Jeremias 51
mri2012 (MRI2012) vs VC
1 Ko te kupu tēnei a Ihowā:
1 Eis o que declara o Senhor: vou levantar contra Babilônia e sua população de Lebcamai um vento de destruição.
2 Ka ungā anō e ahau he kaitītaritari ki Papurōna,
2 Vou enviar a Babilônia cesteiros que a irão joeirar, e que lhe deixarão vazia a terra, porque, no dia da desgraça, de todos os lados cairão sobre ela.
3 Kaua te kaikōpere e whakapiko i tāna kōpere,
3 Que o arqueiro não retese seu arco contra o arqueiro nem se pavoneie em sua couraça. Não lhe poupeis a mocidade; exterminai todo o seu exército.
4 Nā, ka hinga ngā tūpāpaku ki te whenua o ngā Karari,
4 Caiam eles, feridos de morte, na terra dos caldeus, e transpassados nas ruas de Babilônia!
5 Kāhore hoki a Īharaira i whakarērea, kāhore anō hoki a Hūrā,
5 Porque Israel e Judá não enviuvaram do seu Deus, o Senhor dos exércitos, se bem que sejam terras cheias de crimes contra o Santo de Israel.
6 “Rere atu i roto o Papurōna,
6 Fugi para longe do recinto de Babilônia; que cada um salve a vida e não pereça nos seus crimes, pois chegado é o tempo da vingança do Senhor que lhe vai dar o que mereceu.
7 He kapu kōura a Papurōna i roto i te ringa o Ihowā,
7 Era Babilônia na mão do Senhor qual taça de ouro que embriagava toda a terra; bebiam as nações o seu vinho e enlouqueciam.
8 Inamata kua taka a Papurōna, kua pakaru.
8 Caiu, porém, de repente, Babilônia: está esmagada. Chorai sobre ela! Ide à procura de um bálsamo para a sua ferida; talvez venha a curar-se.
9 “ ‘Tērā e rongoātia e mātou a Papurōna,
9 Tentamos curar Babilônia, mas em vão. Deixai-a! Vamos cada qual para sua terra. Atingem o céu as suas faltas, sobem tão alto quanto as nuvens.
10 “ ‘Kua whakaputaina e Ihowā tō tātou tika;
10 Pôs o Senhor em evidência a justiça de nossa causa. Vinde, a fim de que narremos em Sião a obra do Senhor, nosso Deus!
11 “Whakakoia ngā pere!
11 Aguçai vossas flechas! Colocai vossos escudos! Excitou o Senhor o espírito dos reis da Média, terra que deseja destruir Babilônia. É a vingança do Senhor, a vingança do seu templo.
12 Whakaarahia he kara ki ngā taiepa o Papurōna;
12 Levantai bandeira sobre os muros de Babilônia! Reforçai a guarda! Colocai sentinelas! Armai emboscadas! Porque o Senhor executa o plano que concebeu, a ameaça que proferiu contra os babilônicos.
13 E te wahine e noho nā i runga i ngā wai maha,
13 Tu que te assentas sobre as grandes águas, e que possuis imensos tesouros, chegou teu fim. Acabaram-se as tuas rapinas.
14 Kua oatitia e Ihowā o ngā mano tōna oranga, kua mea:
14 Jurou-o o Senhor dos exércitos, por si mesmo: Encher-te-ei de homens tão numerosos como gafanhotos, que lançarão gritos triunfantes sobre ti.
15 “Nāna i hanga te whenua, nā tōna kaha;
15 Criou ele a terra por seu poderio; firmou o mundo com a sua sabedoria, e em sua inteligência estendeu os céus.
16 Kia puaki tōna reo, ka haruru ngā wai i ngā rangi,
16 Ao som de sua voz acumularam-se as águas nos céus; dos confins da terra faz subirem as nuvens, resolve em chuvas os relâmpagos, e de seus reservatórios tira os ventos.
17 “Ka pōauau katoa te tangata, ka kore he mōhio;
17 Atônitos ficam, então, os homens. Envergonha-se o artífice da estátua que modelou, porque os ídolos que fundiu não passam de mentiras, e não possuem vida.
18 He horihori kau rātou, he mea pōhēhē;
18 São apenas vãos simulacros, que se desvanecerão no dia do castigo,
19 Kāhore e rite ki ērā te wāhi i a Hākopa;
19 O mesmo não acontecerá àquele que é a herança de Jacó, pois ele criou tudo, e Israel é a tribo do seu patrimônio. Seu nome é Javé dos exércitos.
20 “Ko koe tāku toki poutangata,
20 És para mim um martelo, uma arma de guerra. Por teu intermédio esmago nações, aniquilo reinos
21 hei wāwāhi anō koe māku mō te hōiho rāua ko tōna kaieke;
21 e destruo o cavalo e o cavaleiro, o carro e o cocheiro
22 hei wāwāhi koe māku mō te tangata, mō te wahine;
22 por meio de ti despedaço homens e mulheres, velhos e crianças e quebranto o jovem e a jovem.
23 hei wāwāhi koe māku mō te hēpara, mō tāna kāhui;
23 Por tuas mãos exterminarei pastores e rebanhos, lavradores e suas juntas, governantes e magistrados.
24 “Ka utua hoki e ahau a Papurōna, me ngā tāngata katoa o Karari mō tā rātou kino katoa i mea ai rātou ki Hiona i tā koutou tirohanga,” e ai tā Ihowā.
24 Mas, à Babilônia e aos caldeus retribuirei, ante vossos olhos, todo o mal que fizeram a Sião - oráculo do Senhor.
25 “Nanā, hei hoariri ahau mōu, e te maunga whakamōtī,”
25 É contra ti que me lanço, monte destruidor - oráculo do Senhor -, tu que destróis toda a terra; contra ti vou estender a mão, para precipitar-te do alto dos rochedos, e fazer de ti montanha em chamas.
26 Ā, e kore tētahi kōhatu e tangohia mai e rātou i a koe mō te kokonga,
26 De teus escombros não se poderá tirar pedra de ângulo, nem pedra de alicerce, porque te hás de transformar em eterna ruína - oráculo do Senhor.
27 “Whakaarahia e koe he kara ki te whenua,
27 Por toda a terra erguei o estandarte, tocai a trombeta entre as nações. E contra ela uni os povos em guerra santa, mobilizai os reinos de Ararat, de Meni e Ascenez! Contra ela nomeai escribas recrutadores, e lançai os cavalos, quais gafanhotos eriçados.
28 Kia rite mai ngā iwi, ngā kīngi o ngā Meri,
28 Recrutai contra ela os povos em guerra santa, os reis da Média, seus governadores e oficiais, e todas as terras de seu domínio.
29 Nā, kei te wiri te whenua, kei te mamae;
29 Treme a terra e se turba, porque se cumpre a ameaça do Senhor, contra Babilônia, de reduzir a terra de Babilônia a um lugar ermo e de horror.
30 Kua kāhore ngā mārohirohi o Papurōna e whawhai,
30 Deixaram de lutar os guerreiros de Babilônia, abrigando-se nas fortalezas. Quebrou-se-lhes o vigor, mais pareciam mulheres. Incendiaram-se as casas: quebram-se os ferrolhos.
31 Ka rere tētahi kaikōrero kia tūtaki ki tētahi,
31 Surgem correio sobre correio, mensageiros sobre mensageiros, anunciando ao rei de Babilônia que toda a cidade se acha cercada,
32 kua riro anō ngā whitinga,
32 que estão fechadas as passagens e os fortins em fogo, e consternados os guerreiros.
33 Ko te kupu hoki tēnei a Ihowā o ngā mano, a te Atua o Īharaira:
33 Porque eis o que falou o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Assemelha-se a filha de Babilônia à eira do tempo do apisoamento, ainda por um pouco, e para ela logo virá o tempo da colheita.
34 “Kua pau ahau i a Nepukareha kīngi o Papurōna,
34 Tragou-me, partiu-me Nabucodonosor, rei de Babilônia, deixou-me qual vaso vazio. Engoliu-me, como o faria um dragão, enchendo o ventre do que de melhor eu possuía, e expulsou-me.
35 Hei runga i Papurōna te tūkinotanga ki ahau, ki ōku kikokiko hoki,”
35 Recaia sobre Babilônia a nossa carne dilacerada!, dizem os habitantes de Sião; E sobre a Caldéia o meu sangue derramado!, diz Jerusalém.
36 Mō reira ko te kupu tēnei a Ihowā:
36 Eis por que, assim falou o Senhor: Vou tomar tua causa em minhas mãos, e hei de vingar-te. Porei teu mar a seco e estancarei suas nascentes.
37 Ā, ka waiho a Papurōna hei pūranga,
37 Tornar-se-á Babilônia um amontoado de pedras, covil de chacais, objeto de horror, lugar ermo, que será escarnecido.
38 Ka hāmama ngātahi rātou, ānō he raiona;
38 Rugem seus homens em multidão como leões, e rosnam como leõezinhos.
39 Kia werawera rātou, ka takā e ahau he hākari mā rātou,
39 Quando estiverem sequiosos, dar-lhes-ei de beber, e os embriagarei a fim de que se deleitem, adormecendo-os num sono eterno, do qual não mais despertem - oráculo do Senhor.
40 “Ka riro rātou i ahau ki raro, ānō he reme ki te patunga;
40 Fá-los-ei, como carneiros, descer ao matadouro, quais cordeiros e cabritos.
41 “Taukiri e, kua horo a Hehaka,
41 Como foi tomada Sesac, e vencida a glória de toda a terra? Como se tornou Babilônia objeto de horror, no meio das nações?
42 Kua tae ake te moana ki Papurōna;
42 Subiu o mar contra Babilônia, e ela foi coberta pela multidão de suas ondas.
43 Kua mōtī ōna pā,
43 Tornaram-se desertos seus arredores, terra árida e desolada, onde ninguém mais há de morar, e nenhum ser humano habitar.
44 Ka whiua hoki e ahau a Pere i Papurōna,
44 Castigarei Bel em Babilônia tirando-lhe da boca o que havia comido. E dela não se acercarão mais as nações. Eis que se desmorona a muralha de Babilônia!
45 “E tāku iwi, puta atu i roto i a ia!
45 Sai de lá, povo meu! Salve cada um a própria vida, ante a cólera ardente do Senhor!
46 Kei hopī ō koutou ngākau, kei wehi hoki koutou
46 Não se desfaleça o vosso coração. Não tenhais medo das notícias que se farão ouvir na terra. Durante um ano um rumor far-se-á ouvir e outro rumor no ano seguinte: Violências na terra, tirano contra tirano.
47 Mō reira, nanā, kei te haere mai ngā rā
47 Eis por que virão dias em que me lançarei contra os ídolos de Babilônia: será, então, coberta de vergonha a terra inteira, em cujo meio cairão os homens feridos de morte.
48 Nā, kātahi ka waiata te rangi me te whenua,
48 O céu, a terra e tudo quanto encerram lançarão sobre Babilônia exclamações de alegria - oráculo do Senhor - porque contra ela se lançaram os devastadores vindos do norte.
49 “I te mea nā Papurōna i mea ngā tūpāpaku o Īharaira kia hinga,
49 Ó mortos de Israel, necessário é que caia Babilônia por sua vez, assim como, por causa dela, caíram todos os mortos da terra.
50 E koutou kua mawhiti atu nā i te hoari,
50 Escapai da espada; parti, não vos detenhais. Na terra longínqua, não vos esqueçais do Senhor, e seja Jerusalém o sonho de vossos corações.
51 “Whakamā ana mātou,
51 Estamos confundidos; ouvimos a injúria, e a vergonha cobriu-nos os rostos, porque estrangeiros penetraram no santuário do templo.
52 “Mō reira, nanā, kei te haere mai ngā rā,” e ai tā Ihowā,
52 Eis por que virão dias - oráculo do Senhor - em que me lançarei contra os ídolos de Babilônia e em que, na terra inteira, gemerão aqueles que são massacrados.
53 Ahakoa i kake atu a Papurōna ki runga ki te rangi,
53 Ainda que Babilônia atingisse os céus e sua alta fortaleza se tornasse inacessível, os devastadores, sob minhas ordens, não deixarão de alcançá-la - oráculo do Senhor.
54 “He reo te hāmama mai nei i Papurōna,
54 Eleva-se de Babilônia um clamor, e da Caldéia irrompe um tumulto de grande desastre.
55 Nō te mea kei te pāhua a Ihowā i Papurōna,
55 É o Senhor quem devasta Babilônia, fazendo-lhe calar o ruído das vozes. Bramem como torrentes de água as suas ondas e ressoam os seus gritos,
56 Kua tae mai hoki te kaipāhua ki a ia,
56 porquanto contra Babilônia se arrojou o devastador. Foram presos os guerreiros e quebrados os seus arcos, porque o Senhor, que é o Deus das contas, não deixará de lhes dar a paga.
57 Nā, ka whakahaurangitia e ahau ōna rangatira, ōna tāngata whakaaro nui,
57 Embriagarei seus chefes e seus sábios, seus governantes, oficiais e guerreiros que dormirão um sono eterno e jamais despertarão! - Oráculo do rei, cujo nome é Javé dos exércitos.
58 Ko te kupu tēnei a Ihowā o ngā mano:
58 Eis o que diz o Senhor dos exércitos: as muralhas imensas de Babilônia serão inteiramente arrasadas, e suas portas, altas como são, incendiadas. Assim, de nada valeram os sofrimentos dos povos, e em proveito do fogo esgotaram-se as nações.
59 Ko te kupu i whakahaua e Heremaia poropiti ki a Heraia tama a Neria tama a Maaheia i tō rāua haerenga tahitanga atu ko Terekia kīngi o Hūrā ki Papurōna i te whā o ngā tau o tōna kīngitanga. Nā, ko Heraia te tino rangatira o te whare kīngi.
59 Eis a ordem dada pelo profeta Jeremias a Saraías, filho de Néria, filho de Maasias, ao ir a Babilônia com Sedecias, rei de Judá, no quarto ano de seu reinado. Era Saraías o camareiro-mor.
60 Nā, tuhituhia iho e Heremaia ki te pukapuka te kino katoa meāke puta ki Papurōna, arā ēnei kupu katoa kua tuhituhia nei mō Papurōna.
60 Havia Jeremias escrito num livro todas as calamidades que haveriam de atingir Babilônia e todas as predições sobre ela.
61 Ā, i mea a Heremaia ki a Heraia, “E tae koe ki Papurōna, me tino kōrero e koe ēnei kupu katoa,
61 E disse, então, a Saraías: Quando chegares a Babilônia, procurarás um meio de ler todas essas palavras.
62 ā, ka mea, ‘E Ihowā, kua kōrerotia e koe tēnei wāhi kia hātepea atu, kia kaua hoki tētahi e noho ki konei, tangata rānei, kararehe rānei, engari kia waiho tonu hei ururua ake ake.’
62 Assim, dirás: Senhor, fostes vós que declarastes a destruição desta cidade, que se tornaria inabitável para homens e animais, transformando-se em solidão eterna.
63 Nā, ka mutu tāu kōrero i tēnei pukapuka, herea e koe ki reira tētahi kōhatu, ka maka atu ai ki waenganui o Uparati,
63 E quando terminares a leitura do que nele se acha escrito, tu o ligarás a uma pedra e o lançarás ao Eufrates,
64 ā, ka mea atu koe, ‘Ka pēnei te totohutanga o Papurōna, e kore hoki e puea ake anō, i te kino e tākina mai e ahau ki runga ki a ia; ā, ka ruha rātou.’ ”
64 Dizendo: assim será mergulhada Babilônia, sem que jamais se possa erguer da calamidade que lançarei contra ela. {E cairão extenuados.} Fim dos oráculos de Jeremias.
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