Provérbios 8

O Livro (OL) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Não estão a ouvir a voz da sabedoria, a voz da razão? No cimo das elevações que dominam as estradas, nas encruzilhadas dos caminhos, nas entradas das povoações, à porta de cada habitação, escutem a sua voz:
1 Não clama, porventura, a Sabedoria, e o Entendimento não faz ouvir a sua voz?
2 — ausente —
2 No cimo das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas ela se coloca;
3 — ausente —
3 junto às portas, à entrada da cidade, à entrada das portas está gritando:
4 Que toda a gente me escute! Falo a todo o ser humano! Vocês ingénuos, deixem que vos dê entendimento! Ó loucos, recebam o bom senso que vos dou!
4 A vós outros, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens.
5 — ausente —
5 Entendei, ó simples, a prudência; e vós, néscios, entendei a sabedoria.
6 Ouçam-me, porque tenho coisas bem importantes a comunicar-vos, e porque tudo o que vos digo é justo e é a verdade, pois detesto o engano e a maldade.
6 Ouvi, pois falarei coisas excelentes; os meus lábios proferirão coisas retas.
7 — ausente —
7 Porque a minha boca proclamará a verdade; os meus lábios abominam a impiedade.
8 Tudo o que sai da minha boca é só justiça. Não se encontra aí nada de tortuoso e fingido. Tudo o que digo é simples e claro para quem procura entender; quem abriu a sua mente aoa conhecimento verá que se trata de palavras rectas. A minha instrução vale mais do que a prata e o ouro da melhor qualidade.
8 São justas todas as palavras da minha boca; não há nelas nenhuma coisa torta, nem perversa.
9 — ausente —
9 Todas são retas para quem as entende e justas, para os que acham o conhecimento.
10 — ausente —
10 Aceitai o meu ensino, e não a prata, e o conhecimento, antes do que o ouro escolhido.
11 O valor da sabedoria está muito acima do das pedras preciosas. Nada se lhe pode comparar. A sabedoria e o entendimento vivem juntos, porque a sabedoria sabe onde está a compreensão das coisas. Se alguém respeita e obedece a Deus, tem forçosamente que aborrecer o mal. Porque a sabedoria odeia o orgulho e a arrogância, assim como a corrupção e o engano.
11 Porque melhor é a sabedoria do que joias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela.
12 — ausente —
12 Eu, a Sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos.
13 — ausente —
13 O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço.
14 Eu, a sabedoria, dou entendimento e bom senso. Pois com a minha força têm reinado reis. Mostro aos juízes o que é certo e errado. Os governantes dirigem os destinos de povos com a minha ajuda.
14 Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria, eu sou o Entendimento, minha é a fortaleza.
15 — ausente —
15 Por meu intermédio, reinam os reis, e os príncipes decretam justiça.
16 — ausente —
16 Por meu intermédio, governam os príncipes, os nobres e todos os juízes da terra.
17 Amo todos os que me amam. Os que me procuram com zelo hão-de seguramente encontrar-me.
17 Eu amo os que me amam; os que me procuram me acham.
18 Tenho comigo riquezas que nunca se acabam, e dignidade para distribuir por toda a gente. Sim, riquezas em honra e em rectidão. Os dons que reparto são mais preciosos do que o ouro mais puro e do que a melhor prata.
18 Riquezas e honra estão comigo, bens duráveis e justiça.
19 — ausente —
19 Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado; e o meu rendimento, melhor do que a prata escolhida.
20 Faço as pessoas andarem pelo caminho da justiça, pela estrada do direito.
20 Ando pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo,
21 Os que me amam possuem riquezas permanentes, e têm as suas reservas cheias.
21 para dotar de bens os que me amam e lhes encher os tesouros.
22 O Senhor criou-me logo no princípio de tudo, antes mesmo de ter criado fosse o que fosse. Já desde a eternidade sou o que sou. Existo antes da Terra ter começado a sua existência; antes que os grandes oceanos se formassem, e que as águas da atmosfera começassem a derramar-se sobre a terra; antes das altas cordilheiras e das montanhas; sim, eu nasci antes que Deus tivesse feito tudo o que há na superfície do nosso planeta.
22 O Senhor me possuía no início de sua obra, antes de suas obras mais antigas.
23 — ausente —
23 Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra.
24 — ausente —
24 Antes de haver abismos, eu nasci, e antes ainda de haver fontes carregadas de águas.
25 — ausente —
25 Antes que os montes fossem firmados, antes de haver outeiros, eu nasci.
26 — ausente —
26 Ainda ele não tinha feito a terra, nem as amplidões, nem sequer o princípio do pó do mundo.
27 Eu estava presente quando ele estabeleceu os céus, formou a atmosfera, e encheu os abismos com grandes mares. Eu estava lá quando impôs limites aos oceanos e determinou que não se estendam além das fronteiras que determinara. Estava presente quando fazia os cálculos e os planos fundamentais deste mundo maravilhoso.
27 Quando ele preparava os céus, aí estava eu; quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;
28 — ausente —
28 quando firmava as nuvens de cima; quando estabelecia as fontes do abismo;
29 — ausente —
29 quando fixava ao mar o seu limite, para que as águas não traspassassem os seus limites; quando compunha os fundamentos da terra;
30 Eu ali estava, como um aluno junto do seu mestre. Era a cada momento as suas delícias, brincando na sua presença. Como me sentia feliz no seu vasto mundo, no meio de toda a humanidade!
30 então, eu estava com ele e era seu arquiteto, dia após dia, eu era as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo;
31 — ausente —
31 regozijando-me no seu mundo habitável e achando as minhas delícias com os filhos dos homens.
32 Agora então, ouçam, meus filhos, porque bem felizes serão todos os que seguem as minhas instruções. Escutem os meus conselhos! Não os rejeitem - sejam inteligentes!
32 Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque felizes serão os que guardarem os meus caminhos.
33 — ausente —
33 Ouvi o ensino, sede sábios e não o rejeiteis.
34 Feliz aquele que está tão ansioso por me ter consigo que me espera diariamente à entrada da minha casa, diante de onde eu moro! Porque quem me encontrar achará a verdadeira vida, e tem a aprovação de Deus. Mas quem me ofender violenta-se a si mesmo, irreparavelmente; e quem me desprezar é como se amasse a própria morte!
34 Feliz o homem que me dá ouvidos, velando dia a dia às minhas portas, esperando às ombreiras da minha entrada.
35 — ausente —
35 Porque o que me acha acha a vida e alcança favor do
36 — ausente —
36 Mas o que peca contra mim violenta a própria alma. Todos os que me aborrecem amam a morte.

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