Gênesis 37

Sociedade Bíblica Britânica (TB) vs NTLH

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NTLH Nova Tradução na Linguagem de Hoje 2000
1 Habitou Jacó na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.
1 Jacó ficou morando na terra de Canaã, onde o seu pai tinha vivido.
2 Estas são as gerações de Jacó. José, tendo dezessete anos, estava com seus irmãos apascentando os rebanhos; sendo ainda mocinho, acompanhava os filhos de Bila e os de Zilpa, mulheres de seu pai, e trouxe más notícias a respeito deles a seu pai.
2 Esta é a história da família de Jacó. Quando José era um jovem de dezessete anos, cuidava das ovelhas e das cabras, junto com os seus irmãos, os filhos de Bila e de Zilpa, que eram mulheres do seu pai. E José contava ao pai as coisas erradas que os seus irmãos faziam.
3 Ora Israel amava mais a José do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar com mangas compridas.
3 Jacó já era velho quando José nasceu e por isso ele o amava mais do que a todos os seus outros filhos. Jacó mandou fazer para José uma túnica longa, de mangas compridas.
4 Viram seus irmãos que seu pai o amava mais que a todos os seus irmãos; aborreciam-no e não lhe podiam falar pacificamente.
4 Os irmãos viam que o pai amava mais a José do que a eles e por isso tinham ódio dele e eram grosseiros quando falavam com ele.
5 José teve um sonho, que relatou a seus irmãos; e odiaram-no ainda mais.
5 Certa vez José teve um sonho e o contou aos seus irmãos. Aí é que ficaram com mais raiva dele
6 Pois lhes disse: Ouvi este sonho que eu tive:
6 porque ele disse assim: — Escutem, que eu vou contar o sonho que tive.
7 eis que nós estávamos atando feixes no campo, e levantava-se o meu feixe e ficava em pé; os vossos feixes o rodeavam e prostravam-se perante o meu feixe.
7 Sonhei que estávamos no campo amarrando feixes de trigo. De repente, o meu feixe ficou de pé, e os feixes de vocês se colocaram em volta do meu e se curvavam diante dele.
8 Responderam-lhe seus irmãos: Virás de fato a reinar sobre nós? ou virás de fato a ter domínio sobre nós? Aborreciam-no ainda mais por causa dos seus sonhos e por causa das suas palavras.
8 Então os irmãos perguntaram: — Quer dizer que você vai ser nosso rei e que vai mandar em nós? E ficaram com mais ódio dele ainda por causa dos seus sonhos e do jeito que ele os contava.
9 Teve outro sonho que relatou a seus irmãos, dizendo: Tive ainda outro sonho: eis que o sol, a lua e onze estrelas se prostraram perante mim.
9 Depois José sonhou outra vez e contou também esse sonho aos seus irmãos. Ele disse assim: — Eu tive outro sonho. Desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvaram diante de mim.
10 Quando o relatou a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai e disse- lhe: Que sonho é este que sonhaste? Viremos, porventura, eu, tua mãe e teus irmãos a prostrar-nos em terra perante ti?
10 Quando José contou esse sonho ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e disse: — O que quer dizer esse sonho que você teve? Por acaso a sua mãe, os seus irmãos e eu vamos nos ajoelhar diante de você e encostar o rosto no chão?
11 Seus irmãos lhe tinham inveja, mas seu pai guardava o caso no coração.
11 Os irmãos de José tinham inveja dele, mas o seu pai ficou pensando no caso.
12 Foram seus irmãos apascentar o rebanho de seu pai em Siquém.
12 Um dia os irmãos de José levaram as ovelhas e as cabras do seu pai até os pastos que ficavam perto da cidade de Siquém.
13 Perguntou Israel a José: Não apascentam teus irmãos o rebanho em Siquém? vem, enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe José: Eis-me aqui.
13 Então Jacó disse a José: — Venha cá. Vou mandar você até Siquém, onde os seus irmãos estão cuidando das ovelhas e das cabras. — Estou pronto para ir — respondeu José.
14 Disse-lhe Israel: Vai, vê se vão bem teus irmãos, e o rebanho; e traze-me notícias. Assim o enviou ao vale de Hebrom, e ele foi a Siquém.
14 Jacó disse: — Vá lá e veja se os seus irmãos e os animais vão bem e me traga notícias. Então dali, do vale de Hebrom, Jacó mandou que José fosse até Siquém, e ele foi. Quando chegou lá,
15 E um homem encontrou a José, que andava errante pelo campo, e perguntou-lhe: Que procuras?
15 ele foi andando pelo campo. Aí um homem o viu e perguntou: — O que você está procurando?
16 Respondeu ele: Procuro meus irmãos; dize-me onde apascentam eles o rebanho?
16 — Estou procurando os meus irmãos — respondeu José. — Eles estão por aí, em algum pasto, cuidando das ovelhas e das cabras. O senhor sabe aonde foram?
17 Disse o homem: Foram-se daqui, porque ouvi-lhes dizer: Vamos a Dotã. José, pois, seguiu atrás de seus irmãos e achou-os em Dotã.
17 O homem respondeu: — Eles já foram embora daqui. Eu ouvi quando disseram que iam para Dotã. Aí José foi procurar os seus irmãos e os achou em Dotã.
18 Eles viram-no de longe e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele para o matar.
18 Eles viram José de longe e, antes que chegasse perto, começaram a fazer planos para matá-lo.
19 Diziam um ao outro: Eis que vem o tal sonhador!
19 Eles disseram: — Lá vem o sonhador!
20 Vinde, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa das covas, e diremos: Uma besta fera o devorou; e veremos que será dos seus sonhos.
20 Venham, vamos matá-lo agora. Depois jogaremos o corpo num poço seco e diremos que um animal selvagem o devorou. Assim, veremos no que vão dar os sonhos dele.
21 Mas ouvindo-o Rúben, livrou-o das mãos deles; e disse: Não lhe tiremos a vida.
21 Quando Rúben ouviu isso, quis salvá-lo dos seus irmãos e disse: — Não vamos matá-lo.
22 Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue. Lançai-o nesta cova que está no deserto, porém não ponhais mão sobre ele; isto disse, para o livrar das mãos deles, a fim de o restituir a seu pai.
22 Não derramem sangue. Vocês podem jogá-lo neste poço, aqui no deserto, mas não o machuquem. Rúben disse isso porque planejava salvá-lo dos irmãos e mandá-lo de volta ao pai.
23 Logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, da túnica talar com mangas compridas que ele trazia;
23 Quando José chegou ao lugar onde os seus irmãos estavam, eles arrancaram dele a túnica longa, de mangas compridas, que ele estava vestindo.
24 e, tomando-o, lançaram-no na cova: ora a cova estava vazia, não havia água nela.
24 Depois o pegaram e o jogaram no poço, que estava vazio e seco.
25 Então se assentaram para comer. Levantando os olhos, olharam, e eis que uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade, trazendo os seus camelos tragacanta, mastique e labdano, que iam levar ao Egito.
25 E sentaram-se para comer. De repente, viram que ia passando uma caravana de ismaelitas que vinha de Gileade e ia para o Egito. Os seus camelos estavam carregados de perfumes e de especiarias .
26 Disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar a nosso irmão e encobrir o seu sangue?
26 Aí Judá disse aos irmãos: — O que vamos ganhar se matarmos o nosso irmão e depois escondermos a sua morte?
27 Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas, e não seja a nossa mão sobre ele, porque ele é nosso irmão, nossa carne. E escutaram-no seus irmãos.
27 Em vez de o matarmos, vamos vendê-lo a esses ismaelitas. Afinal de contas ele é nosso irmão, é do nosso sangue. Os irmãos concordaram.
28 Passando uns negociantes midianitas, tiraram e alçaram da cova a José, e venderam-no aos ismaelitas, por vinte moedas de prata; estes o levaram ao Egito.
28 Quando alguns negociantes midianitas passaram por ali, os irmãos de José o tiraram do poço e o venderam aos ismaelitas por vinte barras de prata. E os ismaelitas levaram José para o Egito.
29 Tendo Rúben voltado à cova, eis que José não estava na cova; então rasgou os seus vestidos.
29 Quando Rúben voltou ao poço e viu que José não estava lá dentro, rasgou as suas roupas em sinal de tristeza.
30 Voltou a seus irmãos e disse: O moço não aparece; e eu para onde irei?
30 Ele voltou para o lugar onde os seus irmãos estavam e disse: — O rapaz não está mais lá! E agora o que é que eu vou fazer?
31 Então tomaram a túnica de José, mataram um bode e tingiram a túnica no sangue.
31 Então os irmãos mataram um cabrito e com o sangue mancharam a túnica de José.
32 Enviaram a túnica talar com mangas compridas e fizeram levá-la a seu pai e disseram: Achamos esta túnica; vê se é a túnica de teu filho ou não.
32 Depois levaram a túnica ao pai e disseram: — Achamos isso aí. Será que é a túnica do seu filho?
33 Ele a reconheceu e disse: É a túnica de meu filho; uma besta fera o devorou, sem dúvida José foi despedaçado.
33 Jacó a reconheceu e disse: — Sim, é a túnica do meu filho! Certamente algum animal selvagem o despedaçou e devorou.
34 Rasgou Jacó os seus vestidos, pôs saco sobre os seus lombos e lamentou seu filho muitos dias.
34 Então, em sinal de tristeza, Jacó rasgou as suas roupas e vestiu roupa de luto. E durante muito tempo ficou de luto pelo seu filho.
35 Levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas para o consolarem, mas ele não quis ser consolado; e disse: Pois com choro hei de descer para meu filho ao Sheol. Assim o chorou seu pai.
35 Todos os seus filhos e filhas tentaram consolá-lo, mas ele não quis ser consolado e disse: — Vou ficar de luto por meu filho até que vá me encontrar com ele no E continuou de luto por seu filho José.
36 Os midianitas venderam José no Egito a Potifar, oficial de Faraó, capitão da guarda.
36 Enquanto isso, os midianitas venderam José a Potifar, oficial e capitão da guarda do rei do Egito.

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