Lamentações 3

Nova Almeida Atualizada (NAA, 2017) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Eu sou o homem que viu a aflição causada pela vara do furor de Deus.
1 Eu sou o homem que viu a aflição pela vara do furor de Deus.
2 Ele me levou e me fez andar nas trevas e não na luz.
2 Ele me levou e me fez andar em trevas e não na luz.
3 Certamente ele voltou a sua mão contra mim, sem parar, todo o dia.
3 Deveras ele volveu contra mim a mão, de contínuo, todo o dia.
4 Fez envelhecer a minha carne e a minha pele, e despedaçou os meus ossos.
4 Fez envelhecer a minha carne e a minha pele, despedaçou os meus ossos.
5 Construiu rampas de ataque contra mim e me cercou de amargura e dor.
5 Edificou contra mim e me cercou de veneno e de dor.
6 Ele me faz habitar na escuridão, como aqueles que morreram há muito tempo.
6 Fez-me habitar em lugares tenebrosos, como os que estão mortos para sempre.
7 Cercou-me de um muro, e já não posso sair; prendeu-me com pesadas correntes.
7 Cercou-me de um muro, e já não posso sair; agravou-me com grilhões de bronze.
8 Mesmo quando clamo e grito, ele fecha os ouvidos à minha oração.
8 Ainda quando clamo e grito, ele não admite a minha oração.
9 Fechou os meus caminhos com blocos de pedra, fez tortuosas as minhas veredas.
9 Fechou os meus caminhos com pedras lavradas, fez tortuosas as minhas veredas.
10 Foi para mim como um urso à espreita, como um leão pronto para atacar.
10 Fez-se-me como urso à espreita, um leão de emboscada.
11 Desviou os meus caminhos e me fez em pedaços; depois me abandonou.
11 Desviou os meus caminhos e me fez em pedaços; deixou-me assolado.
12 Entesou o seu arco e me pôs como alvo de suas flechas.
12 Entesou o seu arco e me pôs como alvo à flecha.
13 As flechas da sua aljava atingiram o meu coração.
13 Fez que me entrassem no coração as flechas da sua aljava.
14 Fui feito motivo de riso para todo o meu povo, e a sua canção de deboche o dia inteiro.
14 Fui feito objeto de escárnio para todo o meu povo e a sua canção, todo o dia.
15 Fartou-me de amarguras, e me saciou de absinto.
15 Fartou-me de amarguras, saciou-me de absinto.
16 Quebrou os meus dentes nas pedras, e cobriu-me de cinza.
16 Fez-me quebrar com pedrinhas de areia os meus dentes, cobriu-me de cinza.
17 Já não sei o que é ter paz e esqueci o que é desfrutar do bem.
17 Afastou a paz de minha alma; esqueci-me do bem.
18 Então eu disse: “Não tenho mais forças. A minha esperança no
18 Então, disse eu: já pereceu a minha glória, como também a minha esperança no
19 Lembra-te da minha aflição e do meu andar errante, do absinto e da amargura.
19 Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do veneno.
20 Minha alma continuamente se lembra disso e se abate dentro de mim.
20 Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim.
21 Quero trazer à memória o que pode me dar esperança.
21 Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.
22 As misericórdias do de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
22 As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
23 renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.
23 renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade.
24 A minha porção é o Senhor , diz a minha alma; portanto, esperarei nele.
24 A minha porção é o Senhor , diz a minha alma; portanto, esperarei nele.
25 O Senhor é bom para os que esperam nele, para aqueles que o buscam.
25 Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca.
26 Bom é aguardar a salvação do e isso, em silêncio.
26 Bom é aguardar a salvação do Senhor , e isso, em silêncio.
27 Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.
27 Bom é para o homem suportar o jugo na sua mocidade.
28 Que ele se assente solitário e fique em silêncio, porque esse jugo Deus pôs sobre ele.
28 Assente-se solitário e fique em silêncio; porquanto esse jugo Deus pôs sobre ele;
29 Ponha a sua boca no pó; talvez ainda haja esperança.
29 ponha a boca no pó; talvez ainda haja esperança.
30 Dê a face ao que o fere e suporte todas as afrontas.
30 Dê a face ao que o fere; farte-se de afronta.
31 O Senhor não rejeitará para sempre.
31 O Senhor não rejeitará para sempre;
32 Ainda que entristeça alguém, terá compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias.
32 pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias;
33 Porque não aflige nem entristece de bom grado os filhos dos homens.
33 porque não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens.
34 Pisar debaixo dos pés todos os prisioneiros da terra,
34 Pisar debaixo dos pés a todos os presos da terra,
35 perverter o direito do homem diante do Altíssimo,
35 perverter o direito do homem perante o Altíssimo,
36 subverter a justiça num processo — será que o Senhor não veria tais coisas?
36 subverter ao homem no seu pleito, não o veria o Senhor?
37 Quem é aquele que diz, e assim acontece, sem que o Senhor o tenha ordenado?
37 Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande?
38 Por acaso, não é da boca do Altíssimo que procedem tanto o mal como o bem?
38 Acaso, não procede do Altíssimo tanto o mal como o bem?
39 Por que se queixa o homem? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.
39 Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.
40 Examinemos bem os nossos caminhos e voltemos para o
40 Esquadrinhemos os nossos caminhos, provemo-los e voltemos para o
41 Levantemos o coração, juntamente com as mãos, para Deus nos céus, dizendo:
41 Levantemos o coração, juntamente com as mãos, para Deus nos céus, dizendo:
42 “Nós pecamos e fomos rebeldes, e tu não nos perdoaste.”
42 Nós prevaricamos e fomos rebeldes, e tu não nos perdoaste.
43 Cobriste-nos de ira e nos perseguiste; nos mataste sem dó nem piedade.
43 Cobriste-nos de ira e nos perseguiste; e sem piedade nos mataste.
44 De nuvens te encobriste para que a nossa oração não passe.
44 De nuvens te encobriste para que não passe a nossa oração.
45 Como lixo e refugo nos puseste no meio dos povos.
45 Como cisco e refugo nos puseste no meio dos povos.
46 Todos os nossos inimigos abriram a boca contra nós.
46 Todos os nossos inimigos abriram contra nós a boca.
47 Sobre nós vieram o temor e a cova, a desolação e a ruína.
47 Sobre nós vieram o temor e a cova, a assolação e a ruína.
48 Dos meus olhos correm rios de lágrimas, por causa da destruição da filha do meu povo.
48 Dos meus olhos se derramam torrentes de águas, por causa da destruição da filha do meu povo.
49 Os meus olhos choram, não cessam, e não há descanso,
49 Os meus olhos choram, não cessam, e não há descanso,
50 até que o Senhor atenda e veja lá do céu.
50 até que o Senhor atenda e veja lá do céu.
51 O que vejo entristece a minha alma: o sofrimento de todas as filhas da minha cidade.
51 Os meus olhos entristecem a minha alma, por causa de todas as filhas da minha cidade.
52 Aqueles que sem motivo são meus inimigos caçaram-me como se eu fosse uma ave.
52 Caçaram-me, como se eu fosse ave, os que sem motivo são meus inimigos.
53 Lançaram-me vivo numa cova e atiraram pedras sobre mim.
53 Para me destruírem, lançaram-me na cova e atiraram pedras sobre mim.
54 Águas correram sobre a minha cabeça; então eu disse: “Estou perdido!”
54 Águas correram sobre a minha cabeça; então, disse: estou perdido!
55 Da mais profunda cova, Senhor , invoquei o teu nome.
55 Da mais profunda cova, Senhor , invoquei o teu nome.
56 Ouviste a minha voz, quando pedi: “Não feches os teus ouvidos aos meus lamentos, ao meu clamor.”
56 Ouviste a minha voz; não escondas o ouvido aos meus lamentos, ao meu clamor.
57 No dia em que te invoquei, chegaste perto de mim e disseste: “Não tenha medo.”
57 De mim te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas.
58 Defendeste a minha causa, Senhor; remiste a minha vida.
58 Pleiteaste, Senhor, a causa da minha alma, remiste a minha vida.
59 Viste, Senhor , a injustiça que me fizeram; julga a minha causa.
59 Viste, Senhor , a injustiça que me fizeram; julga a minha causa.
60 Viste toda a sua vingança, todos os seus planos contra mim.
60 Viste a sua vingança toda, todos os seus pensamentos contra mim.
61 Ouviste as suas afrontas, todos os seus planos contra mim,
61 Ouviste as suas afrontas, Senhor , todos os seus pensamentos contra mim;
62 as acusações que me fazem e o que murmuram contra mim, o dia todo.
62 as acusações dos meus adversários e o seu murmurar contra mim, o dia todo.
63 Observa-os quando se assentam e quando se levantam; eu sou motivo de zombaria para eles.
63 Observa-os quando se assentam e quando se levantam; eu sou objeto da sua canção.
64 Tu, Senhor , lhes retribuirás segundo a obra das mãos deles.
64 Tu lhes darás a paga, Senhor , segundo a obra das suas mãos.
65 Tu lhes darás dureza de coração, que é a tua maldição sobre eles.
65 Tu lhes darás cegueira de coração, a tua maldição imporás sobre eles.
66 Na tua ira, os perseguirás, e eles serão eliminados de debaixo dos céus do
66 Na tua ira, os perseguirás, e eles serão eliminados de debaixo dos céus do

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