Lucas 16

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Jesus contou aos seus discípulos esta história: “Certa vez, havia um administrador de um homem rico que estava sendo acusado de desperdiçar os bens do seu patrão.
1 Disse Jesus também aos discípulos: Havia um homem rico que tinha um administrador; e este lhe foi denunciado como quem estava a defraudar os seus bens.
2 Então, o homem rico chamou o seu administrador e lhe perguntou: ‘É verdade o que eu estou ouvindo sobre você? Preste contas da sua administração, pois você não continuará a trabalhar como meu administrador.’
2 Então, mandando-o chamar, lhe disse: Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, porque já não podes mais continuar nela.
3 O administrador pensou: ‘O meu patrão irá me despedir. E agora? O que eu farei? Eu não sou forte o bastante para cavar a terra e tenho muita vergonha de pedir esmolas.
3 Disse o administrador consigo mesmo: Que farei, pois o meu senhor me tira a administração? Trabalhar na terra não posso; também de mendigar tenho vergonha.
4 Ah! Já sei o que irei fazer para que, quando eu for demitido do meu trabalho, as pessoas me recebam bem em suas casas.’
4 Eu sei o que farei, para que, quando for demitido da administração, me recebam em suas casas.
5 Então, ele convidou todos os que estavam em dívida com seu patrão para virem conversar com ele. Ele perguntou ao primeiro: ‘Quanto você deve para o meu patrão?’
5 Tendo chamado cada um dos devedores do seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu patrão?
6 O homem respondeu: ‘Cem barrisde azeite.’ O administrador lhe disse: ‘Rápido! Sente-se. Pegue a sua conta e a mude para cinquenta.’
6 Respondeu ele: Cem cados de azeite. Então, disse: Toma a tua conta, assenta-te depressa e escreve cinquenta.
7 Então, ele disse a outro devedor: ‘Quanto você deve?’ O homem respondeu: ‘Cem medidasde trigo.’ O administrador lhe disse: ‘Pegue a sua conta e mude para oitenta.’
7 Depois, perguntou a outro: Tu, quanto deves? Respondeu ele: Cem coros de trigo. Disse-lhe: Toma a tua conta e escreve oitenta.
8 O homem rico elogiou seu administrador desonesto por sua esperteza. Os filhos deste mundo são mais espertos uns com os outros do que os filhos da luz.
8 E elogiou o senhor o administrador infiel porque se houvera atiladamente, porque os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz.
9 Eu lhes digo: usem as riquezas deste mundo para fazer amigos. Assim, quando ela acabar, vocês serão bem recebidos no lar eterno.
9 E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos.
10 Se você pode ser confiável quando se trata de pouco, também será confiável quando houver muito. Se você for desonesto com pouco, também será desonesto com muito.
10 Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.
11 Então, se vocês não forem dignos de confiança quando se tratar das riquezas deste mundo, quem confiará em vocês para cuidar das riquezas verdadeiras?
11 Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza?
12 E se vocês não forem confiáveis com o que pertence aos outros, quem lhes dará o que é de vocês?
12 Se não vos tornastes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará o que é vosso?
13 Nenhum empregado pode obedecer a dois patrões. Ou ele irá odiar um e amar o outro, ou ele irá se dedicar mais a um e irá desprezar o outro. Vocês não podem servir a Deus e também ao dinheiro.”
13 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.
14 Os fariseus, que amavam o dinheiro, ouviram o que Jesus disse e riram dele.
14 Os fariseus, que eram avarentos, ouviam tudo isto e o ridiculizavam.
15 Mas, Jesus lhes disse: “Vocês parecem ser bons para as pessoas, mas Deus sabe o que vocês estão pensando. Pois aquilo que as pessoas mais dão valor não vale nada para Deus.
15 Mas Jesus lhes disse: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração; pois aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus.
16 A Lei e os profetas apontaram o caminho até a época de João Batista. A partir daí, as boas novas do Reino de Deus estão sendo anunciadas, e todos estão forçando a sua entrada nele.
16 A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele.
17 No entanto, é mais fácil que o céu e a terra desapareçam do que ser tirado o mais simples acento da Lei.
17 E é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei.
18 Qualquer homem que se divorciar de sua esposa e se casar com outra mulher comete adultério. E um homem que se casar com uma mulher divorciada também comete adultério.
18 Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido também comete adultério.
19 Ora, havia um homem muito rico. Ele vestia roupas púrpurase de linho fino e vivia cercado de luxo.
19 Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente.
20 Um mendigo, chamado Lázaro, que tinha o corpo coberto de feridas, costumava se sentar no portão da casa desse homem
20 Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele;
21 e sempre queria comer os restos da mesa do homem rico. Até mesmo os cachorros vinham e lambiam as suas feridas.
21 e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras.
22 Então, o mendigo morreu, e os anjos vieram levá-lo para fazer companhia a Abraão. O homem rico também morreu e foi sepultado.
22 Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado.
23 No mundo dos mortos, onde passava por grande sofrimento, ele olhou para cima e viu Abraão bem longe, com Lázaro ao lado dele.
23 No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.
24 Ele gritou: ‘Pai Abraão, tenha pena de mim! Mande Lázaro molhar a ponta do seu dedo na água e refrescar a minha língua. Eu estou queimando em agonia.’
24 Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
25 Mas, Abraão respondeu: ‘Meu filho, lembre-se de que você aproveitou as boas coisas da vida, enquanto Lázaro teve uma vida muito pobre. Ele agora está aqui sendo consolado, enquanto você está sofrendo.
25 Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos.
26 Além disso, há um grande abismo entre nós e vocês. Ninguém que queira atravessar daqui até vocês irá conseguir e, também, ninguém daí poderia chegar até onde estamos.’
26 E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós.
27 O homem rico disse: ‘Então, Pai, eu lhe imploro, por favor, envie Lázaro até a casa do meu pai.
27 Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna,
28 Pois eu tenho mais cinco irmãos e ele pode avisá-los para que eles não acabem aqui neste lugar de sofrimento.’
28 porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento.
29 Mas, Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os profetas. Eles devem escutá-los.’
29 Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos.
30 O homem disse: ‘Não, pai Abraão. Eles poderão se arrepender, caso alguém ressuscitado for falar com eles.’
30 Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão.
31 Abraão lhe disse: ‘Se eles não escutarem Moisés nem os profetas, eles não se convencerão mesmo que alguém ressuscite.’”
31 Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.

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