Cânticos 7
VulgConte: Vulgata Clementina, Conte editore (SM_VULGCONTE) vs ARC
ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Quid videbis in Sulamite, nisi choros castrorum?
1 Que formosos são os teus pés nos sapatos, ó filha do príncipe! As voltas de tuas coxas são como joias, trabalhadas por mãos de artista.
2 Quam pulchri sunt gressus tui in calceamentis, filia principis! Iuncturæ femorum tuorum, sicut monilia, quæ fabricata sunt manu artificis.
2 O teu umbigo, como uma taça redonda, a que não falta bebida; o teu ventre, como monte de trigo, cercado de lírios.
3 Umbilicus tuus crater tornatilis, numquam indigens poculis. Venter tuus sicut acervus tritici, vallatus liliis.
3 Os teus dois peitos, como dois filhos gêmeos da gazela.
4 Duo ubera tua, sicut duo hinnuli gemelli capreæ.
4 O teu pescoço, como a torre de marfim; os teus olhos, como os viveiros de Hesbom, junto à porta de Bate-Rabim; o teu nariz, como a torre do Líbano, que olha para Damasco.
5 Collum tuum sicut turris eburnea. Oculi tui sicut piscinæ in Hesebon, quæ sunt in porta filiæ multitudinis. Nasus tuus sicut turris Libani, quæ respicit contra Damascum.
5 A tua cabeça sobre ti é como o monte Carmelo, e os cabelos da tua cabeça, como a púrpura; o rei está preso pelas suas tranças.
6 Caput tuum ut Carmelus: et comæ capitis tui, sicut purpura regis vincta canalibus.
6 Quão formosa e quão aprazível és, ó amor em delícias!
7 Quam pulchra es, et quam decora charissima, in deliciis!
7 A tua estatura é semelhante à palmeira, e os teus peitos, aos cachos de uvas.
8 Statura tua assimilata est palmæ, et ubera tua botris.
8 Dizia eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; e, então, os teus peitos serão como os cachos na vide, e o cheiro da tua respiração, como o das maçãs.
9 Dixi: Ascendam in palmam, et apprehendam fructus eius: et erunt ubera tua sicut botri vineæ: et odor oris tui sicut malorum.
9 E o teu paladar, como o bom vinho para o meu amado, que se bebe suavemente e faz com que falem os lábios dos que dormem.
10 Guttur tuum sicut vinum optimum, dignum dilecto meo ad potandum, labiisque et dentibus illius ad ruminandum.
10 Eu sou do meu amado, e ele me tem afeição.
11 Ego dilecto meo, et ad me conversio eius.
11 Vem, ó meu amado, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias.
12 Veni dilecte mi, egrediamur in agrum, commoremur in villis.
12 Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se florescem as vides, se se abre a flor, se já brotam as romeiras; ali te darei o meu grande amor.
13 Mane surgamus ad vineas, videamus si floruit vinea, si flores fructus parturiunt, si floruerunt mala Punica: ibi dabo tibi ubera mea. Mandragoræ dederunt odorem. In portis nostris omnia poma: nova et vetera, dilecte mi, servavi tibi.
13 As mandrágoras dão cheiro, e às nossas portas há toda sorte de excelentes frutos, novos e velhos; ó amado meu, eu os guardei para ti.
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