João 18

Kaipimi Taita Dius Rimaku (INB) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Chasa nis­paka Jesús, paita kati­raiag­kuna­wa llugsispa, Kedrón suti iaku sug ladu chimba rispa, sug wirta tiaska­ma iai­kug­rir­ka­kuna.
1 Tendo Jesus dito estas palavras, saiu juntamente com seus discípulos para o outro lado do ribeiro Cedrom, onde havia um jardim; e aí entrou com eles.
2 Chi wirtata Judas, Jesus­ta api­chin­ga­pa kag, alli­lla­mi rig­sirka. Chi­pi­mi karka Jesus­wa tukui kati­raiag­kuna­wa tanda­ri­diru.
2 E Judas, o traidor, também conhecia aquele lugar, porque Jesus ali estivera muitas vezes com seus discípulos.
3 Chi­manda Judaska, suldadu­kuna­ta, i iaia sasir­duti­kuna i fari­seo­kuna kachaska alwasil­kunata pusaspa, chi wirtama chaiag­rir­ka­kuna, lin­tirna, nina sindi i wañu­chi­na­ku­diru cha­rispa.
3 Tendo, pois, Judas recebido a escolta e, dos principais sacerdotes e dos fariseus, alguns guardas, chegou a este lugar com lanternas, tochas e armas.
4 Jesuska, tukui imasa pasan­ga­pa kagta iachaspa, chaia­na­kuskata kailla­iaspa, tapurka:
4 Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se e perguntou-lhes: A quem buscais?
5 Chi­ura ainir­ka­kuna:
5 Responderam-lhe: A Jesus, o Nazareno. Então, Jesus lhes disse: Sou eu. Ora, Judas, o traidor, estava também com eles.
6 Jesús “Nuka­mi kani” ni­ura, chipi kag­kunaka, katima kuti­rispa, alpama urmar­ka­kuna.
6 Quando, pois, Jesus lhes disse: Sou eu, recuaram e caíram por terra.
7 Ikutimi Jesuska tapur­ka­kunata:
7 Jesus, de novo, lhes perguntou: A quem buscais? Responderam: A Jesus, o Nazareno.
8 Chasa aini­ura, Jesuska nirka:
8 Então, lhes disse Jesus: Já vos declarei que sou eu; se é a mim, pois, que buscais, deixai ir estes;
9 Chasaka nirkami, ñugpa­manda librupi imasa willa­raiaska­sina tukug­samun­ga­pa. Chi­pika, kasa­mi ni­raiá: “Kam nuka­ta minga­was­ka­kunaka, ñi sug mana chinga­chirka­nichu”.
9 para se cumprir a palavra que dissera: Não perdi nenhum dos que me deste.
10 Chi­ura Simón Pedroka, ispada chari­kuskata surkuspa, Malko suti iaia sasir­dutipa lutrinta piaspa, alli ladu rinrita ialigta kuchurka.
10 Então, Simão Pedro puxou da espada que trazia e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita; e o nome do servo era Malco.
11 Jesus­ka, Pedrota nirka:
11 Mas Jesus disse a Pedro: Mete a espada na bainha; não beberei, porventura, o cálice que o Pai me deu?
12 Chi­uraka suldadu­kunata mandag i judiu­kunapa alwasil­kuna, tukui­kuna, Jesusta apispa, watar­ka­kuna.
12 Assim, a escolta, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus, manietaram-no
13 Nis­paka, Anas­pag­ma ñugpa chaia­chig­rir­ka­kuna. Anaska, Kaifaspa suigru­mi karka. Kai­faska, chi wata iaia sasir­duti­mi karka.
13 e o conduziram primeiramente a Anás; pois era sogro de Caifás, sumo sacerdote naquele ano.
14 Chi Kaifasmi, judiu­kunata iuia­chispa, kasa niska karka: “Kai alpapi tukui kaug­sa­na­kuska­manda chaia­kumi, suglla runa wañun­ga­pa”.
14 Ora, Caifás era quem havia declarado aos judeus ser conveniente morrer um homem pelo povo.
15 Jesusta chaia­chi­na­kug­ri­ura, Simón Pedro i sug kati­raiag­pura kati­chi­na­kurka. Iaia sasir­dutipa wasi kancha ladulla Jesusta iaiku­chig­ri­uraka, chi sug kati­raiagpas iai­kurka, iaia sasir­dutipa rigsidu kaspa.
15 Simão Pedro e outro discípulo seguiam a Jesus. Sendo este discípulo conhecido do sumo sacerdote, entrou para o pátio deste com Jesus.
16 Pedro, kancha pungu­lla­pi saia­kurka. Ikuti iaia sasir­dutipa rigsiduka, ukupi kaspa, llugsispa, pungu kawag warmita rimaspa, Pedrota iaiku­chirka.
16 Pedro, porém, ficou de fora, junto à porta. Saindo, pois, o outro discípulo, que era conhecido do sumo sacerdote, falou com a encarregada da porta e levou a Pedro para dentro.
17 Chi­ura chi warmika, Pedrota tapurka:
17 Então, a criada, encarregada da porta, perguntou a Pedro: Não és tu também um dos discípulos deste homem? Não sou, respondeu ele.
18 Iapa chiri kag­manda, iaia sasir­dutipa lutrin­kuna i alwasil­kuna, kilimsa nina sindi­chispa, kunu­na­kurka. Pedropas, pai­kuna­wa kunu­kurka.
18 Ora, os servos e os guardas estavam ali, tendo acendido um braseiro, por causa do frio, e aquentavam-se. Pedro estava no meio deles, aquentando-se também.
19 Iaia sasir­dutika, Jesusta kati­raiag­kuna­manda i pai ima iacha­chi­kuska­manda paita tapu­chirka.
19 Então, o sumo sacerdote interrogou a Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina.
20 Chi­ura, Jesuska ainirka:
20 Declarou-lhe Jesus: Eu tenho falado francamente ao mundo; ensinei continuamente tanto nas sinagogas como no templo, onde todos os judeus se reúnem, e nada disse em oculto.
21 ¿Ima­pa­tak nukata chasa tapu­chi­wa­kungi? Uia­wag­kunata tapu­chii, nuka ima pai­kunata rimagta. Pai­kuna iachan­kunami nuka ima rimaskata.
21 Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que lhes falei; bem sabem eles o que eu disse.
22 Jesús chasa ni­ura, sug alwasil paipa ladu saia­kug, paita puñiti­wa piaspa, nirka:
22 Dizendo ele isto, um dos guardas que ali estavam deu uma bofetada em Jesus, dizendo: É assim que falas ao sumo sacerdote?
23 Chi­ura, Jesuska ainirka:
23 Replicou-lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal; mas, se falei bem, por que me feres?
24 Nigpi Anaska, Jesusta watas­ka­lla kacharka, Kaifás suti iaia sasir­duti­pagma.
24 Então, Anás o enviou, manietado, à presença de Caifás, o sumo sacerdote.
25 Chi­kama Simón Pedro, nina kunuspa saia­kurka. Paita kawas­paka, tapur­ka­kuna:
25 Lá estava Simão Pedro, aquentando-se. Perguntaram-lhe, pois: És tu, porventura, um dos discípulos dele? Ele negou e disse: Não sou.
26 Chi­ura iaia sasir­dutipa sug lutrin, Pedro rinrita kuchuska runapa­puraka, tapurka:
26 Um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha decepado a orelha, perguntou: Não te vi eu no jardim com ele?
27 Ikuti Pedro ainirka:
27 De novo, Pedro o negou, e, no mesmo instante, cantou o galo.
28 Kaifas­pag­manda Jesusta apar­ka­kuna Roma­manda man­dag­pa suma tia­ri­diruma. Iapa tutata­mi karka. Judiu­kuna, chi ukuma mana iai­kur­ka­kuna; chasaka, paskua puncha miku­diruta mikui pudin­ga­pa. Mana judíu runa­kunapa wasima iai­kus­paka, mapa­kuna­sina­mi pai­kuna­mandaka ni­raiarka.
28 Depois, levaram Jesus da casa de Caifás para o pretório. Era cedo de manhã. Eles não entraram no pretório para não se contaminarem, mas poderem comer a Páscoa.
29 Chi­manda mandag Pila­toska, kan­cha­ma llugsispa, tapur­ka­kunata:
29 Então, Pilatos saiu para lhes falar e lhes disse: Que acusação trazeis contra este homem?
30 Chi­ura ainir­ka­kuna:
30 Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos.
31 Pilatoska nirka:
31 Replicou-lhes, pois, Pilatos: Tomai-o vós outros e julgai-o segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: A nós não nos é lícito matar ninguém;
32 Chasa nir­ka­kuna, Jesús kikin imasa pai wañun­ga­pa kagta, ñugpa willaska­sina tukug­samun­ga­pa.
32 para que se cumprisse a palavra de Jesus, significando o modo por que havia de morrer.
33 Pilatoska, pai suma tia­ri­diru­ma ikuti iai­kus­paka, Jesusta kaiaspa, tapu­chirka:
33 Tornou Pilatos a entrar no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus?
34 Chi­ura, Jesuska ainirka:
34 Respondeu Jesus: Vem de ti mesmo esta pergunta ou to disseram outros a meu respeito?
35 —Nuka, mana judíu ka­ni­chu— Pila­tos ainirka—. Kamba alpa­manda runa­kuna i iaia sasir­du­ti­kuna­mi kamta kaima apa­mur­ka­kuna. ¿Imatak ruraspa puri­kur­kan­gi?
35 Replicou Pilatos: Porventura, sou judeu? A tua própria gente e os principais sacerdotes é que te entregaram a mim. Que fizeste?
36 Chi­ura, Jesuska ainirka:
36 Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.
37 Chi­ura, Pilatos tapurka:
37 Então, lhe disse Pilatos: Logo, tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.
38 Chasa uiaspa, Pila­toska nirka:
38 Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade? Tendo dito isto, voltou aos judeus e lhes disse: Eu não acho nele crime algum.
39 Kam­kuna imasa kustum­bri kaska­sina, sug runata kacha­ringa­pa­mi cha­ia­wá, paskua puncha chaia­kug­manda. Nig­pika, ¿munan­kan­gi­chi­chu, judiu­kunapa atun mandagta nuka kacha­rin­ga­pa?
39 É costume entre vós que eu vos solte alguém por ocasião da Páscoa; quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus?
40 Judiu­kunaka, ikuti kapa­rispa, nir­ka­kuna:
40 Então, gritaram todos, novamente: Não este, mas Barrabás! Ora, Barrabás era salteador.

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