Jó 4
Nova Versão Internacional (NVI, 2000) vs VC
1 Então respondeu Elifaz, de Temã:
1 Elifaz de Temã tomou a palavra nestes termos:
2 "Se alguém se aventurar a dizer-lhe uma palavra, você ficará impaciente? Mas quem pode refrear as palavras?
2 Se arriscarmos uma palavra, talvez ficarás aflito, mas quem poderá impedir-me de falar?
3 Pense bem! Você ensinou a tantos; fortaleceu mãos fracas.
3 Eis: exortaste muita gente, deste força a mãos débeis,
4 Suas palavras davam firmeza aos que tropeçavam; você fortaleceu joelhos vacilantes.
4 tuas palavras levantavam aqueles que caíam, fortificaste os joelhos vacilantes.
5 Mas agora que se vê em dificuldade, você se desanima; quando você é atingido, fica prostrado.
5 Agora que é a tua vez, enfraqueces; quando és atingido, te perturbas.
6 Sua vida piedosa não lhe inspira confiança, e o seu procedimento irrepreensível não lhe dá esperança?
6 Não é tua piedade a tua esperança, e a integridade de tua vida, a tua segurança?
7 "Reflita agora: Qual foi o inocente que chegou a perecer? Onde foi que os íntegros sofreram destruição?
7 Lembra-te: qual o inocente que pereceu? Ou quando foram destruídos os justos?
8 Pelo que tenho observado, quem cultiva o mal e semeia maldade, isso também colherá.
8 Tanto quanto eu saiba, os que praticam a iniqüidades e os que semeiam sofrimento, também os colhem.
9 Pelo sopro de Deus são destruídos; pelo vento de sua ira eles perecem.
9 Ao sopro de Deus eles perecem, e são aniquilados pelo vento de seu furor.
10 Os leões podem rugir e rosnar, mas até os dentes dos leões fortes se quebram.
10 Urra o leão, e seu rugido é abafado; os dentes dos leõezinhos são quebrados.
11 O leão morre por falta de presa, e os filhotes da leoa se dispersam.
11 A fera morreu porque não tinha presa, e os filhotes da leoa são dispersados.
12 "Disseram-me uma palavra em segredo, da qual os meus ouvidos captaram um murmúrio.
12 Uma palavra chegou a mim furtivamente, meu ouvido percebeu o murmúrio,
13 Em meio a sonhos perturbadores da noite, quando cai sono profundo sobre os homens,
13 na confusão das visões da noite, na hora em que o sono se apodera dos humanos.
14 temor e tremor se apoderaram de mim e fizeram estremecer todos os meus ossos.
14 Assaltaram-me o medo e o terror, e sacudiram todos os meus ossos;
15 Um espírito roçou o meu rosto, e os pêlos do meu corpo se arrepiaram.
15 um sopro perpassou pelo meu rosto, e fez arrepiar o pêlo de minha pele.
16 Ele parou, mas não pude identificá-lo. Um vulto se pôs diante dos meus olhos, e ouvi uma voz suave, que dizia:
16 Lá estava um ser - não lhe vi o rosto - como um espectro sob meus olhos.
17 ‘Poderá algum mortal ser mais justo que Deus? Poderá algum homem ser mais puro que o seu Criador?
17 Ouvi uma débil voz: Pode um homem ser justo na presença de Deus, pode um mortal ser puro diante de seu Criador?
18 Se Deus não confia em seus servos, se vê erro em seus anjos e os acusa,
18 Ele não confia nem em seus próprios servos; até mesmo em seus anjos encontra defeitos,
19 quanto mais nos que moram em casas de barro, cujos alicerces estão no pó! São mais facilmente esmagados que uma traça!
19 quanto mais em seus hóspedes das casas de argila que têm o pó por fundamento! São esmagados como uma traça;
20 Entre o alvorecer e o crepúsculo são despedaçados; perecem para sempre, sem sequer serem notados.
20 entre a noite e a manhã são aniquilados; sem que neles se preste atenção, morrem para sempre.
21 Não é certo que as cordas de suas tendas são arrancadas, e eles morrem sem sabedoria? ’
21 Não foi arrancada a estaca da tenda deles? Morrem por não terem conhecido a sabedoria.
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