Lamentações 2
BKJ (BKJ, 2017) vs ACF
1 Como cobriu o Senhor a filha de Sião com uma nuvem em sua fúria, e arremessou desde o céu para a terra a beleza de Israel, e não lembrou-se do escabelo de seus pés no dia da sua fúria!
1 Como cobriu o Senhor de nuvens na sua ira a filha de Sião! Derrubou do céu à terra a glória de Israel, e não se lembrou do escabelo de seus pés, no dia da sua ira.
2 O Senhor devorou todas as habitações de Jacó, e não teve compaixão; ele abateu em sua ira as fortificações da filha de Judá; ele as derrubou ao chão; ele poluiu o reino e os seus príncipes.
2 Devorou o Senhor todas as moradas de Jacó, e não se apiedou; derrubou no seu furor as fortalezas da filha de Judá, e abateu-as até à terra; profanou o reino e os seus príncipes.
3 Em sua ira feroz, ele cortou todo o chifre de Israel; retirou a sua mão direita de perante o inimigo, e queimou contra Jacó como um fogo flamejante, o qual devora em redor.
3 No furor da sua ira cortou toda a força de Israel; retirou para trás a sua destra de diante do inimigo; e ardeu contra Jacó, como labareda de fogo que consome em redor.
4 Ele retesou o seu arco como um inimigo; ele levantou com a sua mão direita como um adversário, e matou tudo o que era agradável aos olhos; no tabernáculo da filha de Sião; ele derramou a sua fúria como fogo.
4 Armou o seu arco como inimigo, firmou a sua destra como adversário, e matou tudo o que era formoso à vista; derramou a sua indignação como fogo na tenda da filha de Sião.
5 O Senhor foi como um inimigo; ele tragou Israel; ele tragou todos os seus palácios; ele destruiu as suas fortificações, e aumentou na filha de Judá o pranto e o lamento.
5 Tornou-se o Senhor como inimigo; devorou a Israel, devorou a todos os seus palácios, destruiu as suas fortalezas; e multiplicou na filha de Judá a lamentação e a tristeza.
6 E ele violentamente removeu o seu tabernáculo, como se fosse um jardim; ele destruiu o lugar da sua assembleia; o SENHOR fez as festas solenes e os shabats esquecidos em Sião, e desprezou na indignação da sua fúria o rei e o sacerdote.
6 E arrancou o seu tabernáculo com violência, como se fosse o de uma horta; destruiu o lugar da sua congregação; o Senhor, em Sião, pôs em esquecimento a festa solene e o sábado, e na indignação da sua ira rejeitou com desprezo o rei e o sacerdote.
7 O Senhor desprezou o seu altar, ele detestou o seu santuário, ele entregou nas mãos do inimigo os muros dos seus palácios; eles fizeram um barulho na casa do SENHOR, como no dia de uma festa solene.
7 Rejeitou o Senhor o seu altar, detestou o seu santuário; entregou na mão do inimigo os muros dos seus palácios; deram gritos na casa do Senhor, como em dia de festa solene.
8 O SENHOR intentou destruir o muro da filha de Sião; ele estendeu um cordão, ele não retirou a sua mão da destruição; portanto ele fez lamentar o muro e a parede; eles definharam juntamente.
8 Intentou o Senhor destruir o muro da filha de Sião; estendeu o cordel sobre ele, não retirou a sua mão destruidora; fez gemer o antemuro e o muro; estão eles juntamente enfraquecidos.
9 Os seus portões afundaram ao chão; ele destruiu e quebrou as suas barras; o seu rei e os príncipes estão no meio dos gentios; a lei não existe mais; os seus profetas também não encontram visão do SENHOR.
9 As suas portas caíram por terra; ele destruiu e quebrou os seus ferrolhos; o seu rei e os seus príncipes estão entre os gentios, onde não há lei, nem os seus profetas acham visão alguma do Senhor.
10 Os anciãos da filha de Sião sentam-se no chão, e ficam em silêncio; eles lançaram pó sobre as suas cabeças; cingiram-se de pano de saco; as virgens de Jerusalém inclinam as suas cabeças ao chão.
10 Estão sentados na terra, silenciosos os anciãos da filha de Sião; lançam pó sobre as suas cabeças, cingiram sacos; as virgens de Jerusalém abaixam as suas cabeças até à terra.
11 Os meus olhos falham com lágrimas, minhas entranhas estão atribuladas, meu fígado está derramado sobre a terra, pela destruição da filha do meu povo; porque as crianças e os que estão amamentando desmaiam nas ruas da cidade.
11 Já se consumiram os meus olhos com lágrimas, turbadas estão as minhas entranhas, o meu fígado se derramou pela terra por causa do quebrantamento da filha do meu povo; pois desfalecem o menino e a criança de peito pelas ruas da cidade.
12 Eles dizem para suas mães: Onde está o trigo e o vinho? Quando eles desmaiaram como os feridos nas ruas da cidade, quando as suas almas foram derramadas no seio de suas mães.
12 Ao desfalecerem, como feridos, pelas ruas da cidade, ao exalarem as suas almas no regaço de suas mães, perguntam a elas: Onde está o trigo e o vinho?
13 Que coisa deverei tomar para testemunhar por ti? A que coisa assemelhar-te-ei, ó filha de Jerusalém? A que comparar-te-ei, para que eu possa te confortar, ó virgem, filha de Sião? Pois a tua violação é grande como o mar. Quem pode curar-te?
13 Que testemunho te trarei? A quem te compararei, ó filha de Jerusalém? A quem te assemelharei, para te consolar, ó virgem filha de Sião? Porque grande como o mar é a tua quebradura; quem te sarará?
14 Teus profetas viram coisas vãs e tolas para ti, e eles não descobriram a tua iniquidade, para remover o teu cativeiro; porém viram para ti falsos fardos e causas de banimento.
14 Os teus profetas viram para ti, vaidade e loucura, e não manifestaram a tua maldade, para impedirem o teu cativeiro; mas viram para ti cargas vãs e motivos de expulsão.
15 Todos os que passam batem palmas; eles assobiam e meneiam as suas cabeças para a filha de Jerusalém, dizendo: É esta a cidade que os homens chamam de a perfeição da beleza, a alegria de toda a terra?
15 Todos os que passam pelo caminho batem palmas, assobiam e meneiam as suas cabeças sobre a filha de Jerusalém, dizendo: É esta a cidade que denominavam: perfeita em formosura, gozo de toda a terra?
16 Todos os teus inimigos abriram as suas bocas contra ti; eles assobiam e rangem os dentes; eles dizem: Nós a engolimos; certamente este é o dia que nós desejávamos; nós o encontramos, e nós o vimos.
16 Todos os teus inimigos abrem as suas bocas contra ti, assobiam, e rangem os dentes; dizem: Devoramo-la; certamente este é o dia que esperávamos; achamo-lo, vimo-lo.
17 O SENHOR fez aquilo que tinha planejado; ele cumpriu a palavra que ordenou nos tempos antigos; ele abateu, e não teve compaixão; e ele fez o teu inimigo regozijar-se sobre ti, ele estabeleceu o chifre de teus adversários.
17 Fez o Senhor o que intentou; cumpriu a sua palavra, que ordenou desde os dias da antiguidade; derrubou, e não se apiedou; fez que o inimigo se alegrasse por tua causa, exaltou o poder dos teus adversários.
18 O seu coração clamou ao Senhor: ó muro da filha de Sião, desçam as lágrimas como um rio, dia e noite; não te dês repouso; não deixes a menina dos teus olhos cessar.
18 O coração deles clamou ao Senhor: Ó muralha da filha de Sião, corram as tuas lágrimas como um ribeiro, de dia e de noite; não te dês descanso, nem parem as meninas de teus olhos.
19 Levanta-te, clama na noite; no início das vigílias derrama o teu coração como água perante a face do Senhor; ergue as tuas mãos para ele pela vida de teus filhos pequenos, que desmaiam de fome no alto de cada rua.
19 Levanta-te, clama de noite no princípio das vigias; derrama o teu coração como águas diante da presença do Senhor; levanta a ele as tuas mãos, pela vida de teus filhinhos, que desfalecem de fome à entrada de todas as ruas.
20 Contempla, ó SENHOR, e considera a quem fizeste isto. Deverão as mulheres comer o fruto do seu ventre, as crianças de colo? Deverão o sacerdote e o profeta serem mortos no santuário do Senhor?
20 Vê, ó Senhor, e considera a quem fizeste assim! Hão de comer as mulheres o fruto de si mesmas, as crianças que trazem nos braços? Ou matar-se-á no santuário do Senhor o sacerdote e o profeta?
21 O jovem e o velho deitam-se no chão nas ruas; as minhas virgens e os meus jovens caíram pela espada; tu os mataste no dia da tua fúria; tu os mataste, e não tiveste misericórdia.
21 Jazem por terra pelas ruas o moço e o velho, as minhas virgens e os meus jovens vieram a cair à espada; tu os mataste no dia da tua ira; mataste e não te apiedaste.
22 Tu convocaste, como em um dia solene, os meus terrores por todos os lados, para que no dia da fúria do SENHOR ninguém escapasse e nem restasse; aqueles que eu protegi e criei, o meu inimigo os consumiu.
22 Convocaste os meus temores em redor como num dia de solenidade; não houve no dia da ira do Senhor quem escapasse, ou ficasse; aqueles que eu trouxe nas mãos e sustentei, o meu inimigo os consumiu.
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