Jó 24

Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH, 2000) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 “Por que o Todo-Poderoso não marca um dia para julgar, um dia para fazer justiça aos que são dele?
1 “Por que o Todo-Poderoso não designa tempos de julgamento? E por que os que o conhecem não veem tais dias?
2 Há homens que mudam os marcos de divisa para aumentar as suas terras; eles roubam ovelhas e as põem no meio das suas.
2 Há os que removem os marcos de divisa, roubam os rebanhos e os apascentam.
3 Levam jumentos que pertencem a órfãos e ficam com o boi de uma viúva como garantia de pagamento de empréstimo.
3 Levam o jumento que pertence ao órfão, e, como penhor, ficam com o boi da viúva.
4 Eles não respeitam os direitos dos pobres e forçam os necessitados a correr e se esconder.
4 Desviam do caminho os necessitados, e os pobres da terra todos têm de se esconder.”
5 “Como se fossem jumentos selvagens, os pobres andam pelo deserto procurando alimento para os filhos.
5 “Como jumentos selvagens no deserto, os pobres saem para o seu trabalho, à procura de alimento; em campo aberto encontram comida para eles e para os seus filhos.
6 Os pobres precisam trabalhar nas colheitas dos maus e apanham uvas para eles.
6 Cortam o seu pasto no campo, e apanham as uvas que ficaram nas vinhas dos ímpios.
7 Não têm cobertas para se cobrir de noite, não têm nada que os proteja do frio.
7 Passam a noite nus por falta de roupa e não têm cobertas contra o frio.
8 Nas montanhas são encharcados pelas chuvas e procuram abrigo nas rochas.
8 São encharcados pelas chuvas das montanhas e, por falta de abrigo, abraçam-se às rochas.
9 Os perversos pegam orfãozinhos e fazem deles escravos e recebem os filhos dos necessitados como pagamento de dívidas.
9 Orfãozinhos são arrancados do peito, e dos pobres se toma penhor.
10 Os pobres andam por aí quase nus e passam fome enquanto trabalham na colheita do trigo.
10 Os pobres andam nus, sem roupa, e, famintos, carregam os feixes.
11 Eles movem as pedras dos moinhos dos maus para fazer azeite e pisam as suas uvas para fazer vinho, mas morrem de sede durante esse trabalho.
11 Entre os muros desses perversos espremem o azeite; pisam as uvas no lagar, enquanto padecem sede.
12 Os feridos e os que estão morrendo gritam nas cidades, mas Deus não escuta os seus gritos pedindo socorro.
12 Desde as cidades gemem os que estão para morrer, e a alma dos feridos pede socorro, mas Deus não considera isso anormal.”
13 “Os perversos odeiam a luz; em todos os seus caminhos, em tudo o que fazem, não querem saber dela.
13 “Os perversos são inimigos da luz, não conhecem os seus caminhos, nem permanecem nas suas veredas.
14 O assassino se levanta de madrugada para matar o pobre e de noite vira ladrão.
14 O assassino se levanta de madrugada, mata o pobre e o necessitado, e de noite se torna ladrão.
15 O adúltero espera o cair da noite e cobre o rosto para que ninguém o veja.
15 O olho do adúltero aguarda o crepúsculo, dizendo: ‘Ninguém me verá’; e cobre o rosto.
16 Os ladrões invadem de noite as casas; eles não saem de dia, pois não querem nada com a luz.
16 Nas trevas, ladrões invadem as casas, mas de dia ficam escondidos; não querem nada com a luz.
17 Eles têm medo da luz do dia, mas a escuridão não os deixa apavorados.”
17 Pois a manhã é para todos eles como sombra de morte, mas os terrores da noite lhes são familiares.”
18 “O homem mau é arrastado pela enchente. As suas terras são amaldiçoadas por Deus, e ele não volta a trabalhar na sua plantação de uvas.
18 “Os perversos são levados rapidamente na superfície das águas; a porção deles na terra é maldita, e por isso já não andam pelo caminho das vinhas.
19 Como a neve se derrete no tempo seco e no calor, assim também o pecador desaparece da terra dos vivos.
19 A seca e o calor desfazem as águas da neve; a sepultura faz o mesmo com os que pecaram.
20 A própria mãe não lembra dele. Os vermes o devoram com gosto, e ele é esquecido por todos. O pecador é destruído como uma árvore que cai.
20 A mãe se esquecerá deles, os vermes os comerão com gosto; nunca mais haverá lembrança deles. A injustiça será quebrada como uma árvore.
21 Isso acontece porque ele nunca ajudou as viúvas, nem teve pena das mulheres que não podem ter filhos.
21 Maltratam as estéreis, que não têm filhos, e não fazem o bem às viúvas.
22 Deus, com o seu poder, destrói os maus; ele age e acaba com a vida dos perversos.
22 Mas Deus, por sua força, prolonga os dias dos valentes; eles se veem em pé quando desesperavam da vida.
23 Deus deixa que vivam seguros, mas fica sempre de olho neles.
23 Ele lhes dá descanso, e nisso se apoiam; mas os olhos de Deus estão atentos aos caminhos deles.
24 Durante algum tempo, os perversos prosperam, mas num instante secam como o capim, são cortados como as espigas de trigo.
24 São exaltados por breve tempo; depois, passam, colhidos como todos os demais; são cortados como as espigas do trigo.
25 Quem pode dizer que essas coisas não são assim? Será que alguém pode provar que não estou dizendo a verdade?”
25 Se não é assim, quem me desmentirá e anulará as minhas palavras?”

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