerá jamais.
10 Nunca mais voltará para a sua casa, e o lugar onde mora nunca mais o conhecerá.
11 Portanto eu não reprimirei a minha boca, Falarei na angústia do meu espírito, Queixar-me-ei na amargura da minha alma.
11 Por isso, não reprimirei a minha boca. Na angústia do meu espírito, falarei; na amargura da minha alma, eu me queixarei.
12 Sou eu o mar, ou monstro do mar, Para que me ponhas guarda?
12 Será que eu sou o mar ou algum monstro marinho, para que me ponhas sob guarda?
13 Dizendo eu: Consolar-me-á o meu leito, A minha cama aliviará a minha queixa;
13 Quando digo: ‘O meu leito me consolará, a minha cama aliviará a minha queixa’,
14 Então me assustas com sonhos, E com visões me atemorizas;
14 então me assustas com sonhos e me atemorizas com visões.
15 De sorte que a minha alma escolhe a sufocação, E a morte antes do que estes meus ossos.
15 Por isso, prefiro ser estrangulado; antes a morte do que esta tortura.
16 Abomino a minha vida; não quero viver para sempre. Deixa-me, pois, porque os meus dias são vaidade.
16 Estou farto da minha vida; não quero viver para sempre. Deixa-me em paz, porque os meus dias são um sopro.”
17 Que é o homem para tu o engrandeceres, E pores nele o teu coração,
17 “Que é o homem, para que tu lhe dês tanta importância, para que dês a ele atenção,
18 E o visitares todos os dias, E o experimentares a todo o momento?
18 para que a cada manhã o visites, e que a cada momento o ponhas à prova?
19 Até quando não apartará de mim a tua vista, Até quando não me darás tempo de engulir a minha saliva?
19 Até quando não desviarás de mim o teu olhar? Até quando não me darás tempo de engolir a minha saliva?
20 Se pequei, que é o que te pude fazer, ó vigia dos homens? Por que me puseste como tropeço a ti, De sorte que me tornei pesado a mim mesmo?
20 Se pequei, que mal fiz a ti, ó Espreitador da humanidade? Por que fizeste de mim o teu alvo, tornando-me um peso para mim mesmo?
21 Por que não perdoas a minha transgressão, E não tiras a minha iniqüidade? Pois agora me deitarei no pó; Tu me buscarás com empenho, porém eu não serei mais.
21 Por que não perdoas a minha transgressão e não tiras a minha iniquidade? Pois agora me deitarei no pó; e, se me procuras, já terei desaparecido.”

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