Jó 19

Nova Versão Transformadora (NVT, 2016) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Então Jó falou novamente:
1 Então, respondeu Jó:
2 “Até quando vocês vão me atormentar? Até quando vão me esmagar com suas palavras?
2 Até quando afligireis a minha alma e me quebrantareis com palavras?
3 Dez vezes já me insultaram; deveriam se envergonhar de me tratar tão mal.
3 Já dez vezes me vituperastes e não vos envergonhais de injuriar-me.
4 Ainda que eu tivesse pecado, seria problema meu, e não de vocês.
4 Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro.
5 Pensam que são melhores que eu; usam minha humilhação como prova de meu pecado.
5 Se quereis engrandecer-vos contra mim e me arguis pelo meu opróbrio,
6 Mas Deus é que foi injusto comigo e me prendeu em sua rede.
6 sabei agora que Deus é que me oprimiu e com a sua rede me cercou.
7 “Clamo: ‘Socorro!’, mas ninguém responde; grito em protesto, mas não há justiça.
7 Eis que clamo: violência! Mas não sou ouvido; grito: socorro! Porém não há justiça.
8 Deus fechou meu caminho para eu não passar e cobriu de escuridão minha estrada.
8 O meu caminho ele fechou, e não posso passar; e nas minhas veredas pôs trevas.
9 Despojou-me de minha honra e removeu a coroa de minha cabeça.
9 Da minha honra me despojou e tirou-me da cabeça a coroa.
10 Destruiu-me por todos os lados, e estou acabado; como se eu fosse uma árvore, arrancou minha esperança pela raiz.
10 Arruinou-me de todos os lados, e eu me vou; e arrancou-me a esperança, como a uma árvore.
11 Sua ira arde contra mim; ele me considera seu inimigo.
11 Inflamou contra mim a sua ira e me tem na conta de seu adversário.
12 Suas tropas avançam e abrem caminhos para me atacar; acampam ao redor de minha tenda.
12 Juntas vieram as suas tropas, prepararam contra mim o seu caminho e se acamparam ao redor da minha tenda.
13 “Meus irmãos se mantêm afastados, meus conhecidos se voltaram contra mim.
13 Pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem, como estranhos, se apartaram de mim.
14 Minha família se foi, meus amigos chegados me esqueceram.
14 Os meus parentes me desampararam, e os meus conhecidos se esqueceram de mim.
15 Meus hóspedes e criadas me consideram um estranho; para eles, sou como um estrangeiro.
15 Os que se abrigam na minha casa e as minhas servas me têm por estranho, e vim a ser estrangeiro aos seus olhos.
16 Quando chamo meu servo, ele não vem; tenho de suplicar!
16 Chamo o meu criado, e ele não me responde; tenho de suplicar-lhe, eu mesmo.
17 Meu hálito enoja minha esposa; sou rejeitado pela própria família.
17 O meu hálito é intolerável à minha mulher, e pelo mau cheiro sou repugnante aos filhos de minha mãe.
18 Até as crianças me desprezam; quando me levanto para falar, me dão as costas.
18 Até as crianças me desprezam, e, querendo eu levantar-me, zombam de mim.
19 Meus amigos chegados me detestam; aqueles que eu amo se voltaram contra mim.
19 Todos os meus amigos íntimos me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim.
20 Fui reduzido a pele e osso; escapei da morte por um triz.
20 Os meus ossos se apegam à minha pele e à minha carne, e salvei-me só com a pele dos meus dentes.
21 “Tenham misericórdia de mim, meus amigos! Tenham misericórdia, pois a mão de Deus me feriu.
21 Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me atingiu.
22 Será que também precisam me perseguir, como Deus me persegue? Já não me criticaram o suficiente?
22 Por que me perseguis como Deus me persegue e não cessais de devorar a minha carne?
23 “Quem dera minhas palavras fossem registradas! Quem dera fossem escritas num monumento,
23 Quem me dera fossem agora escritas as minhas palavras! Quem me dera fossem gravadas em livro!
24 entalhadas com um cinzel de ferro e preenchidas com chumbo, gravadas para sempre na rocha!
24 Que, com pena de ferro e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha!
25 “Quanto a mim, sei que meu Redentor vive e que um dia, por fim, ele se levantará sobre a terra.
25 Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra.
26 E, depois que meu corpo tiver se decomposto, ainda assim, em meu corpo,
26 Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus.
27 Eu o verei por mim mesmo, sim, o verei com meus próprios olhos; meu coração muito anseia por esse dia!
27 Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim.
28 “Como vocês se atrevem a me perseguir e dizer: ‘É culpa dele’?
28 Se disserdes: Como o perseguiremos? E: A causa deste mal se acha nele,
29 Deveriam temer o castigo, pois sua atitude merece ser punida; então saberão que há juízo”.
29 temei, pois, a espada, porque tais acusações merecem o seu furor, para saberdes que há um juízo.

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