Salmos 74
O Livro (OL) vs NAA
1 — ausente —
1 Ó Deus, por que nos rejeitas para sempre? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto?
2 Lembra-te deste teu povo que adquiriste já em tempos tão antigos,desta terra que tomaste para ti, e de Jerusalém em que tens habitado.
2 Lembra-te da tua congregação, que adquiriste desde a antiguidade, que remiste para ser a tribo da tua herança. Lembra-te do monte Sião, no qual tens habitado.
3 Levanta-te para reagires contra as constantes destruições e contra todo o mal que o inimigo tem feito no teu santuário.
3 Dirige os teus passos para as ruínas perpétuas, para tudo de mau que o inimigo fez no santuário.
4 Aí mesmo, nos lugares santos, os teus adversários têm levantado gritos de guerra, e bandeiras de combate.
4 Os teus adversários bramam no lugar das assembleias e erguem as suas próprias insígnias como sinais.
5 São como os lenhadores, avançando de machado em punho pela floresta a dentro, desbastando è esquerda e à direita.
5 Parecem-se com os que empunham os seus machados no espesso da floresta;
6 Partem e destroem tudo, até as mais belas obras de talha.
6 e agora, com os seus machados e martelos, destroem todos os entalhes de madeira.
7 Lançaram fogo ao teu santuário, profanaram a morada do teu nome; deitaram tudo abaixo.
7 Incendeiam o teu santuário; profanam a morada do teu nome, arrasando-a até o chão.
8 Disseram nos seus corações: Apaguemos todos os vestígios de Deus, de uma vez para sempre. Queimaram estes santos lugares onde vinhas para estares na terra com o teu povo.
8 Disseram no seu coração: “Acabemos com eles de uma vez.” Queimaram todos os lugares santos de Deus na terra.
9 — ausente —
9 Já não vemos os nossos sinais; já não há profeta; nem há, entre nós, quem saiba até quando isso vai durar.
10 Sim, até quando, ó Deus, nos enxovalhará o inimigo? Até quando deixarás que desonrem o teu nome?
10 Até quando, ó Deus, o adversário nos afrontará? Será que o inimigo blasfemará o teu nome para sempre?
11 Porque retiraste de nós a tua mão, sim, a tua mão direita? Estende-a e fá-los desaparecerem.
11 Por que retiras a tua mão, sim, a tua mão direita, e a conservas no teu seio?
12 Todavia Deus é o meu rei, já desde os tempos antigos, e tem-me salvado em muitos lugares da terra.
12 Mas Deus é meu Rei desde a antiguidade; ele é quem opera feitos salvadores no meio da terra.
13 Com o teu poder abriste o mar e aniquilaste a força do monstro marinho:
13 Tu, com o teu poder, dividiste o mar; esmagaste sobre as águas a cabeça dos monstros marinhos.
14 fizeste em pedaços a cabeça do leviatã e o deste para servir de alimento às feras do deserto.
14 Despedaçaste as cabeças do Leviatã e o deste por alimento às criaturas do deserto.
15 Sob as tuas ordens brotaram fontes e nasceram ribeiros para dar água ao teu povo. Por outro lado secaste rios caudalosos, como o Jordão, para que passassem a seco para a outra margem.
15 Tu abriste fontes e ribeiros; secaste rios caudalosos.
16 O dia e a noite te pertencem. Fizeste a luz das estrelas e do Sol.
16 Teu é o dia; tua também é a noite; a luz e o sol, tu os formaste.
17 Na Terra, tudo foi ordenado por ti. Estabeleceste tanto o Verão como o Inverno.
17 Fixaste os confins da terra; verão e inverno, tu os fizeste.
18 Sendo assim, Senhor, vê como o inimigo te insultou. Uma gente, louca no seu orgulho, blasfemou do teu nome.
18 Lembra-te disto: o inimigo tem insultado o e um povo insensato tem blasfemado o teu nome.
19 Não deixes as aves de rapina arrebatarem o teu povo, como uma simples pomba. Não o deixes assim neste estado de aflição.
19 Não entregues à rapina a vida de tua pomba, nem te esqueças para sempre da vida dos teus aflitos.
20 Lembra-te das tuas promessas! Pois nesta terra há escuridão e violência!
20 Lembra-te da tua aliança, pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de violência.
21 Que aquele que foi oprimido não fique sem desforra. Que o aflito e o necessitado ainda venham a ter muitas razões para louvarem o teu nome.
21 Não fique envergonhado o oprimido; que o aflito e o necessitado louvem o teu nome.
22 Levanta-te, ó Deus, defende aquilo que afinal é a tua própria causa. Lembra-te dos insultos que esta gente louca lança todo o dia contra ti.
22 Levanta-te, ó Deus, e defende a tua causa; lembra-te de como o ímpio te afronta todos os dias.
23 Não te esqueças dos gritos de ódio dos teus inimigos. A revolta deles vai aumentando cada vez mais contra ti.
23 Não te esqueças da gritaria dos teus inimigos, do sempre crescente tumulto dos teus adversários.
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