Marcos 14

Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH, 2000) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Faltavam dois dias para a Festa da Páscoa e a Festa dos Pães sem Fermento . Os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei procuravam um jeito de prender Jesus em segredo e matá-lo.
1 E, dali a dois dias, era a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos; e os principais dos sacerdotes e os escribas buscavam como o prenderiam com dolo e o matariam.
2 Eles diziam: — Não vamos fazer isso durante a festa, para não haver uma revolta no meio do povo.
2 Mas eles diziam: Não na festa, para que, porventura, se não faça alvoroço entre o povo.
3 Jesus estava no povoado de Betânia, sentado à mesa na casa de Simão, o Leproso. Então uma mulher chegou com um frasco feito de alabastro , cheio de perfume de nardo puro, muito caro. Ela quebrou o gargalo do frasco e derramou o perfume na cabeça de Jesus.
3 E, estando ele em Betânia assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e, quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça.
4 Alguns que estavam ali ficaram zangados e disseram uns aos outros: — Que desperdício!
4 E alguns houve que em si mesmos se indignaram e disseram: Para que se fez este desperdício de unguento?
5 Esse perfume poderia ter sido vendido por mais de trezentas moedas de prata , que poderiam ser dadas aos pobres. Eles criticavam a mulher com dureza,
5 Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros e dá-lo aos pobres. E bramavam contra ela.
6 mas Jesus disse:
6 Jesus, porém, disse: Deixai-a, para que a molestais? Ela fez-me boa obra.
7 Pois os pobres estarão sempre com vocês, e, em qualquer ocasião que vocês quiserem, poderão ajudá-los. Mas eu não estarei sempre com vocês.
7 Porque sempre tendes os pobres convosco e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes.
8 Ela fez tudo o que pôde, pois antes da minha morte veio perfumar o meu corpo para o meu sepultamento.
8 Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura.
9 Eu afirmo a vocês que isto é verdade: em qualquer lugar do mundo onde o
9 Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória.
10 Judas Iscariotes, que era um dos doze discípulos, foi falar com os chefes dos sacerdotes para combinar como entregaria Jesus a eles.
10 E Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os principais dos sacerdotes para lho entregar.
11 Quando ouviram o que ele disse, eles ficaram muito contentes e prometeram dar dinheiro a ele. Assim Judas começou a procurar uma oportunidade para entregar Jesus.
11 E eles, ouvindo- o, alegraram-se e prometeram dar-lhe dinheiro; e buscava como o entregaria em ocasião oportuna.
12 No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento , em que os judeus matavam carneirinhos para comemorarem a Páscoa , os discípulos perguntaram a Jesus: — Onde é que o senhor quer que a gente prepare o jantar da Páscoa para o senhor?
12 E, no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, quando sacrificavam a Páscoa, disseram-lhe os discípulos: Aonde queres que vamos fazer os preparativos para comer a Páscoa?
13 Então Jesus enviou dois discípulos com a seguinte ordem:
13 E enviou dois dos seus discípulos e disse-lhes: Ide à cidade, e um homem que leva um cântaro de água vos encontrará; segui-o.
14 e digam ao dono da casa em que ele entrar que o Mestre manda perguntar: “Onde fica a sala em que eu e os meus discípulos vamos comer o jantar da Páscoa?”
14 E, onde quer que entrar, dizei ao senhor da casa: O Mestre diz: Onde está o aposento em que hei de comer a Páscoa com os meus discípulos?
15 Então ele mostrará a vocês no andar de cima uma sala grande, mobiliada e arrumada para o jantar. Preparem ali tudo para nós.
15 E ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado
16 Os dois discípulos foram até a cidade e encontraram tudo como Jesus tinha dito. Então prepararam o jantar da Páscoa.
16 E, saindo os seus discípulos, foram à cidade, e acharam como lhes tinha dito, e prepararam a Páscoa.
17 Quando anoiteceu, Jesus chegou com os doze discípulos.
17 E, chegada a tarde, foi com os doze.
18 Enquanto estavam à mesa, no meio do jantar, ele disse:
18 E, quando estavam assentados a comer, disse Jesus: Em verdade vos digo que um de vós, que comigo come, há de trair-me.
19 Eles ficaram tristes e, um por um, começaram a perguntar: — O senhor não está achando que sou eu, está?
19 E eles começaram a entristecer-se e a dizer-lhe um após outro: Porventura, sou eu, Senhor? E outro: Porventura, sou eu, Senhor?
20 Jesus respondeu:
20 Mas ele, respondendo, disse-lhes: É um dos doze, que mete comigo a mão no prato.
21 Pois o
21 Na verdade o Filho do Homem vai, como dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Bom seria para o tal homem não haver nascido.
22 Enquanto estavam comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e o deu aos discípulos, dizendo:
22 E, comendo eles, tomou Jesus pão, e, abençoando-o, o partiu, e deu-lh o, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.
23 Em seguida, pegou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois passou o cálice aos discípulos, e todos beberam do vinho.
23 E, tomando o cálice e dando graças, deu-lh o; e todos beberam dele.
24 Então Jesus disse:
24 E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o
25 Eu afirmo a vocês que isto é verdade: nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beber com vocês um vinho novo no
25 Em verdade vos digo que não beberei mais do fruto da vide, até àquele Dia em que o beber novo, no Reino de Deus.
26 Então eles cantaram canções de louvor e foram para o monte das Oliveiras.
26 E, tendo cantado o hino, saíram para o monte das Oliveiras.
27 E Jesus disse aos discípulos:
27 E disse-lhes Jesus: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim, porque escrito está: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão.
28 Mas, depois que eu for ressuscitado, irei adiante de vocês para a Galileia.
28 Mas, depois que eu houver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galileia.
29 Então Pedro disse a Jesus: — Eu nunca abandonarei o senhor, mesmo que todos o abandonem!
29 E disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu.
30 Mas Jesus lhe disse:
30 E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás.
31 Mas Pedro repetia com insistência: — Eu nunca vou dizer que não o conheço, mesmo que eu tenha de morrer com o senhor! E todos os outros discípulos disseram a mesma coisa.
31 Mas ele disse com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei. E da mesma maneira diziam todos também.
32 Jesus e os discípulos foram a um lugar chamado Getsêmani. E Jesus lhes disse:
32 E foram a um lugar chamado Getsêmani, e disse aos seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu oro.
33 Então Jesus foi, levando consigo Pedro, Tiago e João. Aí ele começou a sentir uma grande tristeza e aflição
33 E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João e começou a ter pavor e a angustiar-se.
34 e disse a eles:
34 E disse-lhes: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui e vigiai.
35 Ele foi um pouco mais adiante, ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e pediu a Deus que, se possível, afastasse dele aquela hora de sofrimento.
35 E, tendo ido um pouco mais adiante, prostrou-se em terra; e orou para que, se fosse possível, passasse dele aquela hora.
36 Ele orava assim:
36 E disse: Aba, Pai, todas
37 Depois voltou e encontrou os três discípulos dormindo. Então disse a Pedro:
37 E, chegando, achou-os dormindo e disse a Pedro: Simão, dormes? Não podes vigiar uma hora?
38 Vigiem e orem para que não sejam tentados. É fácil querer resistir à tentação; o difícil mesmo é conseguir.
38 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade,
39 Jesus foi outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras.
39 E foi outra vez e orou, dizendo as mesmas palavras.
40 Em seguida, voltou ao lugar onde os discípulos estavam e os encontrou de novo dormindo. Eles estavam com muito sono e não conseguiam ficar com os olhos abertos. E não sabiam o que responder a Jesus.
40 E, voltando, achou-os outra vez dormindo, porque os seus olhos estavam carregados, e não sabiam o que responder-lhe.
41 Quando voltou pela terceira vez, Jesus perguntou:
41 E voltou terceira vez e disse-lhes: Dormi agora e descansai. Basta; é chegada a hora. Eis que o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos pecadores.
42 Levantem-se, e vamos embora. Vejam! Aí vem chegando o homem que está me traindo!
42 Levantai-vos, vamos; eis que está perto o que me trai.
43 Jesus ainda estava falando, quando chegou Judas, um dos doze discípulos. Vinha com ele uma multidão armada com espadas e porretes, que tinha sido mandada pelos chefes dos sacerdotes, pelos mestres da Lei e pelos líderes judeus.
43 E logo, falando ele ainda, veio Judas, que era um dos doze, da parte dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e dos anciãos, e, com ele, uma grande multidão com espadas e porretes.
44 O traidor tinha combinado com eles um sinal. Ele tinha dito: “Prendam e levem bem seguro o homem que eu beijar, pois é ele.”
44 Ora, o que o traía tinha-lhes dado um sinal, dizendo: Aquele que eu beijar, esse é; prendei-o e levai- o com segurança.
45 Logo que chegou perto de Jesus, Judas disse: — Mestre! E o beijou.
45 E, logo que chegou, aproximou-se dele e disse-lhe: Rabi, Rabi. E beijou-o.
46 Então eles pegaram Jesus e o prenderam.
46 E lançaram-lhe as mãos e o prenderam.
47 Mas um dos que estavam ali tirou a espada, atacou um empregado do Grande Sacerdote e cortou uma orelha dele.
47 E um dos que ali estavam presentes, puxando da espada, feriu o servo do sumo sacerdote e cortou-lhe uma orelha.
48 Então Jesus disse para aquela gente:
48 E, respondendo Jesus, disse-lhes: Saístes com espadas e porretes a prender-me, como a um salteador?
49 Eu estava com vocês todos os dias, ensinando no pátio do Templo, e vocês não me prenderam. Mas isso está acontecendo para se cumprir o que as
49 Todos os dias estava convosco ensinando no templo, e não me prendestes; mas isto é para que as Escrituras se cumpram.
50 Então todos os discípulos abandonaram Jesus e fugiram.
50 Então, deixando-o, todos fugiram.
51 Um jovem, enrolado num lençol, seguia Jesus. Alguns tentaram prendê-lo,
51 E um jovem o seguia, envolto em um lençol sobre o corpo nu. E lançaram-lhe as mãos,
52 mas ele largou o lençol e fugiu nu.
52 mas ele, largando o lençol, fugiu nu.
53 Em seguida, levaram Jesus até a casa do Grande Sacerdote , onde estavam reunidos os chefes dos sacerdotes, alguns líderes dos judeus e alguns mestres da Lei.
53 E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e ajuntaram-se todos os principais dos sacerdotes, e os anciãos, e os escribas.
54 Pedro seguiu Jesus de longe e entrou no pátio da casa do Grande Sacerdote. Ele sentou-se perto do fogo, com os guardas, para se esquentar.
54 E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote e estava assentado com os servidores, aquentando-se ao lume.
55 Os chefes dos sacerdotes e todo o Conselho Superior estavam procurando encontrar alguma acusação contra Jesus a fim de o condenarem à morte. Mas não conseguiram nenhuma.
55 E os principais dos sacerdotes e todo o concílio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam.
56 Muitos diziam mentiras contra ele, mas as suas histórias não combinavam umas com as outras.
56 Porque muitos testificavam falsamente contra ele, mas os testemunhos não eram coerentes.
57 Alguns se levantaram e acusaram Jesus com mentiras. Eles diziam:
57 E, levantando-se alguns, testificavam falsamente contra ele, dizendo:
58 — Nós ouvimos quando ele disse: “Vou destruir este Templo que foi construído por seres humanos e, em três dias, levantarei outro que não será construído por seres humanos.”
58 Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derribarei este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens.
59 Mesmo assim as suas histórias não combinavam umas com as outras.
59 E nem assim o testemunho deles era coerente.
60 Aí o Grande Sacerdote se levantou no meio de todos e perguntou a Jesus: — Você não vai se defender dessa acusação?
60 E, levantando-se o sumo sacerdote no Sinédrio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes? Que testificam estes contra ti?
61 Mas Jesus ficou calado e não respondeu nada. Então o Grande Sacerdote tornou a perguntar: — Você é o
61 Mas ele calou-se e nada respondeu. O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito?
62 Jesus respondeu:
62 E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.
63 Aí o Grande Sacerdote rasgou as suas próprias roupas e disse: — Não precisamos mais de testemunhas!
63 E o sumo sacerdote, rasgando as suas vestes, disse: Para que necessitamos de mais testemunhas?
64 Vocês ouviram esta blasfêmia contra Deus! Então, o que resolvem? Todos estavam contra Jesus e aí o condenaram à morte.
64 Vós ouvistes a blasfêmia; que vos parece? E todos o consideraram culpado de morte.
65 Então alguns começaram a cuspir nele. Cobriam o rosto dele, davam bofetadas nele e perguntavam: — Quem foi que bateu em você? Adivinhe! E também os guardas o pegaram e lhe deram bofetadas.
65 E alguns começaram a cuspir nele, e a cobrir-lhe o rosto, e a dar-lhe punhadas, e a dizer-lhe: Profetiza. E os servidores davam-lhe bofetadas.
66 Pedro ainda estava lá embaixo no pátio, quando apareceu uma das empregadas do Grande Sacerdote .
66 E, estando Pedro embaixo, no átrio, chegou uma das criadas do sumo sacerdote;
67 Ela viu Pedro se esquentando perto do fogo, olhou bem para ele e disse: — Você também estava com Jesus de Nazaré.
67 e, vendo a Pedro, que estava se aquentando, olhou para ele e disse: Tu também estavas com Jesus, o Nazareno.
68 Mas ele negou, dizendo: — Eu não o conheço. Não sei do que é que você está falando. E saiu para o corredor. Naquele momento, o galo cantou.
68 Mas ele negou-o, dizendo: Não o conheço, nem sei o que dizes. E saiu fora ao alpendre, e o galo cantou.
69 Quando a empregada viu Pedro ali, começou a dizer aos que estavam perto: — Este homem é um deles.
69 E a criada, vendo-o outra vez, começou a dizer aos que ali estavam: Este é um dos tais.
70 Mas ele negou outra vez. Pouco depois, as pessoas que estavam ali disseram de novo a Pedro: — Não há dúvida de que você é um deles, pois você também é da Galileia.
70 Mas ele o negou outra vez. E, pouco depois, os que ali estavam disseram outra vez a Pedro: Verdadeiramente, tu és um deles, porque és também galileu.
71 Aí Pedro disse: — Juro que não conheço esse homem de quem vocês estão falando! Que Deus me castigue se não estou dizendo a verdade!
71 E ele começou a imprecar e a jurar: Não conheço esse homem de quem falais.
72 Naquele instante o galo cantou pela segunda vez, e Pedro lembrou que Jesus lhe tinha dito: “Antes que o galo cante duas vezes, você dirá três vezes que não me conhece.” Então Pedro caiu em si e começou a chorar.
72 E o galo cantou segunda vez. E Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito: Antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás tu. E, retirando-se dali, chorou.

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