Provérbios 30
Almeida Revista e Corrigida 1969 (RC69) vs ARA
1 PALAVRAS de Agur, filho de Jaque, o oráculo. Disse este varão a Itiel; a Itiel e a Ucal:
1 Palavras de Agur, filho de Jaque, de Massá. Disse o homem: Fatiguei-me, ó Deus; fatiguei-me, ó Deus, e estou exausto
2 Na verdade que eu sou mais bruto do que ninguém; não tenho o entendimento do homem.
2 porque sou demasiadamente estúpido para ser homem; não tenho inteligência de homem,
3 Nem aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo.
3 não aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do Santo.
4 Quem subiu ao céu e desceu? quem encerrou os ventos nos seus punhos? quem amarrou as águas na sua roupa? quem estabeleceu todas as extremidades da terra? qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?
4 Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?
5 Toda a palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele.
5 Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os que nele confiam.
6 Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso.
6 Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso.
7 Duas cousas te pedi: não mas negues, antes que morra:
7 Duas coisas te peço; não mas negues, antes que eu morra:
8 Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: mantém-me do pão da minha porção acostumada;
8 afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário;
9 Para que porventura de farto te não negue, e diga: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e lance mão do nome de Deus.
9 para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus.
10 Não calunies o servo diante de seu senhor, para que te não amaldiçoe e fiques culpado.
10 Não calunies o servo diante de seu senhor, para que aquele te não amaldiçoe e fiques culpado.
11 Há uma geração que amaldiçoa a seu pai, e que não bendiz a sua mãe.
11 Há daqueles que amaldiçoam a seu pai e que não bendizem a sua mãe.
12 Há uma geração que é pura aos seus olhos, e que nunca foi lavada da sua imundícia.
12 Há daqueles que são puros aos próprios olhos e que jamais foram lavados da sua imundícia.
13 Há uma geração cujos olhos são altivos, e cujas pálpebras são levantadas para cima.
13 Há daqueles — quão altivos são os seus olhos e levantadas as suas pálpebras!
14 Há uma geração cujos dentes são espadas, e cujos queixais são facas, para consumirem na terra os aflitos, e os necessitados entre os homens.
14 Há daqueles cujos dentes são espadas, e cujos queixais são facas, para consumirem na terra os aflitos e os necessitados entre os homens.
15 A sanguessuga tem duas filhas, a saber : Dá, Dá. Estas três cousas nunca se fartam; e quatro nunca dizem: Basta.
15 A sanguessuga tem duas filhas, a saber: Dá, Dá. Há três coisas que nunca se fartam, sim, quatro que não dizem: Basta!
16 A sepultura; a madre estéril; a terra que se não farta de água; e o fogo, nunca dizem: Basta.
16 Elas são a sepultura, a madre estéril, a terra, que se não farta de água, e o fogo, que nunca diz: Basta!
17 Os olhos que zombam do pai, ou desprezam a obediência da mãe, corvos do ribeiro os arrancarão e os pintãos da águia os comerão.
17 Os olhos de quem zomba do pai ou de quem despreza a obediência à sua mãe, corvos no ribeiro os arrancarão e pelos pintãos da águia serão comidos.
18 Há três cousas que me maravilham; e a quarta não a conheço:
18 Há três coisas que são maravilhosas demais para mim, sim, há quatro que não entendo:
19 O caminho da águia no céu; o caminho da cobra na penha; o caminho do navio no meio do mar; e o caminho do homem com uma virgem.
19 o caminho da águia no céu, o caminho da cobra na penha, o caminho do navio no meio do mar e o caminho do homem com uma donzela.
20 Tal é o caminho da mulher adúltera: ela come, e limpa a sua boca, e diz: Não cometi maldade.
20 Tal é o caminho da mulher adúltera: come, e limpa a boca, e diz: Não cometi maldade.
21 Por três cousas se alvoroça a terra, e a quarta não a pode suportar:
21 Sob três coisas estremece a terra, sim, sob quatro não pode subsistir:
22 Pelo servo, quando reina; e pelo tolo, quando anda farto de pão:
22 sob o servo quando se torna rei; sob o insensato quando anda farto de pão;
23 Pela mulher aborrecida, quando se casa; e pela serva, quando fica herdeira da sua senhora.
23 sob a mulher desdenhada quando se casa; sob a serva quando se torna herdeira da sua senhora.
24 Estas quatro cousas são das mais pequenas da terra, mas sábias, bem-providas de sabedoria:
24 Há quatro coisas mui pequenas na terra que, porém, são mais sábias que os sábios:
25 As formigas são um povo impotente; todavia no verão preparam a sua comida;
25 as formigas, povo sem força; todavia, no verão preparam a sua comida;
26 Os coelhos são um povo débil; e contudo fazem a sua casa nas rochas;
26 os arganazes, povo não poderoso; contudo, fazem a sua casa nas rochas;
27 Os gafanhotos não têm rei; e contudo todos saem, e em bandos se repartem;
27 os gafanhotos não têm rei; contudo, marcham todos em bandos;
28 A aranha apanha com as mãos, e está nos paços dos reis.
28 o geco, que se apanha com as mãos; contudo, está nos palácios dos reis.
29 Há três que têm um bom andar, e o quarto passeia muito bem:
29 Há três que têm passo elegante, sim, quatro que andam airosamente:
30 O leão, o mais forte entre os animais, que por ninguém torna atrás:
30 O leão, o mais forte entre os animais, que por ninguém torna atrás;
31 O cavalo de guerra, bem-cingido pelos lombos: e o bode também: e o rei a quem se não pode resistir.
31 o galo, que anda ereto, o bode e o rei, a quem não se pode resistir.
32 Se obraste loucamente, elevando-te, e se imaginaste o mal, põe a mão na boca.
32 Se procedeste insensatamente em te exaltares ou se maquinaste o mal, põe a mão na boca.
33 Porque o espremer do leite produz manteiga, e o espremer do nariz produz sangue, e o espremer da ira produz contenda.
33 Porque o bater do leite produz manteiga, e o torcer do nariz produz sangue, e o açular a ira produz contendas.
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