Provérbios 23

O Livro (OL) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Quando fores convidado para comer com alguém de alta posição social toma cuidado com a forma como te serves. Se és glutão põe um freio à tua garganta, por muito apetitosa que seja a comida. Pois pode ser que ele queira subornar-te com a comida, e nada de bom virá desse convite.
1 Quando te assentares a comer com um governador, atenta bem para aquele que está diante de ti;
2 — ausente —
2 mete uma faca à tua garganta, se és homem glutão.
3 — ausente —
3 Não cobices os seus delicados manjares, porque são comidas enganadoras.
4 Não te esgotes com a ambição de enriqueceres. Dá de mão de todos esses teus cálculos. Irás tu fixar o olhar naquilo que não é nada? As riquezas têm asas e desaparecerão no ar como pássaros!
4 Não te fatigues para seres rico; não apliques nisso a tua inteligência.
5 — ausente —
5 Porventura, fitarás os olhos naquilo que não é nada? Pois, certamente, a riqueza fará para si asas, como a águia que voa pelos céus.
6 Não fiques a dever favores a gente má; não cobices as suas concessões. A sua falsa bondade é um truque que usam contra ti. Eles poderão dizer-te: Come e bebe à vontade! Mas na realidade não são teus amigos, é só para te apanhar. O que receberes deles virá a azedar-te no estômago e vomitarás tudo. E terás que engolir depois as doces palavras de agradecimento que lhes disseste.
6 Não comas o pão do invejoso, nem cobices os seus delicados manjares.
7 — ausente —
7 Porque, como imagina em sua alma, assim ele é; ele te diz: Come e bebe; mas o seu coração não está contigo.
8 — ausente —
8 Vomitarás o bocado que comeste e perderás as tuas suaves palavras.
9 Não desperdices as tuas palavras com o teimoso. Quanto melhor for o teu conselho tanto mais ele o desprezará.
9 Não fales aos ouvidos do insensato, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.
10 Não desloques, em teu favor, os limites das terras estabelecidos pelos teus antepassados, nem ocupes o terreno dos órfãos indefesos. Porque o seu defendor é poderoso; ele próprio defenderá a causa deles contra ti.
10 Não removas os marcos antigos, nem entres nos campos dos órfãos,
11 — ausente —
11 porque o seu Vingador é forte e lhes pleiteará a causa contra ti.
12 Deixa o teu coração aplicar-se à educação e à disciplina. Não recuses as críticas; elas são-te necessárias.
12 Aplica o coração ao ensino e os ouvidos às palavras do conhecimento.
13 Não deixes de corrigir os teus filhos. Porque a disciplina e a correcção nunca mataram ninguém. Talvez te custe castigá-los, mas estarás a contribuir para livrar as suas almas do inferno.
13 Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá.
14 — ausente —
14 Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.
15 Meu filho, como eu ficarei feliz se te tornares uma pessoa de bom senso. É verdade, terei grande alegria ao ouvir-te falar coisas rectas e bem pensadas.
15 Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á também o meu;
16 — ausente —
16 exultará o meu íntimo, quando os teus lábios falarem coisas retas.
17 Não tenhas inveja da vida que levam os pecadores. Pelo contrário, vive no temor de Deus. Porque terás certamente um futuro feliz; a tua esperança não será iludida.
17 Não tenha o teu coração inveja dos pecadores; antes, no temor do
18 — ausente —
18 Porque deveras haverá bom futuro; não será frustrada a tua esperança.
19 Meu filho, ouve-me e sê inteligente. Dirige a tua vida nos caminhos de Deus.
19 Ouve, filho meu, e sê sábio; guia retamente no caminho o teu coração.
20 Não andes no meio de beberrões e de comilões, amantes só de bons acepipes; porque virão a cair na miséria. Essas coisas dão moleza e sonolência, as quais levam essas pessoas, por fim, a vestir-se de farrapos.
20 Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne.
21 — ausente —
21 Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem.
22 Ouve o teu pai e a tua mãe, que te geraram; não desprezes os seus conselhos, fruto da experiência que os anos já lhes deram.
22 Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe, quando vier a envelhecer.
23 Faz tudo por obteres a verdade, custe o que custar; faz o mesmo para a sabedoria, para a educação, para a inteligência.
23 Compra a verdade e não a vendas; compra a sabedoria, a instrução e o entendimento.
24 O pai de um justo terá motivos de grande alegria. Que felicidade o ter-se um filho cheio de bom senso. Por isso não deixes de dar essa alegria aos teus pais, de proporcionar esse prazer a quem te pôs neste mundo!
24 Grandemente se regozijará o pai do justo, e quem gerar a um sábio nele se alegrará.
25 — ausente —
25 Alegrem-se teu pai e tua mãe, e regozije-se a que te deu à luz.
26 Meu filho, dá-me o teu coração; e que os teus olhos se fixem no meu exemplo.
26 Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos.
27 Afasta-te das mulheres de má conduta, porque são como uma armadilha no teu caminho, que te atirará para uma fossa suja em que acabarás por arruinares-te. Uma mulher de má vida é como um salteador que espreita a passagem das suas vítimas. Elas só servem para multiplicar a maldade entre os pecadores.
27 Pois cova profunda é a prostituta, poço estreito, a alheia.
28 — ausente —
28 Ela, como salteador, se põe a espreitar e multiplica entre os homens os infiéis.
29 Para quem são os ais? Para quem são as angústias e tristezas? Quem é que anda sempre metido em discussões e brigas? Quem são os que andam sempre de olhos vermelhos, inflamados, e cheios de mazelas interiores? São os que perdem o seu tempo na bebida, provando misturas e enchendo se de álcool.
29 Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos?
30 — ausente —
30 Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada.
31 Não te deixes dominar pelo brilho e pelo sabor suave do vinho. O mal que ele faz, quando te vencer, é como o da mordedura duma serpente venenosa ou uma víbora. Terás alucinações; chegarás a dizer loucuras e a falar com violência. Perderás o controlo de ti mesmo de tal maneira que serás como alguém que estivesse a dormir em cima de ondas, ou atado ao cimo dum mastro. E depois disso tudo ainda dirás: Foi como se me tivessem dado uma sova, mas não me doeu nada. O melhor é não acordar de vez. Vamos lá beber mais uns copos!
31 Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
32 — ausente —
32 Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco.
33 — ausente —
33 Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades.
34 — ausente —
34 Serás como o que se deita no meio do mar e como o que se deita no alto do mastro
35 — ausente —
35 e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então, tornarei a beber.

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