Atos 25

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Três dias após sua chegada na província, Festo saiu da cidade de Cesareia e foi para Jerusalém.
1 Entrando, pois, Festo na província, subiu dali a três dias de Cesareia a Jerusalém.
2 Os chefes dos sacerdotes e os líderes judeus vieram encontrá-lo e lhe apresentaram as acusações que tinham contra Paulo.
2 E o sumo sacerdote e os principais dos judeus compareceram perante ele contra Paulo e lhe rogaram,
3 Eles pediram a Festo, como um favor, que enviasse Paulo a Jerusalém, pois planejavam uma emboscada no caminho para matá-lo.
3 pedindo como favor, contra ele, que o fizesse vir a Jerusalém, armando ciladas para o matarem no caminho.
4 Mas, Festo respondeu que Paulo estava sob custódia em Cesareia e que, em pouco tempo, ele mesmo iria até lá.
4 Mas Festo respondeu que Paulo estava guardado em Cesareia e que ele brevemente partiria para lá.
5 Ele lhes disse: “Os seus líderes podem me acompanhar e apresentar as suas acusações contra esse homem, caso ele tenha feito algo errado.”
5 Os que, pois, disse, dentre vós têm poder desçam comigo e, se neste varão houver algum crime, acusem-no.
6 Festo ficou de oito a dez dias entre eles e, depois, voltou para Cesareia. No dia seguinte, ele se sentou no tribunal e mandou que Paulo fosse trazido diante dele.
6 E, não se demorando entre eles mais de dez dias, desceu a Cesareia; e, no dia seguinte, assentando-se no tribunal, mandou que trouxessem Paulo.
7 Quando Paulo entrou, os judeus, que tinham vindo de Jerusalém, o cercaram e fizeram sérias acusações contra ele, das quais não tinham provas.
7 Chegando ele, o rodearam os judeus que haviam descido de Jerusalém, trazendo contra Paulo muitas e graves acusações, que não podiam provar.
8 Paulo se defendeu, dizendo: “Eu não pequei de forma alguma contra a lei judaica, contra o Templo ou contra o imperador.”
8 Mas ele, em sua defesa, disse: Eu não pequei em coisa alguma contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César.
9 Mas Festo, querendo agradar os judeus, perguntou a Paulo: “Você quer ir a Jerusalém, e ali ser julgado por mim a respeito dessas questões?”
9 Todavia, Festo, querendo comprazer aos judeus, respondendo a Paulo, disse: Queres tu subir a Jerusalém e ser lá perante mim julgado acerca destas coisas?
10 Paulo respondeu: “Estou diante do tribunal do imperador, onde convém seja eu julgado. Eu não fiz nada de errado contra os judeus, como o senhor sabe muito bem.
10 Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde convém que seja julgado; não fiz agravo algum aos judeus, como tu muito bem sabes.
11 Se eu tiver cometido algo que mereça a morte, eu não me recusarei a morrer. Mas, se não há verdade nas acusações que eles fazem contra mim, então, ninguém, para agradar-lhes, tem o direito de me entregar a eles. Eu apelo ao imperador!”
11 Se fiz algum agravo ou cometi alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas, se nada há das coisas de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles. Apelo para César.
12 Então, Festo se reuniu com os seus conselheiros e respondeu: “Você apelou ao imperador. Então, deve ir até o imperador.”
12 Então, Festo, tendo falado com o conselho, respondeu: Apelaste para César? Para César irás.
13 Alguns dias depois, o rei Agripa e a sua irmã Berenice chegaram em Cesareia para cumprimentar Festo.
13 Passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice vieram a Cesareia, a saudar Festo.
14 Eles já estavam lá há alguns dias, então, Festo apresentou o caso de Paulo para o rei: “Há um homem que Félix deixou como prisioneiro aqui.
14 E, como ali ficassem muitos dias, Festo contou ao rei os negócios de Paulo, dizendo: Um certo varão foi deixado por Félix aqui preso,
15 Quando estive em Jerusalém, os chefes dos sacerdotes e os líderes judeus fizeram acusações contra ele e me pediram para condená-lo.
15 a respeito de quem os principais dos sacerdotes e os anciãos dos judeus, estando eu em Jerusalém, compareceram perante mim, pedindo sentença contra ele.
16 Eu respondi que não era assim que a lei romana funciona, pois, segundo a nossa lei, não se pode condenar alguém sem que o acusado fique diante dos seus acusadores e tenha a oportunidade de se defender.
16 A eles respondi que não é costume dos romanos entregar algum homem à morte, sem que o acusado tenha presentes os seus acusadores e possa defender-se da acusação.
17 Então, quando os seus acusadores chegaram aqui, eu não perdi tempo e convoquei o tribunal para o dia seguinte. Eu mandei que o homem fosse trazido.
17 De sorte que, chegando eles aqui juntos, no dia seguinte, sem fazer dilação alguma, assentado no tribunal, mandei que trouxessem o homem.
18 No entanto, quando os acusadores se levantaram, eles não apresentaram queixas de atos graves, como eu achei que fariam.
18 Acerca dele, estando presentes os acusadores, nenhuma coisa apontaram daquelas que eu suspeitava.
19 Pelo contrário, só havia discussões a respeito de questões religiosas e sobre um homem chamado Jesus, que já morreu, mas que Paulo afirmava estar vivo.
19 Tinham, porém, contra ele algumas questões acerca de sua superstição e de um tal Jesus, defunto, que Paulo afirmava viver.
20 Como eu estava indeciso sobre como dar prosseguimento a isso, perguntei para o homem se queria ir a Jerusalém e ser julgado lá.
20 E, estando eu perplexo acerca da inquirição desta causa, perguntei se queria ir a Jerusalém e lá ser julgado acerca destas coisas.
21 Mas, Paulo apelou para que o caso fosse ouvido pelo imperador. Então, ordenei que ele continuasse preso, até que eu possa enviá-lo ao imperador.”
21 Mas, apelando Paulo para que fosse reservado ao conhecimento de Augusto, mandei que o guardassem até que o envie a César.
22 Então, Agripa disse a Festo: “Eu gostaria de ouvir esse homem.” E Festo respondeu: “Eu farei com que o ouça amanhã.”
22 Então, Agripa disse a Festo: Bem quisera eu ouvir também esse homem. E ele disse: Amanhã o ouvirás.
23 No dia seguinte, Agripa chegou com Berenice, com grande cerimônia e luxo, e entraram no auditório, juntamente com os comandantes e os homens mais importantes da cidade. Depois, Festo ordenou que Paulo fosse trazido diante deles.
23 No dia seguinte, vindo Agripa e Berenice, com muito aparato, entraram no auditório com os tribunos e varões principais da cidade, sendo trazido Paulo por mandado de Festo.
24 Festo começou a falar: “Rei Agripa e todos os que se encontram aqui, diante de vocês está um homem sobre quem todo o povo judeu, tanto aqui quanto em Jerusalém, se queixa. Eles dizem que este homem deve ser condenado à morte.
24 E Festo disse: Rei Agripa e todos os varões que estais presentes conosco, aqui vedes um homem de quem toda a multidão dos judeus me tem falado, tanto em Jerusalém como aqui, clamando que não convém que viva mais.
25 Porém, descobri que ele não cometeu qualquer crime que mereça a pena de morte. E, já que ele apelou ao imperador, decidi atender ao seu pedido.
25 Mas, achando eu que nenhuma coisa digna de morte fizera, e apelando ele mesmo também para Augusto, tenho determinado enviar-lho.
26 Mas, não tenho nada específico para escrever a respeito dele a Sua Majestade Imperial. E é por isso que eu o trouxe diante de vocês, para que possam me ajudar a escrever algo concreto sobre ele.
26 Dele, porém, não tenho coisa alguma certa que escreva ao meu senhor e, por isso, perante vós o trouxe, principalmente perante ti, ó rei Agripa, para que, depois de interrogado, tenha alguma coisa que escrever.
27 Não me parece justo enviar um prisioneiro sem explicar as acusações feitas contra ele.”
27 Porque me parece contra a razão enviar um preso e não notificar contra ele as acusações.

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