João 11

Nova Versão Transformadora (NVT, 2016) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Um homem chamado Lázaro estava doente. Ele morava em Betânia com suas irmãs, Maria e Marta.
1 Estava enfermo Lázaro, de Betânia, da aldeia de Maria e de sua irmã Marta.
2 Foi Maria, a irmã de Lázaro, que mais tarde derramou perfume caro nos pés do Senhor e os enxugou com os cabelos.
2 Esta Maria, cujo irmão Lázaro estava enfermo, era a mesma que ungiu com bálsamo o Senhor e lhe enxugou os pés com os seus cabelos.
3 As duas irmãs enviaram um recado a Jesus, dizendo: “Senhor, seu amigo querido está muito doente”.
3 Mandaram, pois, as irmãs de Lázaro dizer a Jesus: Senhor, está enfermo aquele a quem amas.
4 Quando Jesus ouviu isso, disse: “A doença de Lázaro não acabará em morte. Ela aconteceu para a glória de Deus, para que o Filho de Deus receba glória por meio dela”.
4 Ao receber a notícia, disse Jesus: Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado.
5 Jesus amava Marta, Maria e Lázaro.
5 Ora, amava Jesus a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro.
6 Ouvindo, portanto, que Lázaro estava doente, ficou mais dois dias onde estava.
6 Quando, pois, soube que Lázaro estava doente, ainda se demorou dois dias no lugar onde estava.
7 Depois, disse a seus discípulos: “Vamos voltar para a Judeia”.
7 Depois, disse aos seus discípulos: Vamos outra vez para a Judeia.
8 Os discípulos se opuseram, dizendo: “Rabi, apenas alguns dias atrás o povo da Judeia tentou apedrejá-lo. Ainda assim, o senhor vai voltar para lá?”.
8 Disseram-lhe os discípulos: Mestre, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e voltas para lá?
9 Jesus respondeu: “Há doze horas de claridade todos os dias. Durante o dia, as pessoas podem andar com segurança. Conseguem enxergar, pois têm a luz deste mundo.
9 Respondeu Jesus: Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo;
10 À noite, porém, correm o risco de tropeçar, pois não há luz”.
10 mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz.
11 E acrescentou: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas agora vou despertá-lo”.
11 Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo.
12 Os discípulos disseram: “Senhor, se ele dorme é porque logo vai melhorar!”.
12 Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo.
13 Pensavam que Jesus falava apenas do repouso do sono, mas ele se referia à morte de Lázaro.
13 Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono.
14 Então ele disse claramente: “Lázaro está morto.
14 Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu;
15 E, por causa de vocês, eu me alegro por não ter estado lá, pois agora vocês vão crer de fato. Venham, vamos até ele”.
15 e por vossa causa me alegro de que lá não estivesse, para que possais crer; mas vamos ter com ele.
16 Tomé, apelidado de Gêmeo, disse aos outros discípulos: “Vamos até lá também para morrer com Jesus”.
16 Então, Tomé, chamado Dídimo, disse aos condiscípulos: Vamos também nós para morrermos com ele.
17 Quando Jesus chegou a Betânia, disseram-lhe que Lázaro estava no túmulo havia quatro dias.
17 Chegando Jesus, encontrou Lázaro já sepultado, havia quatro dias.
18 Betânia ficava a cerca de três quilômetros de Jerusalém,
18 Ora, Betânia estava cerca de quinze estádios perto de Jerusalém.
19 e muitos moradores da região tinham vindo consolar Marta e Maria pela perda do irmão.
19 Muitos dentre os judeus tinham vindo ter com Marta e Maria, para as consolar a respeito de seu irmão.
20 Quando Marta soube que Jesus estava chegando, foi ao seu encontro. Maria, porém, ficou em casa.
20 Marta, quando soube que vinha Jesus, saiu ao seu encontro; Maria, porém, ficou sentada em casa.
21 Marta disse a Jesus: “Se o Senhor estivesse aqui, meu irmão não teria morrido.
21 Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão.
22 Mas sei que, mesmo agora, Deus lhe dará tudo que pedir”.
22 Mas também sei que, mesmo agora, tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.
23 Jesus lhe disse: “Seu irmão vai ressuscitar”.
23 Declarou-lhe Jesus: Teu irmão há de ressurgir.
24 “Sim”, respondeu Marta. “Ele vai ressuscitar quando todos ressuscitarem, no último dia.”
24 Eu sei, replicou Marta, que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia.
25 Então Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim viverá, mesmo depois de morrer.
25 Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;
26 Quem vive e crê em mim jamais morrerá. Você crê nisso, Marta?”.
26 e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?
27 “Sim, Senhor”, respondeu ela. “Eu creio que o senhor é o Cristo, o Filho de Deus, aquele que veio ao mundo da parte de Deus.”
27 Sim, Senhor, respondeu ela, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo.
28 Em seguida, voltou para casa. Chamou Maria à parte e disse: “O Mestre está aqui e quer ver você”.
28 Tendo dito isto, retirou-se e chamou Maria, sua irmã, e lhe disse em particular: O Mestre chegou e te chama.
29 Maria se levantou de imediato e foi até ele.
29 Ela, ouvindo isto, levantou-se depressa e foi ter com ele,
30 Jesus tinha ficado fora do povoado, no lugar onde Marta havia se encontrado com ele.
30 pois Jesus ainda não tinha entrado na aldeia, mas permanecia onde Marta se avistara com ele.
31 Quando as pessoas que estavam na casa viram Maria sair apressadamente, imaginaram que ela ia ao túmulo de Lázaro chorar e a seguiram.
31 Os judeus que estavam com Maria em casa e a consolavam, vendo-a levantar-se depressa e sair, seguiram-na, supondo que ela ia ao túmulo para chorar.
32 Assim que chegou ao lugar onde Jesus estava e o viu, caiu a seus pés e disse: “Se o Senhor estivesse aqui, meu irmão não teria morrido”.
32 Quando Maria chegou ao lugar onde estava Jesus, ao vê-lo, lançou-se-lhe aos pés, dizendo: Senhor, se estiveras aqui, meu irmão não teria morrido.
33 Quando Jesus viu Maria chorar, e o povo também, sentiu profunda indignação e grande angústia.
33 Jesus, vendo-a chorar, e bem assim os judeus que a acompanhavam, agitou-se no espírito e comoveu-se.
34 “Onde vocês o colocaram?”, perguntou. Eles responderam: “Senhor, venha e veja”.
34 E perguntou: Onde o sepultastes? Eles lhe responderam: Senhor, vem e vê!
35 Jesus chorou.
35 Jesus chorou.
36 As pessoas que estavam por perto disseram: “Vejam como ele o amava!”.
36 Então, disseram os judeus: Vede quanto o amava.
37 Outros, porém, disseram: “Este homem curou um cego. Não poderia ter impedido que Lázaro morresse?”.
37 Mas alguns objetaram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer que este não morresse?
38 Jesus, sentindo-se novamente indignado, chegou ao túmulo, uma gruta com uma pedra fechando a entrada.
38 Jesus, agitando-se novamente em si mesmo, encaminhou-se para o túmulo; era este uma gruta a cuja entrada tinham posto uma pedra.
39 “Rolem a pedra para o lado”, ordenou. “Senhor, ele está morto há quatro dias”, disse Marta, a irmã do falecido. “O mau cheiro será terrível.”
39 Então, ordenou Jesus: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias.
40 Jesus respondeu: “Eu não lhe disse que, se você cresse, veria a glória de Deus?”.
40 Respondeu-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?
41 Então rolaram a pedra para o lado. Jesus olhou para o céu e disse: “Pai, eu te agradeço porque me ouviste.
41 Tiraram, então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste.
42 Tu sempre me ouves, mas eu disse isso por causa de todas as pessoas que estão aqui, para que elas creiam que tu me enviaste”.
42 Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste.
43 Então Jesus gritou: “Lázaro, venha para fora!”.
43 E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!
44 E o morto saiu, com as mãos e os pés presos com faixas e o rosto envolto num pano. Jesus disse: “Desamarrem as faixas e deixem-no ir!”.
44 Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o e deixai-o ir.
45 Muitos dos judeus que estavam com Maria creram em Jesus quando viram isso.
45 Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo visitar Maria, vendo o que fizera Jesus, creram nele.
46 Alguns, no entanto, foram aos fariseus e contaram o que Jesus tinha feito.
46 Outros, porém, foram ter com os fariseus e lhes contaram dos feitos que Jesus realizara.
47 Então os principais sacerdotes e fariseus reuniram o conselho dos líderes do povo. “Que vamos fazer?”, perguntavam uns aos outros. “Sem dúvida, este homem realiza muitos sinais.
47 Então, os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio; e disseram: Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais?
48 Se permitirmos que continue assim, logo todos crerão nele. Então o exército romano virá e destruirá nosso templo e nossa nação.”
48 Se o deixarmos assim, todos crerão nele; depois, virão os romanos e tomarão não só o nosso lugar, mas a própria nação.
49 Caifás, o sumo sacerdote naquele ano, disse: “Vocês não sabem o que estão dizendo!
49 Caifás, porém, um dentre eles, sumo sacerdote naquele ano, advertiu-os, dizendo: Vós nada sabeis,
50 Não percebem que é melhor para vocês que um homem morra pelo povo em vez de a nação inteira ser destruída?”.
50 nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo e que não venha a perecer toda a nação.
51 Não disse isso por si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus morreria pela nação inteira.
51 Ora, ele não disse isto de si mesmo; mas, sendo sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus estava para morrer pela nação
52 E não apenas por aquela nação, mas para reunir em um só corpo todos os filhos de Deus espalhados ao redor do mundo.
52 e não somente pela nação, mas também para reunir em um só corpo os filhos de Deus, que andam dispersos.
53 Daquele dia em diante, começaram a tramar a morte de Jesus.
53 Desde aquele dia, resolveram matá-lo.
54 Por essa razão, Jesus parou de andar no meio do povo. Foi para um lugar próximo do deserto, para o povoado de Efraim, onde permaneceu com seus discípulos.
54 De sorte que Jesus já não andava publicamente entre os judeus, mas retirou-se para uma região vizinha ao deserto, para uma cidade chamada Efraim; e ali permaneceu com os discípulos.
55 Faltava pouco tempo para a festa judaica da Páscoa, e muita gente de toda a região chegou a Jerusalém para participar da cerimônia de purificação, antes que a Páscoa começasse.
55 Estava próxima a Páscoa dos judeus; e muitos daquela região subiram para Jerusalém antes da Páscoa, para se purificarem.
56 Continuavam procurando Jesus e, estando eles no templo, perguntavam uns aos outros: “O que vocês acham? Será que ele virá para a Páscoa?”.
56 Lá, procuravam Jesus e, estando eles no templo, diziam uns aos outros: Que vos parece? Não virá ele à festa?
57 Enquanto isso, os principais sacerdotes e fariseus deram ordem para que, se alguém soubesse onde Jesus estava, o denunciasse de imediato, a fim de que o prendessem.
57 Ora, os principais sacerdotes e os fariseus tinham dado ordem para, se alguém soubesse onde ele estava, denunciá-lo, a fim de o prenderem.

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