João 6

Bíblia Portuguesa Mundial (PORBRBSL) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Depois destas coisas, Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, que também é chamado de mar de Tiberíades.
1 Depois disso, partiu Jesus para o outro lado do mar da Galileia, que é o de Tiberíades.
2 Uma grande multidão o seguia, porque viam os sinais que ele fazia nos enfermos.
2 E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos.
3 Jesus subiu ao monte e assentou-se ali com os seus discípulos.
3 E Jesus subiu ao monte e assentou-se ali com os seus discípulos.
4 Ora, a Páscoa, a festa dos judeus, estava próxima.
4 E a Páscoa, a festa dos judeus, estava próxima.
5 Então Jesus, levantando os olhos e vendo que uma grande multidão vinha a ele, disse a Filipe: “Onde compraremos pão, para que estes possam comer?”
5 Então, Jesus, levantando os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pão, para estes comerem?
6 Ele dizia isso para testá-lo, pois ele mesmo sabia o que estava para fazer.
6 Mas dizia isso para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer.
7 Filipe lhe respondeu: “Duzentos denários de pão não são suficientes para eles, para que cada um deles receba um pouco.”
7 Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco.
8 Um de seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse a ele:
8 E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe:
9 “Há um rapaz aqui que tem cinco pães de cevada e dois peixes, mas o que é isso para tantos?”
9 Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isso para tantos?
10 Jesus disse: “Façam as pessoas se assentarem.” Ora, havia muita relva naquele lugar. Então os homens se assentaram, em número de cerca de cinco mil.
10 E disse Jesus: Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.
11 Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os aos discípulos, e os discípulos aos que estavam assentados; e da mesma forma os peixes, quanto eles queriam.
11 E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos, pelos que estavam assentados; e igualmente também os peixes, quanto eles queriam.
12 Quando estavam satisfeitos, ele disse aos seus discípulos: “Recolham os pedaços que sobraram, para que nada se perca.”
12 E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca.
13 Então eles os recolheram, e encheram doze cestos com os pedaços dos cinco pães de cevada, que sobraram dos que haviam comido.
13 Recolheram-nos, pois, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.
14 Vendo, pois, as pessoas o sinal que Jesus fizera, disseram: “Este é verdadeiramente o profeta que vem ao mundo.”
14 Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é, verdadeiramente, o profeta que devia vir ao mundo.
15 Jesus, pois, percebendo que estavam prestes a vir e levá-lo à força para fazê-lo rei, retirou-se novamente para o monte, sozinho.
15 Sabendo, pois, Jesus que haviam de vir arrebatá-lo, para o fazerem rei, tornou a retirar-se, ele só, para o monte.
16 Ao cair da tarde, seus discípulos desceram para o mar.
16 E, quando veio a tarde, os seus discípulos desceram para o mar.
17 Entraram no barco e atravessavam o mar em direção a Cafarnaum. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo até eles.
17 E, entrando no barco, passaram o mar em direção a Cafarnaum; e era já escuro, e ainda Jesus não tinha chegado perto deles.
18 O mar estava agitado por um grande vento que soprava.
18 E o mar se levantou, porque um grande vento assoprava.
19 Tendo remado cerca de vinte e cinco ou trinta estádios, viram Jesus andando sobre o mar e se aproximando do barco; e ficaram com medo.
19 E, tendo navegado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram Jesus andando sobre o mar e aproximando-se do barco, e temeram.
20 Mas ele lhes disse: “Sou eu. Não tenham medo.”
20 Porém ele lhes disse: Sou eu; não temais.
21 Então eles de bom grado o receberam no barco. Imediatamente o barco chegou à terra para onde iam.
21 Então, eles, de boa mente, o receberam no barco; e logo o barco chegou à terra para onde iam.
22 No dia seguinte, a multidão que estava do outro lado do mar viu que não havia ali outro barco, exceto aquele em que seus discípulos haviam embarcado, e que Jesus não tinha entrado com seus discípulos no barco, mas que seus discípulos tinham ido embora sozinhos.
22 No dia seguinte, a multidão que estava do outro lado do mar, vendo que não havia ali mais do que um barquinho e que Jesus não entrara com seus discípulos naquele barquinho, mas que os seus discípulos tinham ido sós
23 No entanto, barcos de Tiberíades chegaram perto do lugar onde comeram o pão, depois que o Senhor deu graças.
23 (contudo, outros barquinhos tinham chegado de Tiberíades, perto do lugar onde comeram o pão, havendo o Senhor dado graças);
24 Quando, pois, a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, eles mesmos entraram nos barcos e foram para Cafarnaum, em busca de Jesus.
24 vendo, pois, a multidão que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, entraram eles também nos barcos e foram a Cafarnaum, em busca de Jesus.
25 Quando o encontraram do outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?”
25 E, achando-o no outro lado do mar, disseram-lhe: Rabi, quando chegaste aqui?
26 Jesus lhes respondeu: “Com toda a certeza lhes digo: vocês me buscam, não porque viram sinais, mas porque comeram dos pães e se fartaram.
26 Jesus respondeu e disse-lhes: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.
27 Não trabalhem pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem lhes dará. Porque Deus, o Pai, o selou.”
27 Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará, porque a este o Pai, Deus, o selou.
28 Disseram-lhe, pois: “O que devemos fazer, para realizarmos as obras de Deus?”
28 Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus?
29 Jesus lhes respondeu: “A obra de Deus é esta: que vocês creiam naquele que ele enviou.”
29 Jesus respondeu e disse-lhes: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que ele enviou.
30 Disseram-lhe, pois: “Que sinal, então, tu fazes, para que possamos ver e crer em ti? Que obra tu fazes?
30 Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? Que operas tu?
31 Nossos pais comeram o maná no deserto. Como está escrito: ‘Ele lhes deu pão do céu para comer.’”
31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu.
32 Jesus, pois, lhes disse: “Com toda a certeza lhes digo: não foi Moisés quem lhes deu o pão do céu, mas meu Pai lhes dá o verdadeiro pão do céu.
32 Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo que Moisés não vos deu o pão do céu, mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.
33 Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.”
33 Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.
34 Disseram-lhe, pois: “Senhor, dá-nos sempre desse pão.”
34 Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão.
35 Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim nunca terá sede.
35 E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede.
36 Mas eu lhes disse que vocês me viram, e ainda assim não creem.
36 Mas vos disse que também vós me vistes e, contudo, não credes.
37 Todos os que o Pai me dá virão a mim. E o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.
37 Tudo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.
38 Pois eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
38 Porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
39 Esta é a vontade do meu Pai que me enviou: que de tudo o que ele me deu eu não perca nada, mas o ressuscite no último dia.
39 E a vontade do Pai, que me enviou, é esta: que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último Dia.
40 Esta é a vontade daquele que me enviou: que todo aquele que vê o Filho e crê nele tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.”
40 Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: que todo aquele que vê o Filho e crê nele tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último Dia.
41 Os judeus, pois, murmuravam a respeito dele, porque disse: “Eu sou o pão que desceu do céu.”
41 Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu.
42 Eles diziam: “Não é este Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, então, ele diz: ‘Eu desci do céu’?”
42 E diziam: Não é este Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu?
43 Portanto, Jesus lhes respondeu: “Não murmurem entre si.
43 Respondeu, pois, Jesus e disse-lhes: Não murmureis entre vós.
44 Ninguém pode vir a mim, a menos que o Pai que me enviou o atraia; e eu o ressuscitarei no último dia.
44 Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último Dia.
45 Está escrito nos profetas: ‘Eles serão todos ensinados por Deus.’ Portanto, todo aquele que ouve do Pai e aprende, vem a mim.
45 Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.
46 Não que alguém tenha visto o Pai, exceto aquele que é de Deus. Este tem visto o Pai.
46 Não que alguém visse ao Pai, a não ser aquele que é de Deus; este tem visto ao Pai.
47 Com toda a certeza lhes digo: aquele que crê em mim tem a vida eterna.
47 Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna.
48 Eu sou o pão da vida.
48 Eu sou o pão da vida.
49 Seus pais comeram o maná no deserto e morreram.
49 Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram.
50 Este é o pão que desce do céu, para que qualquer um possa comer dele e não morrer.
50 Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra.
51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre. Sim, o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne.”
51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer desse pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.
52 Os judeus, pois, discutiam entre si, dizendo: “Como pode este homem nos dar a sua carne para comer?”
52 Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer?
53 Jesus, pois, lhes disse: “Com toda a certeza lhes digo: a menos que vocês comam a carne do Filho do Homem e bebam o seu sangue, não têm vida em si mesmos.
53 Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do Homem e
54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.
54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último Dia.
55 Pois a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida.
55 Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida.
56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele.
56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu, nele.
57 Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que se alimenta de mim também viverá por minha causa.
57 Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim quem de mim se alimenta também viverá por mim.
58 Este é o pão que desceu do céu — não como os pais de vocês que comeram o maná e morreram. Quem come este pão viverá para sempre.”
58 Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre.
59 Ele disse estas coisas na sinagoga, enquanto ensinava em Cafarnaum.
59 Ele disse essas coisas na sinagoga, ensinando em Cafarnaum.
60 Portanto, muitos dos seus discípulos, ao ouvirem isso, disseram: “Dura é esta palavra! Quem pode ouvi-la?”
60 Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isso, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?
61 Mas Jesus, sabendo em si mesmo que seus discípulos murmuravam a respeito disso, disse-lhes: “Isto os faz tropeçar?
61 Sabendo, pois, Jesus em si mesmo que os seus discípulos murmuravam a respeito disso, disse-lhes: Isto vos escandaliza?
62 E se vocês vissem o Filho do Homem subindo para onde estava antes?
62 — ausente —
63 É o espírito quem dá vida. A carne para nada aproveita. As palavras que eu lhes digo são espírito e são vida.
63 O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida.
64 Mas há alguns de vocês que não creem.” Pois Jesus sabia desde o princípio quem eram os que não criam, e quem era aquele que o trairia.
64 Mas há alguns de vós que não creem. Porque bem sabia Jesus, desde o princípio, quem eram os que não criam e quem era o que o havia de entregar.
65 Ele disse: “Por esta causa eu lhes disse que ninguém pode vir a mim, a menos que lhe seja concedido por meu Pai.”
65 E dizia: Por isso, eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai lhe não for concedido.
66 A partir disso, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e já não andavam com ele.
66 Desde então, muitos dos seus discípulos tornaram para trás e já não andavam com ele.
67 Jesus disse, pois, aos doze: “Vocês também não querem ir embora, querem?”
67 Então, disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos?
68 Simão Pedro lhe respondeu: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna.
68 Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna,
69 Nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”
69 e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus.
70 Jesus lhes respondeu: “Não escolhi eu a vocês, os doze, e um de vocês é um diabo?”
70 Respondeu-lhe Jesus: Não vos escolhi a vós os doze? E um de vós é um diabo.
71 Ora, ele falava de Judas, filho de Simão Iscariotes, pois era ele quem o trairia, sendo um dos doze.
71 E isso dizia ele de Judas Iscariotes, filho de Simão, porque este o havia de entregar, sendo um dos doze.

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