Lucas 14

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Em um sábado, Jesus foi comer na casa de um dos líderes dos fariseus, onde todos o observavam muito atentamente.
1 Aconteceu, num sábado, que, entrando ele em casa de um dos principais dos fariseus para comer pão, eles o estavam observando.
2 Havia um homem lá com os braços e as pernas inchados.
2 E eis que estava ali diante dele um certo homem hidrópico.
3 Então, Jesus perguntou aos especialistas na lei religiosa e aos fariseus: “A lei permite curar no sábado ou não?”
3 E Jesus, tomando a palavra, falou aos doutores da lei e aos fariseus, dizendo: É lícito curar no sábado?
4 Mas, eles ficaram quietos. Jesus tocou no homem, curou-o e o mandou embora.
4 Eles, porém, calaram-se. E tomando- o, o curou e despediu.
5 Depois, Jesus lhes disse: “Se o seu filho ou o seu boi caísse em um poço no sábado, vocês não o tirariam de lá imediatamente?”
5 E disse-lhes: Qual será de vós o que, caindo-lhe num poço, em dia de sábado, o jumento ou o boi, o não tire logo?
6 Eles não foram capazes de responder a Jesus.
6 E nada lhe podiam replicar sobre isso.
7 Então, ao notar como os convidados tinham escolhido sentar nos lugares de honra, ele contou uma história para eles. E, assim, ele começou:
7 E disse aos convidados uma parábola, reparando como escolhiam os primeiros assentos, dizendo-lhes:
8 “Quando você for convidado para uma festa de casamento, não escolha o lugar de honra, pois pode ser que alguém mais importante do que você tenha sido convidado.
8 Quando por alguém fores convidado às bodas, não te assentes no primeiro lugar, para que não aconteça que esteja convidado outro mais digno do que tu,
9 A pessoa que convidou os dois para a festa virá e lhe dirá: ‘Dê o seu lugar para este homem se sentar.’ Então, muito constrangido, você terá que sair desse lugar para se sentar em qualquer outro que tenha sobrado.
9 e, vindo o que te convidou a ti e a ele, te diga: Dá o lugar a este; e então, com vergonha, tenhas de tomar o derradeiro lugar.
10 Em vez disso, quando você for convidado, sente-se no lugar menos importante, para que aquele que o convidou venha até você e diga: ‘Meu amigo, por favor, sente-se em um lugar melhor.’Assim, você se sentirá honrado diante de todos os convidados.
10 Mas, quando fores convidado, vai e assenta-te no derradeiro lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, assenta-te mais para cima. Então, terás honra diante dos que estiverem contigo à mesa.
11 Pois, aqueles que se engrandecem serão humilhados, mas aqueles que se humilham serão engrandecidos.”
11 Porquanto, qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.
12 Em seguida, ele disse ao homem que o havia convidado: “Quando você oferecer um almoço ou um jantar, não convide os seus amigos, irmãos, parentes ou os seus vizinhos ricos, pois eles podem convidá-lo novamente e, assim, você seria recompensado.
12 E dizia também ao que o tinha convidado: Quando deres um jantar ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso recompensado.
13 Em vez disso, quando você der um banquete, convide os pobres, os deficientes, os mancos e os cegos,
13 Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos
14 e você será abençoado, pois eles não têm nada para lhe dar em recompensa, e você será pago quando os que fazem o bem ressuscitarem.”
14 e serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado serás na ressurreição dos justos.
15 Quando um deles, que comia na mesa com Jesus, ouviu isso, disse a ele: “Como será maravilhoso para aqueles que irão sentar-se à mesa no Reino de Deus!”
15 E, ouvindo isso um dos que estavam com ele à mesa, disse-lhe: Bem-aventurado o que comer pão no Reino de Deus!
16 Jesus respondeu; “Certa vez um homem preparou um grande banquete e convidou muita gente.
16 Porém ele lhe disse: Um certo homem fez uma grande ceia e convidou a muitos.
17 Quando chegou a hora de comer, enviou o seu empregado para dizer a todos os convidados: ‘Venham, pois o banquete está pronto!’
17 E, à hora da ceia, mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que já tudo está preparado.
18 Mas, todos eles começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei umas terras há pouco tempo e preciso ir vê-las. Por favor, desculpe-me!’
18 E todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado.
19 Outro disse: ‘Acabei de comprar dez bois e preciso ver como eles trabalham. Por favor, desculpe-me!’ Ainda outro deu a seguinte desculpa:
19 E outro disse: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado.
20 ‘Casei-me há pouco, então, não poderei ir.’
20 E outro disse: Casei e, portanto, não posso ir.
21 O empregado voltou e contou ao seu patrão o que eles lhe tinham dito. O dono da casa ficou furioso e disse ao empregado: ‘Rápido! Saia pelas ruas e pelos becos da cidade e traga os pobres, os deficientes, os cegos e os mancos.’
21 E, voltando aquele servo, anunciou essas
22 Então, o empregado disse: ‘Senhor, fiz o que você me disse para fazer, mas ainda há lugares que estão vazios.’
22 E disse o servo: Senhor, feito está como mandaste, e ainda há lugar.
23 Então, o patrão disse ao empregado: ‘Vá pelas estradas e pelos caminhos rurais e convide a todos. Eu quero que a minha casa fique completamente cheia.
23 E disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e atalhos e força-
24 Pois eu lhe digo que ninguém que eu tenha convidado antes provará o meu banquete.’”
24 Porque eu vos digo que nenhum daqueles varões que foram convidados provará a minha ceia.
25 Grande multidões acompanhavam Jesus. Ele se virou para eles e disse:
25 Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe:
26 “Se vocês querem me seguir, e não me amar mais do que ama o seu pai e a sua mãe, a sua esposa e os seus filhos, os seus irmãos e as suas irmãs, e até mesmo a sua própria vida, vocês não podem ser meus discípulos.
26 Se alguém vier a mim e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.
27 Se não carregarem a sua cruz e me seguirem, não poderão ser meus discípulos.
27 E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo.
28 Se planejarem construir uma torre, vocês primeiro não precisam saber quanto isso custará, e ver se terão dinheiro o bastante para pagar pela construção?
28 Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos,
29 Caso contrário, se após colocarem o alicerce, vocês não forem capazes de terminá-la, todos que virem isso irão rir de vocês, dizendo:
29 Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces e não
30 ‘Olhem! Ele começou a construir, mas não teve dinheiro suficiente para terminar.’
30 dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.
31 Que rei entra em guerra com outro rei sem primeiro sentar e consultar os seus conselheiros, para descobrir se ele e os seus dez mil homens podem vencer o seu oponente que marcha contra ele com os seus vinte mil homens?
31 Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?
32 Se ele não puder vencer, enviará representantes para pedir um acordo de paz, enquanto o outro rei ainda estiver longe o bastante.
32 De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores e pede condições de paz.
33 Da mesma maneira, nenhum de vocês pode ser meu discípulo sem antes abrir mão de tudo o que tem.
33 Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.
34 O sal é bom, mas se ele perder o sabor, o que vocês poderão fazer para que ele volte a salgar os alimentos?
34 Bom é o sal, mas, se ele degenerar, com que se adubará?
35 Ele não é bom nem para a terra e nem para ser usado como fertilizante. Ele é simplesmente jogado fora. Aquele que tem ouvidos, que ouça!”
35 Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.

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