Jó 21
Almeida Revista e Corrigida 1969 (RC69) vs ARC
1 RESPONDEU porém Jó, e disse:
1 Respondeu, porém, Jó e disse:
2 Ouvi atentamente as minhas razões; e isto vos sirva de consolação.
2 Ouvi atentamente as minhas razões; e isto vos sirva de consolação.
3 Sofrei-me, e eu falarei; e, havendo eu falado, zombai.
3 Sofrei-me, e eu falarei; e, havendo eu falado, zombai.
4 Porventura eu me queixo a algum homem? Mas, ainda que assim fosse , por que se não angustiaria o meu espírito?
4 Porventura, eu me queixo a algum homem? Mas, ainda que assim fosse, por que se não angustiaria o meu espírito?
5 Olhai para mim, e pasmai; e ponde a mão sobre a boca,
5 Olhai para mim e pasmai; e ponde a mão sobre a boca,
6 Porque, quando me lembro disto , me perturbo, e a minha carne é sobressaltada de horror.
6 Porque, quando me lembro disto, me perturbo, e a minha carne é sobressaltada de horror.
7 Por que razão vivem os ímpios, envelhecem, e ainda se esforçam em poder?
7 Por que razão vivem os ímpios, envelhecem, e ainda se esforçam em poder?
8 A sua semente se estabelece com eles perante a sua face, e os seus renovos perante os seus olhos.
8 A sua semente se estabelece com eles perante a sua face; e os seus renovos, perante os seus olhos.
9 As suas casas têm paz, sem temor; e a vara de Deus não está sobre eles.
9 As suas casas têm paz, sem temor; e a vara de Deus não está sobre eles.
10 O seu touro gera, e não falha, pare a sua vaca, e não aborta.
10 O seu touro gera e não falha; pare a sua vaca e não aborta.
11 Fazem sair as suas crianças, como a um rebanho, e seus filhos andam saltando.
11 Fazem sair as suas crianças como a um rebanho, e seus filhos andam saltando.
12 Levantam a voz, ao som do tamboril e da harpa, e alegram-se ao som dos órgãos.
12 Levantam a voz ao som do tamboril e da harpa e alegram-se ao som das flautas.
13 Na prosperidade gastam os seus dias, e num momento descem à sepultura.
13 Na prosperidade gastam os seus dias e num momento descem à sepultura.
14 E, todavia , dizem a Deus: Retira-te de nós; porque não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos.
14 E, todavia, dizem a Deus: Retira-te de nós; porque não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos.
15 Quem é o Todo-poderoso, para que nós o sirvamos? E que nos aproveitará que lhe façamos orações?
15 Quem é o Todo-Poderoso, para que nós o sirvamos? E que nos aproveitará que lhe façamos orações?
16 Vede porém que o seu bem não está na mão deles; esteja longe de mim o conselho dos ímpios!
16 Vede, porém, que o seu bem não está na mão deles; esteja longe de mim o conselho dos ímpios!
17 Quantas vezes sucede que se apaga a candeia dos ímpios, e lhes sobrevém a sua destruição? E Deus na sua ira lhes reparte dores!
17 Quantas vezes sucede que se apaga a candeia dos ímpios, e lhes sobrevém a sua destruição? E Deus, na sua ira, lhes reparte dores!
18 Porque são como a palha diante do vento, e como a pragana, que arrebata o redemoinho.
18 Porque são como a palha diante do vento, e como a pragana, que arrebata o redemoinho.
19 Deus guarda a sua violência para seus filhos, e lhe dá o pago, para que o conheça.
19 Deus guarda a sua violência para os filhos deles, e aos ímpios dá o pago, para que o conheçam.
20 Seus olhos veem a sua ruína, e ele bebe do furor do Todo-poderoso.
20 Seus olhos veem a sua ruína, e ele bebe do furor do Todo-Poderoso.
21 Porque, que prazer teria na sua casa depois de si, cortando-se- lhe o número dos seus meses?
21 Porque, que prazer teria na sua casa depois de si, cortando-se- lhe o número dos seus meses?
22 Porventura a Deus se ensinaria ciência, a ele que julga os excelsos?
22 Porventura, a Deus se ensinaria ciência, a ele que julga os excelsos?
23 Um morre na força da sua plenitude, estando todo quieto e sossegado.
23 Um morre na força da sua plenitude, estando todo quieto e sossegado.
24 Os seus baldes estão cheios de leite, e os seus ossos estão regados de tutanos.
24 Os seus baldes estão cheios de leite, e os seus ossos estão regados de tutanos.
25 E outro morre, ao contrário, na amargura do seu coração, não havendo provado do bem.
25 E outro morre, ao contrário, na amargura do seu coração, não havendo provado do bem.
26 Juntamente jazem no pó, e os bichos os cobrem.
26 Juntamente jazem no pó, e os bichos os cobrem.
27 Eis que conheço bem os vossos pensamentos; e os maus intentos com que injustamente me fazeis violência.
27 Eis que conheço bem os vossos pensamentos; e os maus intentos com que injustamente me fazeis violência.
28 Porque direis: Onde está a casa do príncipe e onde a tenda em que morava o ímpio?
28 Porque direis: Onde está a casa do príncipe e onde a tenda em que morava o ímpio?
29 Porventura o não perguntastes aos que passam pelo caminho, e não conheceis os seus sinais?
29 Porventura, o não perguntastes aos que passam pelo caminho e não conheceis os seus sinais?
30 Que o mau é preservado para o dia da destruição, e arrebatado no dia do furor?
30 Que o mau é preservado para o dia da destruição e arrebatado no dia do furor?
31 Quem acusará diante dele o seu caminho, e quem lhe dará o pago do que faz?
31 Quem acusará diante dele o seu caminho? E quem lhe dará o pago do que faz?
32 Finalmente é levado à sepultura, e vigia no túmulo.
32 Finalmente, é levado à sepultura e vigia no túmulo.
33 Os torrões do vale lhe são doces, e ele arrasta após si a todos os homens; e antes dele havia inumeráveis.
33 Os torrões do vale lhe são doces, e ele arrasta após si a todos os homens; e antes dele havia inumeráveis.
34 Como pois me consolais em vão? Pois nas vossas respostas só há falsidade.
34 Como, pois, me consolais em vão? Pois nas vossas respostas só há falsidade.
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