Eclesiastes 5
VulgSistine: Vulgata Sistina (SM_VULGSISTINE) vs NAA
NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Ne temere quid loquaris, neque cor tuum sit velox ad proferendum sermonem coram Deo. Deus enim in caelo, et tu super terram: idcirco sint pauci sermones tui.
1 Guarde o pé, quando você entrar na Casa de Deus. Chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer um sacrifício de tolos, que fazem o mal sem se dar conta.
2 Multas curas sequuntur somnia, et in multis sermonibus invenietur stultitia.
2 Que a sua boca não se precipite, nem se apresse o seu coração em pronunciar uma palavra diante de Deus. Porque Deus está nos céus, e você, aqui na terra. Portanto, sejam poucas as suas palavras.
3 Si quid vovisti Deo, ne moreris reddere: displicet enim ei infidelis et stulta promissio. sed quodcumque voveris, redde:
3 Porque das muitas preocupações vêm os sonhos, e do muito falar, palavras tolas.
4 multoque melius est non vovere, quam post votum promissa non reddere.
4 Quando você fizer algum voto a Deus, não demore a cumpri-lo, pois ele não se agrada de tolos. Cumpra o voto que você faz.
5 Ne dederis os tuum ut peccare facias carnem tuam: neque dicas coram angelo: Non est providentia: ne forte iratus Deus contra sermones tuos, dissipet cuncta opera manuum tuarum.
5 Melhor é não fazer voto do que fazer e não cumprir.
6 Ubi multa sunt somnia, plurimae sunt vanitates, et sermones innumeri: tu vero Deum time.
6 Não consinta que a sua boca o leve a pecar, nem diga ao mensageiro de Deus que foi descuido. Por que fazer com que Deus fique irado por causa do que você diz e deixar que ele destrua o que você fez?
7 Si videris calumnias egenorum, et violenta iudicia, et subverti iustitiam in provincia, non mireris super hoc negotio: quia excelso excelsior est alius, et super hos quoque eminentiores sunt alii,
7 Porque, como na multidão dos sonhos há vaidade, assim também nas muitas palavras. Portanto, tema a Deus.
8 et insuper universae terrae rex imperat servienti.
8 Se você notar em alguma província opressão de pobres e roubo em lugar do direito e da justiça, não fique admirado com isso; porque o que está num posto elevado tem acima de si outro mais elevado que o explora, e sobre estes há ainda outros mais elevados que também exploram.
9 Avarus non implebitur pecunia: et qui amat divitias, fructum non capiet ex eis: et hoc ergo vanitas.
9 O proveito da terra é para todos; até o rei se serve do campo.
10 Ubi multae sunt opes, multi et qui comedunt eas. Et quid prodest possessori, nisi quod cernit divitias oculis suis?
10 Quem ama o dinheiro jamais se fartará de dinheiro; e quem ama a abundância nunca ficará satisfeito com o que ganha. Também isto é vaidade.
11 Dulcis est somnus operanti, sive parum, sive multum comedat: saturitas autem divitis non sinit eum dormire.
11 Onde os bens se multiplicam, também se multiplicam os que deles comem. E que proveito têm os donos, a não ser o de ver esses bens com os seus olhos?
12 Est et alia infirmitas pessima, quam vidi sub sole: divitiae conservatae in malum domini sui.
12 Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco, quer muito; mas a fartura do rico não o deixa dormir.
13 Pereunt enim in afflictione pessima: generavit filium, qui in summa egestate erit.
13 Há um grave mal que vi debaixo do sol: as riquezas que os seus donos guardam para o seu próprio prejuízo.
14 Sicut egressus est nudus de utero matris suae, sic revertetur, et nihil auferet secum de labore suo.
14 E, se essas riquezas se perdem num mau negócio, o filho que esse homem gerou ficará de mãos vazias.
15 Miserabilis prorsus infirmitas: quo modo venit, sic revertetur. Quid ergo prodest ei quod laboravit in ventum?
15 Como saiu do ventre de sua mãe, a saber, nu, assim voltará, indo-se como veio; e do seu trabalho nada poderá levar consigo.
16 Cunctis diebus vitae suae comedit in tenebris et in curis multis, et in aerumna atque tristitia.
16 Também isto é um grave mal: precisamente como veio, assim ele vai. E que proveito terá de haver trabalhado para o vento?
17 Hoc itaque visum est mihi bonum ut comedat quis, et bibat, et fruatur laetitia ex labore suo, quo laboravit ipse sub sole numero dierum vitae suae, quos dedit ei Deus, et haec est pars illius.
17 Em todos os seus dias, comeu o seu pão nas trevas, com muito enfado, com enfermidades e indignação.
18 Et omni homini, cui dedit Deus divitias, atque substantiam, potestatemque ei tribuit ut comedat ex eis, et fruatur parte sua, et laetetur de labore suo: hoc est donum Dei.
18 Eis o que eu vi: boa e bela coisa é comer e beber e desfrutar o que conseguiu de todo o seu trabalho, com que se afadigou debaixo do sol, durante os poucos dias da vida que Deus lhe deu; porque esta é a sua porção.
19 Non enim satis recordabitur dierum vitae suae, eo quod Deus occupet deliciis cor eius.
19 Quanto àquele a quem Deus conferiu riquezas e bens e lhe deu poder para deles comer, receber a sua porção e desfrutar do seu trabalho, isto é dom de Deus.
20 — ausente —
20 Porque não ficará pensando muito nos dias da sua vida, pois Deus lhe enche o coração de alegria.
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