Jó 24

Nova Versão Transformadora (NVT, 2016) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 “Por que o Todo-poderoso não marca uma data para seu juízo? Por que os que o conhecem esperam por ele em vão?
1 “Por que o Todo-Poderoso não designa tempos de julgamento? E por que os que o conhecem não veem tais dias?
2 Os perversos mudam os marcos das divisas, roubam rebanhos e os trazem para seus pastos.
2 Há os que removem os marcos de divisa, roubam os rebanhos e os apascentam.
3 Levam o jumento que pertence ao órfão e exigem o boi da viúva como penhor.
3 Levam o jumento que pertence ao órfão, e, como penhor, ficam com o boi da viúva.
4 Os pobres são empurrados para fora do caminho, e os necessitados se escondem para se proteger.
4 Desviam do caminho os necessitados, e os pobres da terra todos têm de se esconder.”
5 Como jumentos selvagens nas regiões áridas, passam todo o tempo em busca de comida; até no deserto procuram alimento para os filhos.
5 “Como jumentos selvagens no deserto, os pobres saem para o seu trabalho, à procura de alimento; em campo aberto encontram comida para eles e para os seus filhos.
6 Fazem a colheita de um campo que não semearam e recolhem as uvas nas videiras dos perversos.
6 Cortam o seu pasto no campo, e apanham as uvas que ficaram nas vinhas dos ímpios.
7 Passam a noite nus e com frio, pois não têm roupas nem cobertas.
7 Passam a noite nus por falta de roupa e não têm cobertas contra o frio.
8 Encharcados pelas chuvas das montanhas, encolhem-se junto às rochas por falta de abrigo.
8 São encharcados pelas chuvas das montanhas e, por falta de abrigo, abraçam-se às rochas.
9 “Os perversos arrancam o filho da viúva do seio dela; tomam o bebê como garantia por um empréstimo.
9 Orfãozinhos são arrancados do peito, e dos pobres se toma penhor.
10 Os pobres andam nus por falta de roupas; colhem alimento para outros, enquanto passam fome.
10 Os pobres andam nus, sem roupa, e, famintos, carregam os feixes.
11 Espremem azeitonas para obter azeite, mas não podem prová-lo; pisam uvas para fazer vinho, enquanto passam sede.
11 Entre os muros desses perversos espremem o azeite; pisam as uvas no lagar, enquanto padecem sede.
12 Os gemidos dos que estão para morrer sobem da cidade, e os feridos clamam por socorro, mas Deus não faz caso de seus lamentos.
12 Desde as cidades gemem os que estão para morrer, e a alma dos feridos pede socorro, mas Deus não considera isso anormal.”
13 “Os perversos se revoltam contra a luz; não reconhecem os caminhos dela, nem permanecem em suas estradas.
13 “Os perversos são inimigos da luz, não conhecem os seus caminhos, nem permanecem nas suas veredas.
14 O assassino se levanta bem cedo, para matar os pobres e os necessitados; à noite ele se torna ladrão.
14 O assassino se levanta de madrugada, mata o pobre e o necessitado, e de noite se torna ladrão.
15 O adúltero espera o cair da noite, pois pensa: ‘Ninguém me verá’; esconde o rosto para ninguém o reconhecer.
15 O olho do adúltero aguarda o crepúsculo, dizendo: ‘Ninguém me verá’; e cobre o rosto.
16 Os bandidos arrombam casas à noite e dormem durante o dia; não estão acostumados com a luz.
16 Nas trevas, ladrões invadem as casas, mas de dia ficam escondidos; não querem nada com a luz.
17 A noite escura é sua manhã; aliam-se aos terrores da escuridão.
17 Pois a manhã é para todos eles como sombra de morte, mas os terrores da noite lhes são familiares.”
18 “Mas, como espuma num rio, desaparecem; tudo que possuem é amaldiçoado, e temem entrar nas próprias videiras.
18 “Os perversos são levados rapidamente na superfície das águas; a porção deles na terra é maldita, e por isso já não andam pelo caminho das vinhas.
19 A sepultura consome os pecadores, como a seca e o calor consomem a neve.
19 A seca e o calor desfazem as águas da neve; a sepultura faz o mesmo com os que pecaram.
20 Sua própria mãe se esquecerá deles; para os vermes, terão sabor doce. Ninguém se lembrará deles; os perversos serão derrubados como árvores.
20 A mãe se esquecerá deles, os vermes os comerão com gosto; nunca mais haverá lembrança deles. A injustiça será quebrada como uma árvore.
21 Enganam a mulher que não tem filhos para defendê-la; não socorrem a viúva necessitada.
21 Maltratam as estéreis, que não têm filhos, e não fazem o bem às viúvas.
22 “Deus, em seu poder, leva embora os ricos; ainda que prosperem, não têm garantia de que viverão.
22 Mas Deus, por sua força, prolonga os dias dos valentes; eles se veem em pé quando desesperavam da vida.
23 Talvez lhes seja permitido ficar em segurança, mas Deus os vigia sem cessar.
23 Ele lhes dá descanso, e nisso se apoiam; mas os olhos de Deus estão atentos aos caminhos deles.
24 Ainda que sejam importantes agora, depressa desaparecerão, como todos os outros, cortados como espigas de cereal.
24 São exaltados por breve tempo; depois, passam, colhidos como todos os demais; são cortados como as espigas do trigo.
25 Acaso alguém pode afirmar o contrário? Quem pode provar que estou errado?”.
25 Se não é assim, quem me desmentirá e anulará as minhas palavras?”

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