Lamentações 2

O Livro (OL) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 Uma nuvem de ira, da parte do Senhor, escureceu Jerusalém; aquela que era a mais bela cidade de Israel está agora estendida no pó da terra, expulsa das alturas do céu, pela ordem de Deus. No dia da sua tremenda cólera não houve misericórdia sequer para com o templo, o estrado dos seus pés.
1 Como o Senhor, na sua ira, cobriu de nuvens a filha de Sião! Precipitou do céu à terra a glória de Israel e, no dia da sua ira, não se lembrou do estrado de seus pés.
2 O Senhor destruiu sem piedade cada casa em Israel. Na sua ira derribou cada fortaleza, cada muralha. Levou o reino todo até ao pó, acompanhado dos governantes.
2 O Senhor devorou todas as moradas de Jacó e não teve piedade; no seu furor, derrubou as fortalezas da filha de Judá; lançou por terra e profanou o reino e os seus príncipes.
3 Todas as energias de Israel se desvaneceram sob o seu terrível juízo. Retirou-lhes totalmente a protecção na altura em que o inimigo atacou. Deus ardeu como um violento fogo através de todo Israel.
3 No furor da sua ira, cortou toda a força de Israel; retirou a sua mão direita em face do inimigo. Consumiu Jacó como labareda de fogo que devora tudo ao seu redor.
4 Retesa o arco na direcção do seu povo, como se este fosse seu adversário. A sua força é usada contra eles, para liquidar a melhor juventude. O seu furor derrama-se como matéria inflamada sobre eles.
4 Entesou o seu arco, como se fosse um inimigo; firmou a sua mão direita, como se fosse um adversário. Destruiu tudo o que era formoso à vista; derramou o seu furor, como fogo, sobre a tenda da filha de Sião.
5 Sim, o Senhor venceu Israel como se este fosse um inimigo. Destruiu-lhe as fortificações, os palácios. Tristeza e lágrimas é a sorte que coube a Jerusalém.
5 O Senhor se tornou como inimigo, devorando Israel; devorou todos os seus palácios, destruiu as suas fortalezas e multiplicou na filha de Judá o pranto e a lamentação.
6 Fez abater violentamente o seu templo como se se tratasse meramente duma cabana feita de ramos e folhas de árvores. O povo não pode mais celebrar as santas festividades, os sábados. Reis e sacerdotes, ambos caíram sob a sua indignação.
6 Demoliu com violência o seu tabernáculo, como se fosse uma horta; destruiu o lugar da sua congregação. O entregou ao esquecimento as festas e o sábado e, na indignação da sua ira, rejeitou com desprezo o rei e o sacerdote.
7 O Senhor rejeitou o seu próprio altar pois que despreza o falso culto do seu povo; deu os palácios deles aos inimigos, os quais fazem festas e bebedeiras no templo, tal como Israel costumava fazer nos dias de santas celebrações!
7 O Senhor rejeitou o seu altar e detestou o seu santuário. Entregou nas mãos dos inimigos os muros dos seus castelos; eles deram gritos na Casa do como se fosse dia de festa.
8 O Senhor determinou destruir Jerusalém. Cumpriu com um programa inalterável de aniquilação. Por isso as muralhas e as fortalezas caíram na sua frente.
8 O Senhor resolveu destruir a muralha da filha de Sião; estendeu o cordel e não retirou a sua mão destruidora. Fez gemer a muralha e as paredes; juntas enfraqueceram.
9 As portas de Jerusalém já de nada servem. Todas as fechaduras e cadeados estão violados e partidos; foi ele mesmo quem os arrombou. Os seus reis e os nobres estão escravizados em terras desconhecidas e afastadas, sem um templo, sem leis divinas para os governarem, sem visão profética para os guiar.
9 Os seus portões caíram por terra; ele quebrou e despedaçou as suas trancas. O seu rei e os seus príncipes estão entre as nações onde já não vigora a lei; os seus profetas não recebem mais visões do
10 Os anciãos de Israel sentam-se no chão em silêncio, vestidos de serapilheira. Lançam pó sobre as cabeças, em sinal de luto e amargura. As jovens de Jerusalém inclinam as cabeças com vergonha.
10 Os anciãos da filha de Sião estão sentados no chão, em silêncio; lançam pó sobre a cabeça, vestindo roupa feita de pano de saco; as virgens de Jerusalém abaixam a cabeça até o chão.
11 Tenho chorado até me secarem as lágrimas; o meu coração está quebrantado, tenho o espírito profundamente deprimido, vendo o que aconteceu ao meu povo; criancinhas e leões desfalecem e morrem no meio das ruas.
11 Com lágrimas se consumiram os meus olhos, a minha alma se agita; o meu coração se derramou de angústia por causa da calamidade da filha do meu povo, porque crianças e bebês desmaiam pelas ruas da cidade.
12 Mãe, mãe, quero comer!, gritam eles; e ficam-se sem vida no colo delas. São vidas que partem como se fosse numa batalha.
12 Perguntam às suas mães: “O que temos para comer e beber?”, ao mesmo tempo em que desfalecem como o ferido pelas ruas da cidade ou quando dão o último suspiro nos braços de sua mãe.
13 Alguma vez no mundo terá havido tristeza semelhante? Ó Jerusalém, com que é que poderei comparar a tua angústia? Como poderei eu confortar-te? Porque o teu mal é profundo, como o fundo do mar. Quem poderá curar-te?
13 O que posso lhe dizer? A quem você se assemelha, ó filha de Jerusalém? A quem posso compará-la, para lhe trazer consolo, ó virgem filha de Sião? Porque a sua calamidade é tão grande como o mar; quem poderá curá-la?
14 Os teus profetas disseram coisas tão insensatas, inteiramente alheados das questões fundamentais! Nem sequer tentaram salvar-te da escravidão, denunciando os teus pecados. Antes calmamente diziam que tudo ia bem.
14 As visões que os seus profetas lhe anunciaram eram falsas e enganosas. Eles não expuseram a maldade do que você fazia, para restaurarem a sua sorte, mas anunciaram visões falsas, que a levaram ao cativeiro.
15 Todos os que por ali passam abanam as cabeças, riem-se e dizem: Vejam, a 'mais bela das cidades do mundo' e 'a alegria de toda a Terra - o estado em que ela ficou!
15 Todos os que passam pelo caminho zombam, batendo palmas, vaiam e balançam a cabeça diante da filha de Jerusalém. Perguntam: “É esta a cidade que chamavam de Perfeição da Formosura, a alegria de toda a terra?”
16 Todos os teus inimigos troçam de ti. Torcem-se a rir, arreganham os dentes e dizem: Até que enfim que a destruímos! Fartámo-nos de esperar por este momento, mas acabou por chegar! Estamos a ver nós próprios a sua queda.
16 Todos os seus inimigos abrem a boca contra você, vaiam, rangem os dentes e dizem: “Nós acabamos com ela! Certamente este é o dia que esperávamos! Conseguimos! Esse dia chegou!”
17 Mas é que foi o Senhor mesmo quem fez isto, aliás tal como já tinha dito antes claramente. Cumpriu as suas promessas de condenação feitas já há muito tempo. Destruiu Jerusalém sem misericórdia, e fez com que os seus inimigos se alegrassem com isso e se vangloriassem das suas próprias forças.
17 O Senhor fez o que tinha em vista; cumpriu a ameaça que pronunciou desde os dias da antiguidade. Derrubou sem dó nem piedade; deixou que os inimigos se alegrassem por causa de você e exaltou o poder dos seus adversários.
18 Então o povo chorou perante o Senhor. Ó gente de Jerusalém, deixem as lágrimas escorrerem como um ribeiro; não deixem de chorar, não dêem descanso aos vossos olhos, noite e dia.
18 O coração do povo clama ao Senhor. Ó muralha da filha de Sião, que as suas lágrimas corram como um ribeiro, de dia e de noite! Não descanse! Que a menina de seus olhos não pare de chorar!
19 Levanta-te de noite e clama a Deus; derrama o teu coração, como se fosse água, perante o Senhor; levanta para ele as mãos; intercede pelos teus filhos que morrem de fome nas ruas.
19 Levante-se e clame de noite, no princípio das vigílias. Derrame, como água, o coração diante do Senhor; levante a ele as mãos, pela vida de seus filhinhos, que desfalecem de fome nas esquinas de todas as ruas.
20 Ó Senhor, olha para isto: É o teu próprio povo a quem estás a fazer isto. Serão as mães obrigadas a comer os seus próprios filhinhos que elas adormeceram nos braços? Estarão os sacerdotes e os profetas destinados a morrer mesmo no templo do Senhor?
20 Vê, ó Senhor , e considera a quem trataste assim! Será que as mulheres deviam comer o fruto de si mesmas, as crianças que elas tanto amam? Ou será que os sacerdotes e profetas deviam ser mortos no santuário do Senhor?
21 Olha para eles, estendidos no meio das ruas - velhos e novos, rapazes e raparigas, mortos pelas armas inimigas. Mataste-os, Senhor, no teu furor, mataste-os sem piedade.
21 Os jovens e os velhos jazem por terra pelas ruas; as minhas virgens e os meus jovens foram mortos à espada. Tu os mataste no dia da tua ira; fizeste matança sem dó nem piedade.
22 Mandaste vir deliberadamente a destruição sobre eles; no tempo da tua ira, ninguém conseguiu escapar, ninguém ficou vivo. Todos os meus filhinhos jazem mortos pelas ruas por onde passou o inimigo.
22 Convocaste de toda parte terrores contra mim, como se fosse um dia de festa; não houve quem escapasse ou ficasse com vida no dia da ira do Os filhos que tive e criei, o meu inimigo os consumiu.

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