Jó 41
Almeida Revista e Corrigida 1969 (RC69) vs ARC
1 PODERÁS pescar com anzol o leviatã, ou ligarás a sua língua com a corda?
1 Poderás pescar com anzol o leviatã ou ligarás a sua língua com a corda?
2 Podes pôr uma corda no seu nariz, ou com um espinho furarás a sua queixada?
2 Podes pôr uma corda no seu nariz ou com um espinho furarás a sua queixada?
3 Porventura multiplicará as suas suplicações para contigo? Ou brandamente te falará?
3 Porventura, multiplicará as suas suplicações para contigo? Ou brandamente te falará?
4 Fará ele concertos contigo, ou o tomarás tu por escravo para sempre?
4 Fará ele concertos contigo, ou o tomarás tu por escravo para sempre?
5 Brincarás com ele, como se fora um passarinho, ou o prenderás para tuas meninas?
5 Brincarás com ele, como se fora um passarinho, ou o prenderás para tuas meninas?
6 Os teus companheiros farão dele um banquete, ou o repartirão entre os negociantes?
6 Os teus companheiros farão dele um banquete, ou o repartirão entre os negociantes?
7 Encherás a sua pele de ganchos, ou a sua cabeça de arpéus de pescadores?
7 Encherás a sua pele de ganchos, ou a sua cabeça de arpéus de pescadores?
8 Põe a tua mão sobre ele, lembra-te da peleja, e nunca mais tal intentarás.
8 Põe a tua mão sobre ele, lembra-te da peleja e nunca mais tal intentarás.
9 Eis que a sua esperança falhará: porventura nenhum à sua vista será derribado?
9 Eis que a sua esperança falhará; porventura, nenhum à sua vista será derribado?
10 Ninguém há tão atrevido, que a despertá-lo se atreva ; quem pois é aquele que ousa erguer-se diante de mim?
10 Ninguém há tão atrevido, que a despertá-lo se atreva; quem, pois, é aquele que ousa erguer-se diante de mim?
11 Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir- lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.
11 Quem primeiro me deu, para que eu haja de retribuir- lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.
12 Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da relação das suas forças, nem da graça da sua compostura.
12 Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da relação das suas forças, nem da graça da sua compostura.
13 Quem descobriria a superfície do seu vestido? quem entrará entre as suas queixadas dobradas?
13 Quem descobriria a superfície da sua veste? Quem entrará entre as suas queixadas dobradas?
14 Quem abriria as portas do seu rosto? Pois em roda dos seus dentes está o terror.
14 Quem abriria as portas do seu rosto? Pois em roda dos seus dentes está o terror.
15 As suas fortes escamas são excelentíssimas, cada uma fechada como com selo apertado.
15 As suas fortes escamas são excelentíssimas, cada uma fechada como com selo apertado.
16 Uma à outra se chega tão perto, que nem um assopro passa por entre elas.
16 Uma à outra se chega tão perto, que nem um assopro passa por entre elas.
17 Umas às outras se ligam; tanto aderem entre si, que não se podem separar,
17 Umas às outras se ligam; tanto aderem entre si, que não se podem separar.
18 Cada um dos seus espirros faz resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva.
18 Cada um dos seus espirros faz resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva.
19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.
19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.
20 Do seu nariz procede fumo, como duma panela fervente, ou duma grande caldeira.
20 Do seu nariz procede fumaça, como de uma panela fervente, ou de uma grande caldeira.
21 O seu hálito faria acender os carvões; e da sua boca sai chama.
21 O seu hálito faz acender os carvões; e da sua boca sai chama.
22 No seu pescoço pousa a força; perante ele até a tristeza salta de prazer.
22 No seu pescoço pousa a força; perante ele, até a tristeza salta de prazer.
23 Os músculos da sua carne estão pegados entre si ; cada um está firme nele, e nenhum se move.
23 Os músculos da sua carne estão pegados entre si; cada um está firme nele, e nenhum se move.
24 O seu coração é firme como uma pedra e firme como a mó de baixo.
24 O seu coração é firme como uma pedra e firme como a mó de baixo.
25 Levantando-se ele, tremem os valentes; em razão dos seus abalos se purificam.
25 Levantando-se ele, tremem os valentes; em razão dos seus abalos, ficam fora de si.
26 Se alguém lhe tocar com a espada, essa não poderá penetrar, nem lança, dardo ou frecha.
26 Se alguém lhe tocar com a espada, essa não poderá penetrar, nem lança, dardo ou flecha.
27 Ele reputa o ferro palha, e o cobre pau podre.
27 Ele reputa o ferro palha, e o cobre, pau podre.
28 A seta o não fará fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho.
28 A seta o não fará fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho.
29 As pedras atiradas são para ele como arestas, ri-se do brandir da lança.
29 As pedras atiradas são para ele como arestas, e ri-se do brandir da lança.
30 Debaixo de si tem conchas pontiagudas; estende-se sobre cousas pontiagudas como na lama.
30 Debaixo de si tem conchas pontiagudas; estende-se sobre coisas pontiagudas como na lama.
31 As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como quando os unguentos fervem.
31 As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como quando os unguentos fervem.
32 Após ele alumia o caminho; parece o abismo tornado em brancura de cãs.
32 Após ele alumia o caminho; parece o abismo tornado em brancura de cãs.
33 Na terra não há cousa que se lhe possa comparar, pois foi feito para estar sem pavor.
33 Na terra, não há coisa que se lhe possa comparar, pois foi feito para estar sem pavor.
34 Todo o alto vê; é rei sobre todos os filhos de animais altivos.
34 Todo o alto vê; é rei sobre todos os filhos de animais altivos.
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