Marcos 6
BKJ (BKJ, 2017) vs NTLH
1 E ele saindo dali, chegou à sua própria terra, e os seus discípulos o seguiram.
1 Jesus voltou com os seus discípulos para a cidade de Nazaré, onde ele tinha morado.
2 E, chegando o dia do shabat, ele começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ao ouvi-lo, se admiravam, dizendo: De onde lhe vem estas coisas? E que sabedoria é esta que lhe é dada, e como estas poderosas obras são feitas por suas mãos?
2 No sábado começou a ensinar na sinagoga . Muitos que o estavam escutando ficaram admirados e perguntaram: — De onde é que este homem consegue tudo isso? De onde vem a sabedoria dele? Como é que faz esses milagres?
3 Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele.
3 Por acaso ele não é o carpinteiro, filho de Maria? Não é irmão de Tiago, José, Judas e Simão? As suas irmãs não moram aqui? Por isso ficaram desiludidos com ele.
4 Mas Jesus lhes dizia: O profeta não está sem honra, exceto na sua própria terra, e entre os seus próprios parentes, e na sua própria casa.
4 Mas Jesus disse:
5 E ele não podia fazer ali nenhuma obra poderosa, salvo impor suas mãos sobre poucas pessoas enfermas, curando-as.
5 Ele não pôde fazer milagres em Nazaré, a não ser curar alguns doentes, pondo as mãos sobre eles.
6 E admirou-se da descrença deles. E ele percorreu as aldeias vizinhas, ensinando.
6 E ficou admirado com a falta de fé que havia ali. Jesus ensinava nos povoados que havia perto dali.
7 E ele chamou a si os doze, e começou a enviá-los de dois em dois, e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos;
7 Ele chamou os doze discípulos e os enviou dois a dois, dando-lhes autoridade para expulsar espíritos maus.
8 e ordenou-lhes que nada levassem para sua jornada, senão somente um cajado; nem alforje, nem pão, nem dinheiro no seu cinto;
8 Deu ordem para não levarem nada na viagem, somente uma bengala para se apoiar. Não deviam levar comida, nem sacola, nem dinheiro.
9 mas que fossem calçados com sandálias, e que não vestissem duas túnicas.
9 Deviam calçar sandálias e não levar nem uma túnica a mais.
10 E ele dizia-lhes: Onde quer que entrardes numa casa, permanecei até partir daquele lugar.
10 Disse ainda:
11 E aqueles que não vos receberem, nem vos ouvirem, saindo dali, sacudi o pó que estiver debaixo dos vossos pés, em testemunho contra eles. Em verdade eu vos digo que haverá mais tolerância para Sodoma e Gomorra no dia do juízo do que para os daquela cidade.
11 Mas, se em algum lugar as pessoas não quiserem recebê-los, nem ouvi-los, vão embora. E na saída sacudam o pó das suas sandálias, como sinal de protesto contra aquela gente.
12 E eles foram, e pregando que os homens se arrependessem.
12 Então os discípulos foram e anunciaram que todos deviam se arrepender dos seus pecados.
13 E eles expulsavam muitos demônios, e ungiam com óleo muitos que eram enfermos, e os curavam.
13 Eles expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, pondo azeite na cabeça deles.
14 E o rei Herodes ouviu falar dele (pois seu nome foi propagado amplamente) e disse: João, o Batista, foi ressuscitado dentre os mortos, e por isso estas maravilhas operam nele.
14 O rei Herodes ouviu falar de tudo isso porque a fama de Jesus se havia espalhado por toda parte. Alguns diziam: — Esse homem é João Batista, que foi ressuscitado! Por isso esse homem tem poder para fazer milagres.
15 Outros diziam: Este é Elias. E outros diziam: Este é um profeta, ou como um dos profetas.
15 Outros diziam que ele era Elias. Mas alguns afirmavam: — Ele é
16 Mas Herodes ouvindo isso, dizia: Este é João, a quem eu decapitei; ele está ressuscitado dentre os mortos.
16 Quando Herodes ouviu isso, disse: — Ele é João Batista! Eu mandei cortar a cabeça dele, e agora ele foi ressuscitado!
17 Pois o próprio Herodes mandara prender a João, e o confinou na prisão, por causa de Herodias, esposa de seu irmão Filipe; porque ele havia se casado com ela.
17 Pois tinha sido Herodes mesmo quem havia mandado prender João, amarrar as suas mãos e jogá-lo na cadeia. Ele havia feito isso por causa de Herodias, com quem havia casado, embora ela fosse esposa do seu irmão Filipe.
18 Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a esposa de teu irmão.
18 Por isso João tinha dito muitas vezes a Herodes: “Pela nossa Lei você é proibido de casar com a esposa do seu irmão!”
19 Por isso, Herodias tinha uma desavença contra ele, e queria matá-lo, mas ela não podia;
19 Herodias estava furiosa com João e queria matá-lo. Mas não podia
20 porque Herodes temia a João, sabendo que ele era um homem justo e santo; e o observava; e ao ouvi-lo, ele fazia muitas coisas, e o ouvia de boa vontade.
20 porque Herodes tinha medo dele, pois sabia que ele era um homem bom e dedicado a Deus. Por isso Herodes protegia João. E, quando o ouvia falar, ficava sem saber o que fazer, mas mesmo assim gostava de escutá-lo.
21 E, chegando um dia oportuno, quando Herodes em seu aniversário fez um jantar aos seus senhores, altos capitães, e chefes da Galileia;
21 Porém no dia do aniversário de Herodes apareceu a ocasião que Herodias estava esperando. Nesse dia Herodes deu um banquete para as pessoas importantes do seu governo: altos funcionários, chefes militares e autoridades da Galileia.
22 e entrando a filha de Herodias, e dançando, e agradando a Herodes, e aos que estavam sentados com ele, o rei disse à donzela: Pede-me o que quiseres, e eu te darei.
22 Durante o banquete a filha de Herodias entrou no salão e dançou. Herodes e os seus convidados gostaram muito da dança. Então o rei disse à moça: — Peça o que quiser, e eu lhe darei.
23 E jurou-lhe, dizendo: Tudo o que me pedires eu te darei, até a metade do meu reino.
23 E jurou: — Prometo que darei o que você pedir, mesmo que seja a metade do meu reino!
24 E, saindo ela, disse à sua mãe: O que eu pedirei? E ela disse: A cabeça de João, o Batista.
24 Ela foi perguntar à sua mãe o que devia pedir. E a mãe respondeu: — Peça a cabeça de João Batista.
25 E ela veio imediatamente para junto do rei, e pediu, dizendo: Eu quero que tu me dês em um prato a cabeça de João, o Batista.
25 No mesmo instante a moça voltou depressa aonde estava o rei e pediu: — Quero a cabeça de João Batista num prato, agora mesmo!
26 E o rei entristeceu-se muito; todavia, por causa do juramento e dos que estavam sentados com ele, não quis deixar de atendê-la.
26 Herodes ficou muito triste, mas, por causa do juramento que havia feito na frente dos convidados, não pôde deixar de atender o pedido da moça.
27 E imediatamente o rei enviou um carrasco, e ordenou que a cabeça dele fosse trazida; e ele foi, e o decapitou na prisão;
27 Mandou imediatamente um soldado da guarda trazer a cabeça de João. O soldado foi à cadeia, cortou a cabeça de João,
28 e trouxe sua cabeça em um prato, e entregou à donzela; e a donzela a deu à sua mãe.
28 pôs num prato e deu à moça. E ela a entregou à sua mãe.
29 E, quando seus discípulos ouviram isso, foram, tomaram o seu corpo, e o puseram no sepulcro.
29 Quando os discípulos de João souberam disso, vieram, levaram o corpo dele e o sepultaram.
30 E os apóstolos reuniram-se com Jesus, e contaram-lhe todas estas coisas, tanto o que tinham feito como o que eles tinham ensinado.
30 Os apóstolos voltaram e contaram a Jesus tudo o que tinham feito e ensinado.
31 E ele disse-lhes: Vinde vós, aqui à parte, para um lugar deserto, e descansai um tempo. Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo nem para comer.
31 Havia ali tanta gente, chegando e saindo, que Jesus e os apóstolos não tinham tempo nem para comer. Então ele lhes disse:
32 E eles partiram a sós num barco para um lugar deserto.
32 Então foram sozinhos de barco para um lugar deserto.
33 E as pessoas os viram partir, e muitos o reconheceram, e para lá correram a pé de todas as cidades, e os ultrapassaram, e aproximavam-se dele.
33 Porém muitas pessoas os viram sair e os reconheceram. De todos os povoados, muitos correram pela margem e chegaram lá antes deles.
34 E Jesus, ao desembarcar, viu uma grande multidão, e teve compaixão dela, porque eles eram como ovelhas que não têm pastor; e ele começou a ensinar-lhes muitas coisas.
34 Quando Jesus desceu do barco, viu a multidão e teve pena daquela gente porque pareciam ovelhas sem pastor. E começou a ensinar muitas coisas.
35 E, quando o dia já estava muito adiantado, os seus discípulos se aproximaram dele, e lhe disseram: Este lugar é deserto, e o dia está muito adiantado;
35 De tardinha, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: — Já é tarde, e este lugar é deserto.
36 despede-os, para que possam ir nas regiões ao redor, e às aldeias, e comprem pão para si; porque eles nada têm para comer.
36 Mande esta gente embora, a fim de que vão aos sítios e povoados de perto daqui e comprem alguma coisa para comer.
37 Ele respondendo, lhes disse: Dai-lhes vós de comer. E eles disseram-lhe: Devemos ir e comprar duzentos denários de pão e dar-lhes de comer?
37 Mas Jesus respondeu: Os discípulos disseram: — Para comprarmos pão para toda esta gente, nós precisaríamos de duzentas moedas de prata .
38 E ele disse-lhes: Quantos pães vós tendes? Ide e vedes. E, quando eles souberam, disseram: Cinco, e dois peixes.
38 Jesus perguntou: Os discípulos foram ver e disseram: — Temos cinco pães e dois peixes.
39 E ele ordenou-lhes que fizessem assentar a todos, em grupos, sobre a grama verde.
39 Então Jesus mandou o povo sentar-se em grupos na grama verde.
40 E eles assentaram-se em grupos de cem e de cinquenta.
40 Todos se sentaram em grupos de cem e de cinquenta.
41 E, tomando ele os cinco pães e os dois peixes, e olhando para o céu, abençoou e partiu os pães, e deu-os aos seus discípulos para que os pusessem diante deles; e dividiu os dois peixes entre todos eles.
41 Aí Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu e deu graças a Deus. Depois partiu os pães e os entregou aos discípulos para que eles distribuíssem ao povo. E também dividiu os dois peixes com todos.
42 E todos eles comeram e se fartaram.
42 Todos comeram e ficaram satisfeitos.
43 E recolheram doze cestos cheios dos pedaços, e de peixe.
43 E os discípulos ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe.
44 E os que comeram os pães eram quase cinco mil homens.
44 Foram cinco mil os homens que comeram os pães.
45 E imediatamente obrigou os seus discípulos a entrar no barco e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão.
45 Logo depois, Jesus ordenou aos discípulos que subissem no barco e fossem na frente para o povoado de Betsaida, no lado leste do lago, enquanto ele mandava o povo embora.
46 E, tendo-os despedido, ele foi ao monte para orar.
46 Depois de se despedir dos discípulos, Jesus subiu um monte a fim de orar ali.
47 E, ao anoitecer, o barco estava no meio do mar, e ele sozinho em terra.
47 Quando chegou a noite, o barco estava no meio do lago, e Jesus estava em terra, sozinho.
48 E viu-os fatigados a remar, porque o vento lhes era contrário; perto da quarta vigília da noite aproximou-se deles, andando sobre o mar, e queria passar-lhes adiante.
48 Ele viu que os discípulos estavam remando com dificuldade porque o vento soprava contra eles. Já de madrugada, entre as três e as seis horas, Jesus foi até lá, andando em cima da água, e ia passar adiante deles.
49 Mas, quando eles o viram andar sobre o mar, imaginaram que fosse um espírito, e gritaram;
49 Quando viram Jesus andando em cima da água, os discípulos pensaram que ele era um fantasma e começaram a gritar.
50 porque todos o viram, e perturbaram-se. E imediatamente falou com eles, e disse-lhes: Tende bom ânimo; sou eu, não tenhais medo.
50 Todos ficaram apavorados com o que viram. Mas logo Jesus falou com eles, dizendo:
51 E subiu para junto deles no barco, e o vento cessou; e ficaram maravilhados em si mesmos além da medida,
51 Aí subiu no barco com eles, e o vento se acalmou. Os discípulos estavam completamente apavorados.
52 pois eles não tinham considerado o milagre dos pães; pois o seu coração estava endurecido.
52 É que a mente deles estava fechada, e eles não tinham entendido o milagre dos pães.
53 E, eles passando para o outro lado, chegaram à terra de Genesaré, e atracaram na praia.
53 Jesus e os discípulos atravessaram o lago e chegaram à região de Genesaré, onde amarraram o barco na praia.
54 E, quando eles saíram do barco, imediatamente o conheceram,
54 Quando desceram do barco, o povo logo reconheceu Jesus.
55 e, correndo toda a região em redor, começaram a trazer em leitos os que estavam enfermos, para onde ouviam dizer que ele estava.
55 Então, eles saíram correndo por toda aquela região, começaram a trazer os doentes em camas e os levavam para o lugar onde sabiam que Jesus estava.
56 E, onde quer que ele entrava, em aldeias, ou cidade, ou nos campos, eles colocavam os enfermos nas ruas, e pediam-lhe que eles pudessem tocar somente na orla da sua roupa; e todos quantos o tocavam ficavam curados.
56 Em todos os lugares aonde ele ia, isto é, nos povoados, nas cidades e nas fazendas, punham os doentes nas praças e pediam a Jesus que os deixasse pelo menos tocar na barra da sua roupa. E todos os que tocavam nela ficavam curados.
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