Lamentações 1

O Livro (OL) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 As ruas de Jerusalém, outrora tão movimentadas e cheias de gente, estão agora desertas, silenciosas. A cidade, como uma viúva abatida pelo peso do desgosto, senta-se, desolada, no meio da sua amargura. Ela, que já foi antes a rainha das nações, é agora uma escrava.
1 Como jaz solitária a cidade outrora populosa! Tornou-se como viúva a que foi grande entre as nações! Princesa entre as províncias, ficou sujeita a trabalhos forçados!
2 Soluça a noite inteira; correm-lhe grossas lágrimas pelas faces. De entre os seus antigos aliados que a amaram, não há um só que esteja disposto a ajudá-la. Todos os seus amigos são agora seus inimigos.
2 Chora amargamente de noite, e as lágrimas lhe correm pelo rosto. Entre todos os seus amantes não tem quem a console. Todos os seus amigos a traíram; tornaram-se seus inimigos.
3 Judá foi levada em cativeiro no meio de aflições e de pesados trabalhos. E agora ali está ela no exílio, lá bem longe. Não consegue encontrar descanso, porque todos os que a perseguiram apanharam-na no meio dos seus apertos.
3 Judá foi levado ao exílio, afligido e sob grande servidão; agora habita entre as nações, sem encontrar descanso. Todos os seus perseguidores o apanharam nas suas angústias.
4 Os caminhos que conduzem a Sião estão tristes, abandonados; já não se encontram cheios de alegres multidões que vinham participar nas celebrações festivas do templo; os portais da cidade estão silenciosos; os sacerdotes suspiram; as virgens foram arrastadas à força. Agora chora amargamente.
4 Os caminhos de Sião estão de luto, porque não há quem venha à reunião solene. Todas as suas portas estão desertas, os seus sacerdotes vivem gemendo, as suas virgens estão tristes, e ela mesma se acha em amargura.
5 Os seus inimigos agora dominam-na, porque o Senhor castigou Jerusalém por todos os seus muitos pecados, os seus filhos foram capturados e carregados como escravos, para longe.
5 Os seus adversários a dominam, os seus inimigos prosperam. Porque o por causa da multidão das suas transgressões; os seus filhinhos tiveram de ir para o exílio, na frente dos adversários.
6 Toda a sua beleza, a sua majestade se foi; os seus nobres são como cervos cheios de fome à procura de pastagens - como veados desamparados, demasiado fracos para poderem fugir do caçador.
6 Da filha de Sião já se passou todo o esplendor. Os seus príncipes ficaram sendo como corços que não acham pasto e caminham exaustos na frente do perseguidor.
7 E agora no meio da aflição, lembra-se dos dias felizes, já passados. Recorda-se daqueles belos momentos de alegria que teve, antes que os inimigos escarnecedores a tivessem ferido - e ninguém houve que lhe desse uma ajuda.
7 Agora que está aflita e andando sem rumo, Jerusalém se lembra de todas as coisas preciosas que teve nos tempos antigos. Ela se recorda de como o seu povo caiu nas mãos do adversário, sem que ninguém viesse socorrê-la, e de como os adversários a viram e deram risada da sua queda.
8 Porque Jerusalém pecou horrivelmente; por isso, agora é posta de lado como um trapo sujo. Todos os que a honraram, agora desprezam-na, pois que a vêem despida, humilhada. E ela lamenta-se e esconde o rosto.
8 Jerusalém pecou gravemente; por isso, se tornou repugnante. Todos os que a honravam agora a desprezam, porque viram a sua nudez; ela também geme e se retira envergonhada.
9 Cedeu à imoralidade e recusou encarar o facto de que o castigo não havia de falhar. E agora jaz na valeta, sem que haja alguém para lhe estender a mão e a levantar. Ó Senhor, grita ela, vê a minha aflição. O inimigo triunfou.
9 A sua impureza está nas suas saias. Ela não pensava no que poderia acontecer; por isso, caiu de modo espantoso e não tem quem a console. Vê, porque o inimigo se exalta.
10 Os seus adversários saquearam-na completamente, levando-lhe tudo o que de precioso tinha. Teve de ver nações estrangeiras violando-lhe o templo sagrado - estrangeiros que tu tinhas proibido até de lá entrar.
10 O adversário pôs a mão em todas as coisas preciosas dela. Ela viu as nações entrarem no seu santuário, apesar de teres proibido que entrassem na tua congregação.
11 O seu povo geme e clama por pão; venderam tudo quanto tinham para obter alimento que lhes desse um pouco de forças. Vê, Senhor, roga ela, repara como estou abandonada.
11 Todo o seu povo anda gemendo e à procura de pão; trocaram as suas coisas preciosas por mantimento, para poderem restaurar as forças. Vê, pois me tornei desprezível.
12 Não vos comove isto, vocês que passam perto? Olhem e vejam se há aflição semelhante à minha, por causa de tudo o que o Senhor tem feito no dia da sua terrível cólera.
12 Todos vocês que passam pelo caminho, será que isto não os comove? Olhem e vejam se há dor igual à minha, essa dor que me sobreveio, com que o no dia do furor da sua ira.
13 Enviou fogo do céu, que me arde ainda dentro dos ossos; estendeu uma rede no meu caminho e fez-me voltar para trás. Deixou-me doente e desolada, todos os dias da minha vida.
13 Lá do alto ele enviou fogo aos meus ossos, o qual se apoderou deles; estendeu uma rede aos meus pés, e me fez voltar para trás; deixou-me desolada e sofrendo todo o dia.
14 Ligou-me com cordas aos meus pecados, e pôs-me ao pescoço como que um jugo de escravidão. Abateu a minha força e entregou-me aos inimigos. Estou sem ajuda nas suas mãos.
14 Ele, com a sua mão, fez das minhas transgressões um jugo; elas foram entretecidas e penduradas no meu pescoço. O Senhor abateu a minha força; ele me entregou nas mãos daqueles contra os quais não posso resistir.
15 O Senhor calcou aos pés todos os meus homens fortes. Um grande exército veio, ao seu chamamento, para esmagar os mais nobres dos jovens. O Senhor pisou a sua cidade querida como cachos de uvas num lagar.
15 O Senhor dispersou todos os valentes que estavam comigo; convocou um exército contra mim, para esmagar os meus jovens; o Senhor pisou, como num lagar, a virgem filha de Judá.
16 É por isso tudo que choro; lágrimas quentes rolam-me nas faces. O meu consolador está bem longe - só ele poderia ajudar-me. Os meus filhos não têm futuro; estamos numa terra conquistada.
16 Por estas coisas, eu choro; os meus olhos, os meus olhos se desfazem em lágrimas. Porque o consolador, que devia restaurar as minhas forças, se afastou de mim. Os meus filhos estão desolados, porque o inimigo prevaleceu.
17 Jerusalém roga por socorro, e ninguém lhe acode. Porque o Senhor falou assim: Que os seus vizinhos sejam os seus adversários! Que ela seja atirada fora, por eles, como trapos imundos!
17 Sião estende as mãos, e não há quem a console. O a respeito de Jacó que os seus vizinhos se tornem seus inimigos; para eles, Jerusalém se tornou coisa imunda.
18 O Senhor é justo, pois eu rebelei-me. Por isso, ó gentes de toda a parte, vejam a minha angústia e desespero, porque os meus filhos e filhas foram transportados para muito longe como escravos.
18 Justo é o Senhor , pois me rebelei contra a sua palavra. Escutem, todos os povos, e vejam a minha dor; as minhas virgens e os meus jovens foram levados para o cativeiro.
19 Roguei aos meus aliados que me trouxessem auxílio. Esperança vã! Eles não estão de forma alguma dispostos a dar ajuda. Nem tão pouco o poderiam os meus sacerdotes e anciãos - estes estão deitados nas ruas, morrendo de fome, e vasculhando nas lixeiras à procura de restos de comida.
19 Chamei os meus amantes, mas eles me enganaram; os meus sacerdotes e os meus anciãos morreram na cidade, quando estavam à procura de mantimento para restaurarem as suas forças.
20 Vê, ó Senhor, a minha angústia; tenho o coração quebrantado e a alma oprimida, porque me rebelei terrivelmente. Espera-me nas ruas a espada; e em casa a fome e a morte.
20 Olha, Senhor , porque estou angustiada! A minha alma se agita, o meu coração está transtornado dentro de mim, porque gravemente me rebelei contra ti. Lá fora, a espada mata os filhos; aqui dentro, a morte se propaga.
21 Ouvem os meus gemidos, e ninguém acorre para dar auxílio. Todos os meus inimigos ouviram a minha angústia e até ficam contentes por verem o que fizeste. E apesar de tudo, ó Senhor, há-de vir o tempo, com toda a certeza -porque foste tu quem o prometeu- em que lhes farás como me fizeste a mim.
21 Ouvem-se os meus gemidos, mas não tenho quem me console. Todos os meus inimigos que souberam da minha desgraça se alegram, porque tu a fizeste cair sobre mim; mas, quando trouxeres o dia que anunciaste, eles serão semelhantes a mim.
22 Olha também para os seus pecados, ó Senhor, e castiga-os como me castigaste a mim, porque passo a vida a suspirar e o meu coração desfalece.
22 Venha toda a sua iniquidade à tua presença, e faze com eles como fizeste comigo por causa de todas as minhas transgressões; porque os meus gemidos são muitos, e o meu coração desfalece.

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