Juízes 16

Nhanderuete ayvu iky'a e'ỹ va'e (GUN) vs ARC

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ARC Almeida Revista e Corrigida 2009
1 Ha'e gui Gaza tetã py ju Sansão oo. Ha'e py ma peteĩ kunha itavy rei va'e oexa vy hexeve jogueroke rive.
1 E foi-se Sansão a Gaza, e viu ali uma mulher prostituta, e entrou a ela.
2 Gaza pygua kuery joupe-upe
2 E foi dito aos gazitas: Sansão entrou aqui. Foram, pois, em roda e toda a noite lhe puseram espias à porta da cidade; porém toda a noite estiveram sossegados, dizendo: Até à luz da manhã esperaremos; então, o mataremos.
3 Ha'e rã Sansão ma pytũ mbyte peve'i nhogueronheno joguerupy. Ha'e gui ovy vy ojopy tetã kora rokẽ jovaive regua. Ijokoa reve oipe'a vy omoĩ oaxi'y áry, ha'e vy yvy'ã katy ogueraa, yvyty apyte áry Hebrom renonde katy peve.
3 Porém Sansão deitou-se até à meia-noite, e à meia-noite se levantou, e travou das portas da entrada da cidade com ambas as umbreiras, e juntamente com a tranca as tomou, pondo-as sobre os ombros; e levou-as para cima, até ao cume do monte que está defronte de Hebrom.
4 Ha'e va'e rire Sansão inhakã vai peteĩ kunha Soreque yvyugua py oiko va'e Dalila hery va'e re.
4 E, depois disto, aconteceu que se afeiçoou a uma mulher do vale de Soreque, cujo nome era Dalila.
5 Ha'e ramo kunha va'e oĩa py filisteu regua yvatekueve oje'oi vy aipoe'i ixupe:
5 Então, os príncipes dos filisteus subiram a ela e lhe disseram: Persuade-o e vê em que consiste a sua grande força e com que poderíamos assenhorear-nos dele e amarrá-lo, para assim o afligirmos; e te daremos cada um mil e cem moedas de prata.
6 Ha'e rami rã Dalila aipoe'i Sansão pe:
6 Disse, pois, Dalila a Sansão: Declara-me, peço-te, em que consiste a tua grande força e com que poderias ser amarrado para te poderem afligir.
7 Sansão ombovai:
7 Disse-lhe Sansão: Se me amarrassem com sete vergas de vimes frescos, que ainda não estivessem secos, então, me enfraqueceria e seria como qualquer outro homem.
8 Ha'e ramo Dalila pe filisteu regua yvatekueve ogueru sete vaka pi pyau, ipiru e'ỹ teri va'e. Ha'e rã ha'e va'e py kunha va'e ojokua,
8 Então, os príncipes dos filisteus lhe trouxeram sete vergas de vimes frescos, que ainda não estavam secos; e amarrou-o com elas.
9 ha'e rã avakue ma opy ja'o mboae py onhomi okuapy. Ha'e rami vy kunha va'e aipoe'i Sansão pe:
9 E os espias estavam assentados com ela numa câmara. Então, ela lhe disse: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. Então, quebrou as vergas de vimes, como se quebra o fio da estopa ao cheiro do fogo; assim, não se soube em que consistia a sua força.
10 Ha'e gui Dalila aipoe'i Sansão pe:
10 Então, disse Dalila a Sansão: Eis que zombaste de mim e me disseste mentiras; ora, declara-me, agora, com que poderias ser amarrado.
11 Ombovai:
11 E ele lhe disse: Se me amarrassem fortemente com cordas novas, com que se não houvesse feito obra nenhuma, então, me enfraqueceria e seria como qualquer outro homem.
12 Ha'e ramo Dalila ma opy ja'o mboae py avakue onhomi ma vy ixã pyau ogueru, ha'e ojokua. Ha'e vy
12 Então, Dalila tomou cordas novas, e o amarrou com elas, e disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. E os espias estavam assentados numa câmara. Então, as quebrou de seus braços, como um fio.
13 Ha'e gui Dalila aipoe'i Sansão pe:
13 E disse Dalila a Sansão: Até agora zombaste de mim e me disseste mentiras; declara-me pois, agora com que poderias ser amarrado? E ele lhe disse: Se teceres sete tranças dos cabelos da minha cabeça com os liços da teia.
14 ha'e peteĩ yvyra rakua py ju ombopija atã. Ha'e vy aipoe'i ixupe:
14 E ela as fixou com uma estaca e disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. Então, despertou do seu sono e arrancou a estaca das tranças tecidas, juntamente com o liço da teia.
15 Ha'e gui kunha va'e aipoe'i ixupe:
15 Então, ela lhe disse: Como dirás: Tenho-te amor, não estando comigo o teu coração? Já três vezes zombaste de mim e ainda me não declaraste em que consiste a tua força.
16 Ko'ẽ nhavõ kunha va'e oporandu tema, omombe'u ete aguã omoangeko rei riae ramo Sansão onhe'ẽ py nonhenhandu porãvei, omanoxe rive peve.
16 E sucedeu que, importunando-o ela todos os dias com as suas palavras e molestando-o, a sua alma se angustiou até à morte.
17 Ha'e rami vy kunha va'e pe onhemombe'upa opy'a re oĩ va'e ha'e javi. Ha'e vy aipoe'i ixupe:
17 E descobriu-lhe todo o seu coração e disse-lhe: Nunca subiu navalha à minha cabeça, porque sou nazireu de Deus, desde o ventre de minha mãe; se viesse a ser rapado, ir-se-ia de mim a minha força, e me enfraqueceria e seria como todos os mais homens.
18 Opy'a re oĩ va'e ha'e javi onhemombe'ua Dalila oikuaa ma vy oenoĩ uka filisteu regua yvatekueve. Ha'e vy aipoe'i:
18 Vendo, pois, Dalila que já lhe descobrira todo o seu coração, enviou e chamou os príncipes dos filisteus, dizendo: Subi esta vez, porque, agora, me descobriu ele todo o seu coração. E os príncipes dos filisteus subiram a ela e trouxeram o dinheiro na sua mão.
19 Ha'e ramo Dalila ojapo o'u áry Sansão oke aguã rami. Ha'e vy peteĩ ava oenoĩ vy onhopĩ uka hi'a sete popẽa oĩ va'ekue ha'e javi. Ha'e rami py ipo'aka nho hexe, imbaraetea okanhy ete ramo.
19 Então, ela o fez dormir sobre os seus joelhos, e chamou a um homem, e rapou-lhe as sete tranças do cabelo de sua cabeça; e começou a afligi-lo, e retirou-se dele a sua força.
20 Ha'e gui kunha va'e aipoe'i:
20 E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. E despertou do seu sono e disse: Sairei ainda esta vez como dantes e me livrarei. Porque ele não sabia que já o Senhor se tinha retirado dele.
21 Ha'e ramo filisteu kuery ojopy vy omombupa hexa, ha'e Gaza tetã py ogueraa. Mokoĩ corrente overa va'e guigua py ojokua. Ha'e rã mba'emo mongu'ia ombojere herekovy nhuã py ombotya py.
21 Então, os filisteus pegaram nele, e lhe arrancaram os olhos, e fizeram-no descer a Gaza, e amarraram-no com duas cadeias de bronze, e andava ele moendo no cárcere.
22 Ha'e rami teĩ inhakã rague onhopĩa rire ipukuve ju ma ovy.
22 E o cabelo da sua cabeça lhe começou a crescer, como quando foi rapado.
23 Ha'e gui filisteu regua yvatekueve ono'õ okuapy nguu ete Dagom ra'angaa pe mba'emo ome'ẽ ha'e ovy'a okuapy aguã. Mba'eta
23 Então, os príncipes dos filisteus se ajuntaram para oferecerem um grande sacrifício ao seu deus Dagom e para se alegrarem e diziam: Nosso deus nos entregou nas mãos a Sansão, nosso inimigo.
24 Ha'e rami heta va'e kuery oexa vy oporaei okuapy nguu ete ramigua pe, mba'eta aipoe'i:
24 Semelhantemente, vendo-o o povo, louvavam ao seu deus, porque diziam: Nosso deus nos entregou nas mãos o nosso inimigo, e o que destruía a nossa terra, e o que multiplicava os nossos mortos.
25 Ha'e gui opy'a py ovy'a okuapy vy aipoe'i:
25 E sucedeu que, alegrando-se-lhes o coração, disseram: Chamai Sansão, para que brinque diante de nós. E chamaram Sansão do cárcere, e brincou diante deles, e fizeram-no estar em pé entre as colunas.
26 Ha'e gui Sansão aipoe'i kunumi ipo re ogueno'ã va'e pe:
26 Então, disse Sansão ao moço que o tinha pela mão: Guia-me para que apalpe as colunas em que se sustém a casa, para que me encoste a elas.
27 Ha'e va'e oo ma tynyẽ rei avakue ha'e kunhague. Ikuai avi filisteu regua yvatekueve ha'e javi. Oo ao'ia áry ma três mil ju ikuai avakue ha'e kunhague, Sansão re oma'ẽ okuapy ojojai rei reve.
27 Ora, estava a casa cheia de homens e mulheres; e também ali estavam todos os príncipes dos filisteus, e sobre o telhado havia alguns três mil homens e mulheres, que estavam vendo brincar Sansão.
28 Sansão ojapukai Senhor pe. Ha'e vy aipoe'i:
28 Então, Sansão clamou ao Senhor e disse: Senhor Jeová , peço-te que te lembres de mim e esforça-me agora, só esta vez, ó Deus, para que de uma vez me vingue dos filisteus, pelos meus dois olhos.
29 Ha'e rami vy Sansão oikuavã mokoĩve oo yta oo mbyte py hi'aĩ va'e, ha'e va'e re onhemomburu ete ho'amy, peteĩ re ma oiporu kuaa regua re, ha'e rã amboae re ma oaxua re.
29 Abraçou-se, pois, Sansão com as duas colunas do meio, em que se sustinha a casa, e arrimou-se sobre elas, com a sua mão direita numa e com a sua esquerda na outra.
30 Ha'e vy aipoe'i:
30 E disse Sansão: Morra eu com os filisteus! E inclinou-se com força, e a casa caiu sobre os príncipes e sobre todo o povo que nela havia; e foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matara na sua vida.
31 Ha'e gui ou tyvy kuery ha'e tuu ro pygua kuery ha'e javi. Hetekue oupi heravy vy onhono porã Zorá ha'e Estaol mbyte, tuu Manoá onhono porãague py ae. Vinte ma'etỹ re Sansão opena va'ekue Israel kuery re.
31 Então, seus irmãos desceram, e toda a casa de seu pai, e tomaram-no, e subiram com ele, e sepultaram-no entre Zorá e Estaol, no sepulcro de Manoá, seu pai; e julgou ele a Israel vinte anos.

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