Jó 19

Nova Almeida Atualizada (NAA, 2017) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Então Jó respondeu:
1 Então, respondeu Jó:
2 “Até quando vocês vão me atormentar e me esmagar com as suas palavras?
2 Até quando afligireis a minha alma e me quebrantareis com palavras?
3 Já dez vezes vocês me insultaram e não se envergonham de me injuriar.
3 Já dez vezes me vituperastes e não vos envergonhais de injuriar-me.
4 Se eu tivesse realmente cometido algum erro, isso interessaria somente a mim.
4 Embora haja eu, na verdade, errado, comigo ficará o meu erro.
5 Se vocês querem se engrandecer contra mim e usam a minha vergonha como argumento contra mim,
5 Se quereis engrandecer-vos contra mim e me arguis pelo meu opróbrio,
6 então saibam que Deus foi injusto comigo e me cercou com a sua rede.”
6 sabei agora que Deus é que me oprimiu e com a sua rede me cercou.
7 “Eis que clamo: ‘Violência!’, mas não sou ouvido; grito: ‘Socorro!’, porém não há justiça.
7 Eis que clamo: violência! Mas não sou ouvido; grito: socorro! Porém não há justiça.
8 Deus fechou o meu caminho, e não consigo passar; e nas minhas veredas pôs trevas.
8 O meu caminho ele fechou, e não posso passar; e nas minhas veredas pôs trevas.
9 Despojou-me da minha honra e tirou a coroa da minha cabeça.
9 Da minha honra me despojou e tirou-me da cabeça a coroa.
10 Arruinou-me de todos os lados, e eu me vou; tirou-me a esperança, como se arranca uma árvore.
10 Arruinou-me de todos os lados, e eu me vou; e arrancou-me a esperança, como a uma árvore.
11 Acendeu contra mim a sua ira e me trata como um dos seus adversários.
11 Inflamou contra mim a sua ira e me tem na conta de seu adversário.
12 Juntas vieram as suas tropas; prepararam contra mim o seu caminho e acamparam ao redor da minha tenda.”
12 Juntas vieram as suas tropas, prepararam contra mim o seu caminho e se acamparam ao redor da minha tenda.
13 “Deus levou os meus irmãos para longe de mim, e os que me conhecem, como estranhos, se afastaram de mim.
13 Pôs longe de mim a meus irmãos, e os que me conhecem, como estranhos, se apartaram de mim.
14 Os meus parentes me abandonaram, e os meus conhecidos se esqueceram de mim.
14 Os meus parentes me desampararam, e os meus conhecidos se esqueceram de mim.
15 Os que se abrigam na minha casa e as minhas servas me consideram como um estranho; vim a ser um estrangeiro aos olhos deles.
15 Os que se abrigam na minha casa e as minhas servas me têm por estranho, e vim a ser estrangeiro aos seus olhos.
16 Chamo o meu servo, e ele não me responde; tenho de suplicar-lhe, eu mesmo.
16 Chamo o meu criado, e ele não me responde; tenho de suplicar-lhe, eu mesmo.
17 O meu hálito é intolerável à minha mulher, e pelo mau cheiro sou repugnante aos meus irmãos.
17 O meu hálito é intolerável à minha mulher, e pelo mau cheiro sou repugnante aos filhos de minha mãe.
18 Até as crianças me desprezam, e, quando tento me levantar, zombam de mim.
18 Até as crianças me desprezam, e, querendo eu levantar-me, zombam de mim.
19 Todos os meus amigos íntimos me detestam, e até os que eu amava se voltaram contra mim.
19 Todos os meus amigos íntimos me abominam, e até os que eu amava se tornaram contra mim.
20 Os meus ossos se apegam à minha pele e à minha carne; escapei só com a pele dos meus dentes.
20 Os meus ossos se apegam à minha pele e à minha carne, e salvei-me só com a pele dos meus dentes.
21 Tenham pena de mim, meus amigos, tenham pena de mim, porque a mão de Deus me atingiu.
21 Compadecei-vos de mim, amigos meus, compadecei-vos de mim, porque a mão de Deus me atingiu.
22 Por que vocês me perseguem como Deus me persegue e não cessam de devorar a minha carne?”
22 Por que me perseguis como Deus me persegue e não cessais de devorar a minha carne?
23 “Quem dera fossem agora escritas as minhas palavras! Quem dera fossem gravadas em livro!
23 Quem me dera fossem agora escritas as minhas palavras! Quem me dera fossem gravadas em livro!
24 Que, com pena de ferro e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha!
24 Que, com pena de ferro e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha!
25 Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra.
25 Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra.
26 Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus.
26 Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus.
27 Eu o verei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade o meu coração desfalece dentro de mim.”
27 Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim.
28 “Se vocês disserem: ‘Como o perseguiremos?’ E: ‘A causa deste mal se acha nele mesmo’,
28 Se disserdes: Como o perseguiremos? E: A causa deste mal se acha nele,
29 então tenham medo da espada, porque tais acusações merecem o seu furor, para que vocês saibam que há um juízo.”
29 temei, pois, a espada, porque tais acusações merecem o seu furor, para saberdes que há um juízo.

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