Marcos 5

Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH, 2000) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Jesus e os discípulos chegaram à região de Gerasa, no lado leste do lago da Galileia.
1 E chegaram à outra margem do mar, à província dos gadarenos.
2 Assim que Jesus saiu do barco, foi encontrar-se com ele um homem que estava dominado por um espírito mau.
2 E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo,
3 O homem vinha do cemitério, onde estava morando. Ninguém conseguia prendê-lo, nem mesmo usando correntes.
3 o qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender.
4 Muitas vezes já tinham amarrado as suas mãos e os seus pés com correntes de ferro, mas ele quebrava tudo, e ninguém conseguia dominá-lo.
4 Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões, em migalhas, e ninguém o podia amansar.
5 Passava os dias e as noites nos montes e entre os túmulos, gritando e se ferindo de propósito com pedras.
5 E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes e pelos sepulcros e ferindo-se com pedras.
6 Ele viu Jesus de longe, correu, caiu de joelhos diante dele
6 E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o.
7 e gritou: — Jesus, Filho do Deus Altíssimo! O que o senhor quer de mim? Em nome de Deus eu peço: não me castigue!
7 E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes.
8 Ele disse isso porque Jesus havia mandado: “Espírito mau, saia desse homem!”
8 (Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo. )
9 Jesus perguntou: Ele respondeu: — O meu nome é Multidão, porque somos muitos.
9 E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos.
10 E pedia com muita insistência a Jesus que não expulsasse os espíritos maus para fora daquela região.
10 E rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província.
11 Acontece que num morro perto dali havia muitos porcos comendo.
11 E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos.
12 Os espíritos pediram a Jesus com insistência: — Nos mande ficar naqueles porcos; nos deixe entrar neles!
12 E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles.
13 Ele deixou, e os espíritos saíram do homem e entraram nos porcos. E estes, que eram quase dois mil, se atiraram morro abaixo, para dentro do lago, e se afogaram.
13 E Jesus logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil) e afogou-se no mar.
14 Os homens que estavam tomando conta dos porcos fugiram e espalharam a notícia na cidade e nos campos. Muita gente foi ver o que havia acontecido.
14 E os que apascentavam os porcos fugiram e o anunciaram na cidade e nos campos; e saíram muitos a ver o que era aquilo que tinha acontecido.
15 Quando chegaram perto de Jesus, viram o homem que antes estava dominado por demônios; e ficaram espantados porque ele estava sentado, vestido e no seu perfeito juízo.
15 E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram.
16 Os que tinham visto tudo aquilo lhes contaram o que havia acontecido com o homem e com os porcos.
16 E os que aquilo tinham visto contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado e acerca dos porcos.
17 Então começaram a pedir com insistência a Jesus que saísse da terra deles.
17 E começaram a rogar-lhe que saísse do seu território.
18 Quando ele estava entrando no barco, o homem curado pediu com insistência: — Me deixe ir com o senhor!
18 E, entrando ele no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele.
19 Mas Jesus não deixou e disse:
19 Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes
20 Então ele foi embora e contava, na região das Dez Cidades , o que Jesus tinha feito por ele. E todos ficavam admirados.
20 E ele foi e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilhavam.
21 Jesus voltou para o lado oeste do lago, e muitas pessoas foram se encontrar com ele na praia.
21 E, passando Jesus outra vez num barco para o outro lado, ajuntou-se a ele uma grande multidão; e ele estava junto do mar.
22 Um homem chamado Jairo, chefe da sinagoga , foi e se jogou aos pés de Jesus,
22 E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés
23 pedindo com muita insistência: — A minha filha está morrendo! Venha comigo e ponha as mãos sobre ela para que sare e viva!
23 e rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva.
24 E Jesus foi com ele. Uma grande multidão foi junto e o apertava de todos os lados.
24 E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava.
25 Chegou ali uma mulher que fazia doze anos que estava com uma hemorragia.
25 E certa mulher, que havia doze anos tinha um fluxo de sangue,
26 Havia gastado tudo o que tinha, tratando-se com muitos médicos. Estes a fizeram sofrer muito; mas, em vez de melhorar, ela havia piorado cada vez mais.
26 e que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior,
27 Ela havia escutado falar de Jesus; então entrou no meio da multidão e, chegando por trás dele, tocou na sua capa ,
27 ouvindo falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou na sua vestimenta.
28 pois pensava assim: “Se eu apenas tocar na capa dele, ficarei curada.”
28 Porque dizia: Se tão somente tocar nas suas vestes, sararei.
29 Logo o sangue parou de escorrer, e ela teve certeza de que estava curada.
29 E logo se lhe secou a fonte do seu sangue, e sentiu no seu corpo estar já curada daquele mal.
30 No mesmo instante Jesus sentiu que dele havia saído poder. Então virou-se no meio da multidão e perguntou:
30 E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão e disse: Quem tocou nas minhas vestes?
31 Os discípulos responderam: — O senhor está vendo como esta gente o está apertando de todos os lados e ainda pergunta isso?
31 E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou?
32 Mas Jesus ficou olhando em volta para ver quem tinha feito aquilo.
32 E ele olhava em redor, para ver a que isso fizera.
33 Então a mulher, sabendo o que lhe havia acontecido, atirou-se aos pés dele, tremendo de medo, e contou tudo.
33 Então, a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade.
34 E Jesus disse:
34 E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada deste teu mal.
35 Jesus ainda estava falando, quando chegaram alguns empregados da casa de Jairo e disseram: — Seu Jairo, a menina já morreu. Não aborreça mais o Mestre.
35 Estando ele ainda falando, chegaram alguns do principal da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre?
36 Mas Jesus não se importou com a notícia e disse a Jairo:
36 E Jesus, tendo ouvido essas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente.
37 Jesus deixou que fossem com ele Pedro e os irmãos Tiago e João, e ninguém mais.
37 E não permitiu que alguém o seguisse, a não ser Pedro, e Tiago, e João, irmão de Tiago.
38 Quando entraram na casa de Jairo, Jesus encontrou ali uma confusão geral, com todos chorando alto e gritando.
38 E, tendo chegado à casa do principal da sinagoga, viu o alvoroço e os que choravam muito e pranteavam.
39 Então ele disse:
39 E, entrando, disse-lhes: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme.
40 Então eles começaram a caçoar dele. Mas Jesus mandou que todos saíssem e, junto com os três discípulos e os pais da menina, entrou no quarto onde ela estava.
40 E riam-se dele; porém ele, tendo-os feito sair, tomou consigo o pai e a mãe da menina e os que com ele estavam e entrou onde a menina estava deitada.
41 Pegou-a pela mão e disse:
41 E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talitá cumi, que, traduzido, é: Menina, a ti te digo: levanta-te.
42 No mesmo instante, a menina, que tinha doze anos, levantou-se e começou a andar. E todos ficaram muito admirados.
42 E logo a menina se levantou e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto.
43 Então Jesus ordenou que de jeito nenhum espalhassem a notícia dessa cura. E mandou que dessem comida à menina.
43 E mandou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e disse que lhe dessem de comer.

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