Atos 22

A Bíblia Sagrada, Tradução para Tradutores (POR_TFT) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Paulo disse: “Líderes judaicos e meus outros irmãos judeus, escutem-me agora responder àqueles que me acusam!”
1 Varões irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós.
2 Ao ouvir Paulo falar na sua própria língua hebraica, a multidão se calou ainda mais e passou a escutar atentamente. Então Paulo disse:
2 (E, quando ouviram falar-lhes em língua hebraica, maior silêncio guardaram.) E disse:
3 “Sou judeu. Nasci na cidade de Tarso, na província de Cilícia, mas fui criado aqui em Jerusalém. Quando era jovem, durante muitos anos estudei as leis que Moisés deu a nossos antepassados. Fui instruído pelo famoso mestre Gamaliel [MTY] {O famoso mestre Gamaliel me ensinou [MTY]} e, durante alguns anos, obedeci cuidadosamente àquelas leis, pois eu desejava obedecer a Deus. Tenho certeza de que muitos de vocês também obedecem cuidadosamente àquelas leis.
3 Quanto a mim, sou varão judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso para com Deus, como todos vós hoje sois.
4 É por isso que eu perseguia antes aqueles que creem na mensagem que as pessoas chamam o Caminho que Jesus ensinou. Eu buscava continuamente maneiras de matá-los. Sempre que eu encontrava homens ou mulheres que acreditavam naquela mensagem, mandava prendê-los e botá-los na cadeia.
4 Persegui este Caminho até à morte, prendendo e metendo em prisões, tanto homens como mulheres,
5 O sumo sacerdote sabe disso, como também os demais respeitados membros do nosso Conselho Judaico. Eles me deram cartas para apresentar aos irmãos judeus na cidade de Damasco. Por meio dessas cartas, eles me autorizavam a ir a Damasco e localizar cristãos em Jesus. Eles tinham escrito nas cartas que eu deveria levar essas pessoas presas a Jerusalém, para que pudessem ser castigadas {os líderes aqui pudessem castigá-las}. Por isso saí rumo a Damasco.
5 como também o sumo sacerdote me é testemunha, e todo o conselho dos anciãos; e, recebendo destes cartas para os irmãos, fui a Damasco, para trazer manietados para Jerusalém aqueles que ali estivessem, a fim de que fossem castigados.
6 Por volta do meio-dia, eu e meus companheiros nos aproximávamos de Damasco. De repente brilhou a meu redor uma forte luz do céu.
6 Ora, aconteceu que, indo eu já de caminho e chegando perto de Damasco, quase ao meio-dia, de repente me rodeou uma grande luz do céu.
7 A luz era tão brilhante que caí ao chão. Então ouvi a voz de alguém que me falava lá do céu. Aquele que me falava disse: ‘Saulo! Saulo! Por que você faz coisas para me prejudicar?’
7 E caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?
8 Eu respondi: ‘Quem é o Senhor?’ Ele respondeu: ‘Sou Jesus de Nazaré. Sou eu que você está prejudicando ao fazer coisas que prejudicam meus seguidores’.
8 E eu respondi: Quem és, Senhor? E disse-me: Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu persegues.
9 Os homens que viajavam comigo viram a luz muito brilhante e ouviram uma voz, mas não entenderam aquilo que a voz me dizia.
9 E os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, e se atemorizaram muito; mas não ouviram a voz daquele que falava comigo.
10 Então perguntei: ‘Senhor, o que o Senhor quer que eu faça?’ O Senhor me disse: ‘Levante-se e entre em Damasco! Ali lhe será dito {Um senhor que mora lá he dirá} tudo que foi planejado {que planejei} para você fazer.’
10 Então, disse eu: Senhor, que farei? E o Senhor disse-me: Levanta-te e vai a Damasco, e ali se te dirá tudo o que te é ordenado fazer.
11 Depois disso, não consegui enxergar, pois a luz brilhante me cegou. Por isso meus companheiros me levaram pela mão e fui guiado por eles {e me guiaram} até chegarmos (excl) em Damasco.
11 E, como eu não via por causa do esplendor daquela luz, fui levado pela mão dos que estavam comigo e cheguei a Damasco.
12 Uns dois dias depois, veio ver-me um homem chamado Ananias. Ele era um homem que respeitava profundamente a Deus e obedecia cuidadosamente às nossas leis judaicas. Todos os judeus que moravam em Damasco falavam bem dele {Falava-se bem dele entre os judeus que moravam em Damasco}.
12 E um certo Ananias, varão piedoso conforme a lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que ali moravam,
13 Ele veio e ficou a meu lado. Então me disse: ‘Amigo Saulo, recupere a visão!’ Naquele instante voltei a ver! Eu o vi em pé a meu lado.
13 vindo ter comigo e apresentando-se, disse-me: Saulo, irmão, recobra a vista. E naquela mesma hora o vi.
14 Então ele disse: ‘O Deus que nós (incl) adoramos e que nossos antepassados adoravam escolheu você e lhe mostrará o que Ele quer que você faça. Ele deixou que você visse o Justo, O Messias, e você O ouviu falar consigo.
14 E ele disse: O Deus de nossos pais de antemão te designou para que conheças a sua vontade, e vejas aquele Justo, e ouças a voz da sua boca.
15 Ele quer que você comunique às pessoas por toda parte aquilo que viu e ouviu dele.
15 Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido.
16 Portanto, não demore mais!/para que [RHQ] demorar mais? Levante-se, deixe-me batizá-lo e, orando ao Senhor Jesus, pedir que Deus lhe perdoe os pecados.’
16 E, agora, por que te deténs? Levanta-te, e batiza-te, e lava os teus pecados, invocando o nome do Senhor.
17 Mais tarde, voltei a Jerusalém. Um dia eu fui ao Templo. Enquanto eu orava lá, tive uma visão, na qual
17 E aconteceu que, tornando eu para Jerusalém, quando orava no templo, fui arrebatado para fora de mim.
18 vi o Senhor, que me falava. Ele me disse: ‘Não fique mais aqui! Saia imediatamente de Jerusalém, pois os habitantes daqui não acreditarão naquilo que você lhes disser sobre mim’.
18 E vi aquele que me dizia: Dá-te pressa e sai apressadamente de Jerusalém, porque não receberão o teu testemunho acerca de mim.
19 Mas protestei, dizendo-lhe: ‘Senhor, eles sabem que eu ia a muitas das nossas casas de reunião, procurando aqueles que creem no senhor; eu prendia na cadeia os que eu encontrava que acreditavam no senhor e os surrava.
19 E eu disse: Senhor, eles bem sabem que eu lançava na prisão e açoitava nas sinagogas os que criam em ti.
20 Eles se lembram que quando Estêvão foi morto [MTY] {quando as pessoas mataram [MTY] Estêvão} por ele falar do Senhor às pessoas, lá estava eu observando tudo e aprovando aquilo que faziam. Mostrei minha aprovação, guardando as capas jogadas para um lado por aqueles que o matavam. Portanto, se eu ficar aqui, o fato de eu ter mudado meu pensamento sobre Jesus com certeza impressionará aqueles líderes do nosso povo’.
20 E, quando o sangue de Estêvão, tua testemunha, se derramava, também eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava as vestes dos que o matavam.
21 Mas o Senhor me disse: ‘Não, saia de Jerusalém, pois vou mandá-lo longe daqui, para os gentios/não judeus!’”
21 E disse-me: Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe.
22 Os ouvintes escutavam calados aquilo que Paulo lhes dizia até ele mencionar que o Senhor o tinha mandado aos gentios/não judeus. Nesse momento eles começaram a gritar, cheios de raiva: “Matem-no, pois ele não deve ficar mais na terra! Nós (incl) não devemos deixar tal homem viver mais”! Falaram assim porque não acreditavam que Deus pudesse salvar alguém que não fosse judeu.
22 E ouviram-no até esta palavra e levantaram a voz, dizendo: Tira da terra um tal homem, porque não convém que viva!
23 Enquanto eles continuavam gritando: “Matem-no!” tiravam as/os capas/casacos e jogavam poeira no ar em sinal de raiva.
23 E, clamando eles, e arrojando de si as vestes, e lançando pó para o ar,
24 Por isso o comandante mandou que Paulo fosse levado {que os soldados levassem Paulo} para dentro do quartel. Ele mandou chicotear Paulo {Ele mandou que os soldados chicoteassem Paulo} com um chicote contendo pedacinhos de osso/metal na ponta, para obrigar Paulo a lhe confessar o que tinha feito que tinha estimulado os judeus a gritarem com tanta raiva. Por isso os soldados levaram Paulo para dentro do quartel.
24 o tribuno mandou que o levassem para a fortaleza, dizendo que o examinassem com açoites, para saber por que causa assim clamavam contra ele.
25 Eles estiravam os braços dele e os amarraram para que pudessem chicoteá-lo nas costas. Mas Paulo disse ao oficial / capitão que estava ali perto, observando: “O senhor deve pensar duas vezes sobre isto! Com certeza o senhor estará agindo/Não estará agindo [RHQ] ilegalmente ao me chicotear, pois sou um cidadão romano que ninguém processou nem condenou!?”
25 E, quando o estavam atando com correias, disse Paulo ao centurião que ali estava: É-vos lícito açoitar um romano, sem ser condenado?
26 Ao ouvir isso, o oficial foi ter com / encontrar o comandante e relatou a conversa a ele, dizendo ao comandante: “Esse homem é cidadão romano! Com certeza o senhor não mandaria/Será que o senhor realmente desejava [RHQ] mandar que o chicoteássemos/chicoteemos!?”
26 E, ouvindo isto, o centurião foi e anunciou ao tribuno, dizendo: Vê o que vais fazer, porque este homem é romano.
27 O comandante ficou surpreso ao ouvir isso. Ele mesmo entrou no quartel e disse a Paulo: “Diga-me, você é realmente cidadão romano?” Paulo respondeu: “Sou, sim”.
27 E, vindo o tribuno, disse-lhe: Dize-me, és tu romano? E ele disse: Sim.
28 Então o comandante disse: “Eu também sou cidadão romano. Paguei um bom dinheiro para me tornar cidadão romano”. Paulo disse: “Mas eu nasci cidadão romano, portanto não precisei pagar nada”.
28 E respondeu o tribuno: Eu com grande soma de dinheiro alcancei este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu sou-o de nascimento.
29 Os soldados estavam para chicotear Paulo e interrogá-lo sobre aquilo que ele tinha feito. Mas ao ouvirem o que Paulo disse, eles o deixaram imediatamente. O comandante também teve medo, pois se deu conta de que Paulo era cidadão romano, e que ele tinha mandado ilegalmente que os soldados amarrassem as mãos de Paulo.
29 E logo dele se apartaram os que o haviam de examinar; e até o tribuno teve temor, quando soube que era romano, visto que o tinha ligado.
30 O comandante ainda desejava se certificar precisamente do porquê de Paulo ser acusado pelos judeus {por que os judeus estavam acusando Paulo}. Portanto no dia seguinte, ele mandou os soldados soltarem Paulo. Também convocou uma reunião dos principais sacerdotes e outros membros do Conselho Judaico. Então escoltou Paulo ao local onde o Conselho se reunia e mandou que ele se apresentasse diante deles.
30 No dia seguinte, querendo saber ao certo a causa por que era acusado pelos judeus, soltou-o das prisões e mandou vir os principais dos sacerdotes e todo o seu conselho; e, trazendo Paulo, o apresentou diante deles.

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