Jeremias 4
mri2012 (MRI2012) vs VC
1 “Ki te mea ka hoki mai koe e Īharaira,”
1 Se tu, Israel, voltares - oráculo do Senhor, se voltares para mim, se ante meu olhar te despojares de tuas práticas abomináveis; se não andares a vaguear de um lado para outro,
2 ka oati anō koe, ‘Kei te ora a Ihowā,’
2 se pela vida do Senhor jurares, lealmente, com retidão e justiça, então as nações incluir-te-ão em suas bênçãos, e almejarão partilhar de tua glória.
3 Ko te kupu hoki tēnei a Ihowā ki ngā tāngata o Hūrā, ā, ki Hiruhārama:
3 Assim fala o Senhor aos homens de Judá e Jerusalém: Desbravai um novo campo, evitai semear entre espinhos, ó homens de Judá e Jerusalém.
4 Kotia hoki koutou, hei mea ki a Ihowā,
4 Circuncidai-vos em honra do Senhor, tirai os prepúcios de vossos corações, para que meu furor se não converta em fogo, e não vos consuma, sem que ninguém possa extingui-lo, por causa da perversidade de vossos atos.
5 “Karangatia i roto i a Hūrā, kia rongo a Hiruhārama, mea atu:
5 Dai o alarme ao povo de Judá, avisai Jerusalém; mandai soar a trombeta pela terra inteira; gritai em altas vozes! Proclamai: Reuni-vos! Retiremo-nos para as cidades fortificadas!
6 Whakaarahia te kara ki te ritenga o Hiona,
6 Erguei um estandarte dos lados de Sião! Abrigai-vos, não vos detenhais! Pois que vou desencadear do norte uma desgraça, catástrofe imensa.
7 Kei te haere mai he raiona i tōna urupuia rākau,
7 Do seu covil parte um leão, e qual demolidor de nações se põe a caminho, saindo de seu refúgio para transformar em deserto a tua terra, e as cidades em desolação, onde ninguém mais habitará.
8 Mō konei whītikiria he kākahu taratara ki a koutou,
8 Revesti-vos, pois, de saco, chorai e gemei, pois que a tremenda cólera do Senhor não se afastou de nós.
9 “I taua rā,” e ai tā Ihowā,
9 Naquele dia, - oráculo do Senhor -, faltará a coragem tanto ao rei como aos chefes; os sacerdotes serão tomados de terror; e os profetas, de espanto.
10 Anō rā ko ahau, “Auē, e te Ariki, e Ihowā, kua pōhēhē rawa i a koe tēnei iwi, a Hiruhārama anō, i te kupu nei, ‘Ka mau te rongo ki a koutou.’ Tēnā ia, kua pā te hoari ki te wairua.”
10 Dir-se-á: Ah! Senhor JAVÉ! Na verdade enganastes este povo e Jerusalém, quando lhe dissestes: Tereis a paz, no momento em que a espada ia feri-los de morte.
11 I taua wā ka kōrerotia ki tēnei iwi, ki Hiruhārama anō, “He hau wera nō ngā wāhi tiketike i te koraha e tika mai ana ki te tamāhine a tāku iwi, ehara i te mea hei pōwhiriwhiri, hei tahi rānei –
11 Naquele tempo, dir-se-á a esse povo e a Jerusalém: qual vento abrasador desencadeado das colinas do deserto; incapaz de joeirar e purificar, assim é o proceder da filha do meu povo;
12 he hau tōtōpū nō aua wāhi ka tae mai ki ahau. Ākuanei ahau whakapuaki ai i te whakawā mō rātou.”
12 vento impetuoso chega de lá até mim, mas, por minha vez, vou agora pronunciar minha sentença:
13 Nanā, ko tōna haerenga mai ka rite ki ngā kapua,
13 eis que alguém se levanta, como nuvens tempestuosas. São seus carros semelhantes ao furacão, seus cavalos, mais ligeiros que águias. Ai de nós! Estamos perdidos!
14 Horoia atu te kino o tōu ngākau e Hiruhārama,
14 Jerusalém, limpa o coração da maldade, a fim de que consigas a salvação. Até quando abrigarás no coração pensamentos que te são funestos?
15 Nō te mea e whakaatu mai ana he reo i Rāna,
15 Eis que uma voz, vinda de Dã, dá o alarme, e desde os montes de Efraim anuncia a calamidade.
16 “Kōrero ki ngā iwi;
16 Proclamai-a às nações, ei-la! Levai a notícia até Jerusalém: assaltantes chegam de terra longínqua, lançando clamores contra as cidades de Judá.
17 Ko tā rātou ki a ia rite tonu ki tā ngā kaitiaki
17 Quais guardiães de campo, circundam a cidade, por se haver ela revoltado contra mim - oráculo do Senhor.
18 “Nā tōu ara, nā āu mahi,
18 É o teu proceder, são os teus atos que te acarretam essas desgraças. Eis o fruto de tua malícia, uma amargura que te fere o coração.
19 Ōku whēkau, ōku whēkau!
19 Minhas entranhas! Minhas entranhas! Sofro! Oh! as fibras de meu coração! O coração me bate, não me posso calar! Ouço o som das trombetas e o fragor da batalha.
20 He ngaromanga hono iho ki te ngaromanga te karangatia nei;
20 Anunciam-se desastres sobre desastres, todo o país foi devastado. Foram de repente destruídas minhas tendas; num instante, meus pavilhões.
21 Kia pēhea ake te roa ōku ka titiro nei ki te kara,
21 Até quando verei o estandarte, e ouvirei o som da trombeta?
22 “He wairangi hoki tāku iwi,
22 Está louco o meu povo; nem mais me conhece. São filhos insensatos, desprovidos de inteligência, hábeis em praticar o mal, incapazes do bem.
23 I titiro ahau ki te whenua,
23 Olho para a terra: tudo é caótico e deserto; para o céu: dele desapareceu toda a luz.
24 I titiro ahau ki ngā maunga, nā, e ngāueue ana,
24 Olho para as montanhas e as vejo vacilar; e as colinas todas estremecem.
25 I titiro ahau, ā, kāhore he tangata,
25 Olho: já não há nenhum ser humano; todas as aves do céu fugiram.
26 I titiro ahau, nā, he koraha kau te māra mōmona,
26 Olho: tornaram-se desertos os campos; todas as cidades foram destruídas diante do Senhor, ante a fúria de sua cólera.
27 Ko te kupu hoki tēnei a Ihowā:
27 Porque toda a terra será devastada - oráculo do Senhor -, mas não a exterminarei completamente.
28 Mō konei ka tangi te whenua,
28 Eis a razão pela qual a terra cobriu-se de luto, e o céu, lá no alto, revestiu-se de negror. Pois que eu disse, e assim decretei: não voltarei atrás e não me retratarei.
29 Ka whati katoa te pā i te ngangau o ngā hōia eke hōiho, o ngā kaikōpere;
29 Ao grito de: Cavaleiros! Arqueiros!, toda a terra desandou em fuga. Lançaram-se nos esconderijos e galgaram rochedos, as cidades foram abandonadas e os habitantes desapareceram.
30 Ā, ko koe, kia oti koe te pāhua, ka pēhea koe?
30 E tu, devastada, para que revestir-te de púrpura, engalanar-te com ornamentos de ouro, e alongar-te os olhos com pinturas? Em vão tentas ser bela; desprezam-te os amantes. É tua vida que odeiam.
31 Kua rongo hoki ahau i te reo, me te mea nō te wahine e whānau ana,
31 Ouço gritos como os da mulher ao dar à luz, gritos de angústia quais os do primeiro parto. São os clamores da filha de Sião; geme e ergue as mãos: Desgraçada de mim! Desfaleço ante os algozes.
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