Gênesis 37
Almeida Revista e Corrigida 1969 (RC69) vs NTLH
1 E JACÓ habitou na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.
1 Jacó ficou morando na terra de Canaã, onde o seu pai tinha vivido.
2 Estas são as gerações de Jacó: Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos, e estava este mancebo com os filhos de Bilha, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia uma má fama deles a seu pai.
2 Esta é a história da família de Jacó. Quando José era um jovem de dezessete anos, cuidava das ovelhas e das cabras, junto com os seus irmãos, os filhos de Bila e de Zilpa, que eram mulheres do seu pai. E José contava ao pai as coisas erradas que os seus irmãos faziam.
3 E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores.
3 Jacó já era velho quando José nasceu e por isso ele o amava mais do que a todos os seus outros filhos. Jacó mandou fazer para José uma túnica longa, de mangas compridas.
4 Vendo pois seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos os seus irmãos, aborreceram-no, e não podiam falar com ele pacificamente.
4 Os irmãos viam que o pai amava mais a José do que a eles e por isso tinham ódio dele e eram grosseiros quando falavam com ele.
5 Sonhou também José um sonho, que contou a seus irmãos: por isso o aborreciam ainda mais.
5 Certa vez José teve um sonho e o contou aos seus irmãos. Aí é que ficaram com mais raiva dele
6 E disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado:
6 porque ele disse assim: — Escutem, que eu vou contar o sonho que tive.
7 Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava, e também ficava em pé, e eis que os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho.
7 Sonhei que estávamos no campo amarrando feixes de trigo. De repente, o meu feixe ficou de pé, e os feixes de vocês se colocaram em volta do meu e se curvavam diante dele.
8 Então lhe disseram seus irmãos: Tu pois deveras reinarás sobre nós? Tu deveras terás domínio sobre nós? Por isso tanto mais o aborreciam por seus sonhos e por suas palavras.
8 Então os irmãos perguntaram: — Quer dizer que você vai ser nosso rei e que vai mandar em nós? E ficaram com mais ódio dele ainda por causa dos seus sonhos e do jeito que ele os contava.
9 E sonhou ainda outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que ainda sonhei um sonho: e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim.
9 Depois José sonhou outra vez e contou também esse sonho aos seus irmãos. Ele disse assim: — Eu tive outro sonho. Desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvaram diante de mim.
10 E contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é este que sonhaste? Porventura viremos, eu e tua mãe, e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra?
10 Quando José contou esse sonho ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e disse: — O que quer dizer esse sonho que você teve? Por acaso a sua mãe, os seus irmãos e eu vamos nos ajoelhar diante de você e encostar o rosto no chão?
11 Seus irmãos pois o invejavam: seu pai porém guardava este negócio no seu coração.
11 Os irmãos de José tinham inveja dele, mas o seu pai ficou pensando no caso.
12 E seus irmãos foram apascentar o rebanho de seu pai, junto de Siquém.
12 Um dia os irmãos de José levaram as ovelhas e as cabras do seu pai até os pastos que ficavam perto da cidade de Siquém.
13 Disse pois Israel a José: Não apascentam os teus irmãos junto de Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. E ele lhe disse: Eis-me aqui.
13 Então Jacó disse a José: — Venha cá. Vou mandar você até Siquém, onde os seus irmãos estão cuidando das ovelhas e das cabras. — Estou pronto para ir — respondeu José.
14 E ele lhe disse: Ora vai e vê como estão teus irmãos, e como está o rebanho, e traze-me resposta. Assim o enviou do vale de Hebrom, e José veio a Siquém.
14 Jacó disse: — Vá lá e veja se os seus irmãos e os animais vão bem e me traga notícias. Então dali, do vale de Hebrom, Jacó mandou que José fosse até Siquém, e ele foi. Quando chegou lá,
15 E achou-o um varão, porque ele andava errado pelo campo, e perguntou-lhe o varão, dizendo: Que procuras?
15 ele foi andando pelo campo. Aí um homem o viu e perguntou: — O que você está procurando?
16 E ele disse: Procuro meus irmãos; dize-me, peço-te, onde eles apascentam.
16 — Estou procurando os meus irmãos — respondeu José. — Eles estão por aí, em algum pasto, cuidando das ovelhas e das cabras. O senhor sabe aonde foram?
17 E disse aquele varão: Foram-se daqui; porque ouvi-lhes dizer: Vamos a Dotã. José pois seguiu seus irmãos, e achou-os em Dotã.
17 O homem respondeu: — Eles já foram embora daqui. Eu ouvi quando disseram que iam para Dotã. Aí José foi procurar os seus irmãos e os achou em Dotã.
18 E viram-no de longe, e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele, para o matarem.
18 Eles viram José de longe e, antes que chegasse perto, começaram a fazer planos para matá-lo.
19 E disseram uns aos outros: Eis lá vem o sonhador-mor!
19 Eles disseram: — Lá vem o sonhador!
20 Vinde pois agora, e matemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma besta-fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos.
20 Venham, vamos matá-lo agora. Depois jogaremos o corpo num poço seco e diremos que um animal selvagem o devorou. Assim, veremos no que vão dar os sonhos dele.
21 E ouvindo-o Rúben, livrou-o das suas mãos, e disse: Não lhe tiremos a vida.
21 Quando Rúben ouviu isso, quis salvá-lo dos seus irmãos e disse: — Não vamos matá-lo.
22 Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mãos nele; para livrá-lo das suas mãos, e para torná-lo a seu pai.
22 Não derramem sangue. Vocês podem jogá-lo neste poço, aqui no deserto, mas não o machuquem. Rúben disse isso porque planejava salvá-lo dos irmãos e mandá-lo de volta ao pai.
23 E aconteceu que, chegando José a seus irmãos, tiraram a José a sua túnica, a túnica de várias cores, que trazia.
23 Quando José chegou ao lugar onde os seus irmãos estavam, eles arrancaram dele a túnica longa, de mangas compridas, que ele estava vestindo.
24 E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova estava vazia, não havia água nela.
24 Depois o pegaram e o jogaram no poço, que estava vazio e seco.
25 Depois assentaram-se a comer pão: e levantaram os seus olhos, e olharam, e eis que uma companhia de ismaelitas vinha de Gileade; e seus camelos traziam especiarias, e bálsamo, e mirra, e iam levar isso ao Egito.
25 E sentaram-se para comer. De repente, viram que ia passando uma caravana de ismaelitas que vinha de Gileade e ia para o Egito. Os seus camelos estavam carregados de perfumes e de especiarias .
26 Então Judá disse aos seus irmãos: Que proveito haverá em que matemos a nosso irmão, e escondamos a sua morte?
26 Aí Judá disse aos irmãos: — O que vamos ganhar se matarmos o nosso irmão e depois escondermos a sua morte?
27 Vinde, e vendamo-lo a estes ismaelitas, e não seja nossa mão sobre ele: porque ele é nosso irmão, nossa carne. E seus irmãos obedeceram.
27 Em vez de o matarmos, vamos vendê-lo a esses ismaelitas. Afinal de contas ele é nosso irmão, é do nosso sangue. Os irmãos concordaram.
28 Passando pois os mercadores midianitas, tiraram, e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito.
28 Quando alguns negociantes midianitas passaram por ali, os irmãos de José o tiraram do poço e o venderam aos ismaelitas por vinte barras de prata. E os ismaelitas levaram José para o Egito.
29 Tornando pois Rúben à cova, eis que José não estava na cova; então rasgou os seus vestidos,
29 Quando Rúben voltou ao poço e viu que José não estava lá dentro, rasgou as suas roupas em sinal de tristeza.
30 E tornou a seus irmãos, e disse: O moço não aparece ; e eu aonde irei?
30 Ele voltou para o lugar onde os seus irmãos estavam e disse: — O rapaz não está mais lá! E agora o que é que eu vou fazer?
31 Então tomaram a túnica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue.
31 Então os irmãos mataram um cabrito e com o sangue mancharam a túnica de José.
32 E enviaram a túnica de várias cores, e fizeram levá-la a seu pai, e disseram: Temos achado esta túnica ; conhece agora se esta será ou não a túnica de teu filho.
32 Depois levaram a túnica ao pai e disseram: — Achamos isso aí. Será que é a túnica do seu filho?
33 E conheceu-a, e disse: É a túnica de meu filho; uma besta-fera o comeu, certamente foi despedaçado José.
33 Jacó a reconheceu e disse: — Sim, é a túnica do meu filho! Certamente algum animal selvagem o despedaçou e devorou.
34 Então Jacó rasgou os seus vestidos, e pôs saco sobre os seus lombos, e lamentou a seu filho muitos dias.
34 Então, em sinal de tristeza, Jacó rasgou as suas roupas e vestiu roupa de luto. E durante muito tempo ficou de luto pelo seu filho.
35 E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; recusou porém ser consolado, e disse: Na verdade com choro hei de descer ao meu filho até à sepultura. Assim o chorou seu pai.
35 Todos os seus filhos e filhas tentaram consolá-lo, mas ele não quis ser consolado e disse: — Vou ficar de luto por meu filho até que vá me encontrar com ele no E continuou de luto por seu filho José.
36 E os midianitas venderam-no no Egito a Potifar, eunuco de Faraó, capitão da guarda.
36 Enquanto isso, os midianitas venderam José a Potifar, oficial e capitão da guarda do rei do Egito.
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