Lamentações 1

BKJ (BKJ, 2017) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Como a cidade assenta-se solitária, aquela que estava repleta de pessoas! Como ela se tornou como uma viúva! Ela que era grande entre as nações, e princesa entre as províncias, como ela tornou-se tributária!
1 Como jaz solitária a cidade outrora populosa! Tornou-se como viúva a que foi grande entre as nações; princesa entre as províncias, ficou sujeita a trabalhos forçados!
2 Ela chora dolorosamente na noite, e as suas lágrimas estão sobre as suas bochechas; dentre todos os seus amantes, ela não tem nenhum para confortá-la; todos os seus amigos portaram-se traiçoeiramente para com ela; eles tornaram-se seus inimigos.
2 Chora e chora de noite, e as suas lágrimas lhe correm pelas faces; não tem quem a console entre todos os que a amavam; todos os seus amigos procederam perfidamente contra ela, tornaram-se seus inimigos.
3 Judá foi para o cativeiro por causa da aflição, e por causa da grande servidão; ela habita entre os pagãos, ela não encontra repouso; todos os seus perseguidores a alcançaram entre as vielas.
3 Judá foi levado ao exílio, afligido e sob grande servidão; habita entre as nações, não acha descanso; todos os seus perseguidores o apanharam nas suas angústias.
4 Os caminhos de Sião pranteiam, porque ninguém comparece às festas solenes; todos os seus portões estão desolados; seus sacerdotes suspiram; suas virgens estão aflitas, e ela está amargurada.
4 Os caminhos de Sião estão de luto, porque não há quem venha à reunião solene; todas as suas portas estão desoladas; os seus sacerdotes gemem; as suas virgens estão tristes, e ela mesma se acha em amargura.
5 Os seus adversários são os chefes, os seus inimigos prosperam; pois o ­SENHOR a afligiu pela multidão das suas transgressões; os seus filhos foram para o cativeiro perante o inimigo.
5 Os seus adversários triunfam, os seus inimigos prosperam; porque o por causa da multidão das suas prevaricações; os seus filhinhos tiveram de ir para o exílio, na frente do adversário.
6 E da filha de Sião, toda a sua beleza partiu; os seus príncipes tornaram-se como cervos que não encontram pasto, e eles se foram sem força adiante do perseguidor.
6 Da filha de Sião já se passou todo o esplendor; os seus príncipes ficaram sendo como corços que não acham pasto e caminham exaustos na frente do perseguidor.
7 Lembra-se Jerusalém, nos dias de sua aflição e de suas angústias, de todas as coisas agradáveis que tivera nos tempos antigos, quando o seu povo caía na mão do inimigo, e ninguém a ajudou; os adversários a viram e muito zombaram de seus shabats.
7 Agora, nos dias da sua aflição e do seu desterro, lembra-se Jerusalém de todas as suas mais estimadas coisas, que tivera dos tempos antigos; de como o seu povo caíra nas mãos do adversário, não tendo ela quem a socorresse; e de como os adversários a viram e fizeram escárnio da sua queda.
8 Jerusalém pecou gravemente; portanto, ela está removida; todos os que a honravam, a desprezam, porque eles viram a sua nudez; sim, ela suspira, e recua.
8 Jerusalém pecou gravemente; por isso, se tornou repugnante; todos os que a honravam a desprezam, porque lhe viram a nudez; ela também geme e se retira envergonhada.
9 A sua sujeira está em suas saias; ela não se lembra do seu último fim; portanto, desceu maravilhosamente; ela não teve consolador. Ó ­SENHOR, contempla a minha aflição, pois o inimigo magnificou-se.
9 A sua imundícia está nas suas saias; ela não pensava no seu fim; por isso, caiu de modo espantoso e não tem quem a console. Vê, porque o inimigo se torna insolente.
10 O adversário estendeu a sua mão sobre todas as suas coisas agradáveis, pois ela viu que os pagãos adentraram o seu santuário, a quem tu ordenaste que não entrassem em tua congregação.
10 Estendeu o adversário a mão a todas as coisas mais estimadas dela; pois ela viu entrar as nações no seu santuário, acerca das quais proibiste que entrassem na tua congregação.
11 Todo o seu povo suspira, eles buscam pão; eles trocaram as suas coisas agradáveis por carne para aliviar a alma; vê, ó ­SENHOR, e considera; pois eu me tornei vil.
11 Todo o seu povo anda gemendo e à procura de pão; deram eles as suas coisas mais estimadas a troco de mantimento para restaurar as forças; vê, pois me tornei desprezível.
12 Isto é nada para vós, todos vós que passais? Contemplai, e vede se há qualquer angústia semelhante à minha angústia, que foi feita a mim, por meio da qual o ­SENHOR me afligiu no dia da sua fúria impetuosa.
12 Não vos comove isto, a todos vós que passais pelo caminho? Considerai e vede se há dor igual à minha, que veio sobre mim, com que o no dia do furor da sua ira.
13 Ele enviou de cima fogo aos meus ossos, e isso prevaleceu contra eles; ele estendeu uma rede para os meus pés, fez-me retornar; tornou-me desolada, e fraca o dia inteiro.
13 Lá do alto enviou fogo a meus ossos, o qual se assenhoreou deles; estendeu uma rede aos meus pés, arrojou-me para trás, fez-me assolada e enferma todo o dia.
14 O jugo das minhas transgressões está amarrado por sua mão; elas são entrelaçadas e sobem sobre o meu pescoço; ele fez a minha força cair; o Senhor me entregou nas suas mãos, de quem eu não sou capaz de levantar-me.
14 O jugo das minhas transgressões está atado pela sua mão; elas estão entretecidas, subiram sobre o meu pescoço, e ele abateu a minha força; entregou-me o Senhor nas mãos daqueles contra os quais não posso resistir.
15 O Senhor pisoteou sob os pés todos os meus homens poderosos no meio de mim; ele convocou uma assembleia contra mim, para esmagar os meus jovens; o Senhor pisoteou como em um lagar a virgem, a filha de Judá.
15 O Senhor dispersou todos os valentes que estavam comigo; apregoou contra mim um ajuntamento, para esmagar os meus jovens; o Senhor pisou, como num lagar, a virgem filha de Judá.
16 Por estas coisas eu choro; meu olho, meu olho escorre com água, pois o consolador que deveria aliviar a minha alma está longe de mim; meus filhos estão desolados, porque o inimigo prevaleceu.
16 Por estas coisas, choro eu; os meus olhos, os meus olhos se desfazem em águas; porque se afastou de mim o consolador que devia restaurar as minhas forças; os meus filhos estão desolados, porque prevaleceu o inimigo.
17 Sião estende as suas mãos, e não há ninguém para confortá-la; o ­SENHOR ordenou a respeito de Jacó, que os seus adversários deveriam estar em todas as direções ao seu redor; Jerusalém é entre eles como uma mulher menstruada.
17 Estende Sião as mãos, e não há quem a console; ordenou o que os seus vizinhos se tornem seus inimigos; Jerusalém é para eles como coisa imunda.
18 O ­SENHOR é justo, pois eu me rebelei contra o seu mandamento; ouvi, eu vos rogo, todo o povo, e contemplai a minha angústia; minhas virgens e os meus jovens foram para o cativeiro.
18 Justo é o Senhor , pois me rebelei contra a sua palavra; ouvi todos os povos e vede a minha dor; as minhas virgens e os meus jovens foram levados para o cativeiro.
19 Eu chamei pelos meus amantes, porém eles me enganaram; meus sacerdotes e meus anciãos entregaram o espírito na cidade, enquanto buscavam a sua carne para aliviar as suas almas.
19 Chamei os meus amigos, mas eles me enganaram; os meus sacerdotes e os meus anciãos expiraram na cidade, quando estavam à procura de mantimento para restaurarem as suas forças.
20 Contempla, ó ­SENHOR, pois eu estou angustiada, minhas entranhas estão incomodadas, meu coração está revolvido dentro de mim; pois eu gravemente me rebelei; no exterior a espada enlutada; em casa está a morte.
20 Olha, Senhor , porque estou angustiada; turbada está a minha alma, o meu coração, transtornado dentro de mim, porque gravemente me rebelei; fora, a espada mata os filhos; em casa, anda a morte.
21 Eles ouviram que eu suspiro; não há ninguém que me conforte; todos os meus inimigos ouviram sobre a minha tribulação; eles estão alegres que tu tenhas feito isto; tu trarás o dia que tu anunciaste, e eles hão de ser como eu.
21 Ouvem que eu suspiro, mas não tenho quem me console; todos os meus inimigos que souberam do meu mal folgam, porque tu o fizeste; mas, em trazendo tu o dia que apregoaste, serão semelhantes a mim.
22 Que todas as suas perversidades cheguem perante a ti; e faze-lhes como tu fizeste comigo, por causa de todas as minhas transgressões, pois os meus suspiros são muitos, e meu coração está enfraquecido.
22 Venha toda a sua iniquidade à tua presença, e faze-lhes como me fizeste a mim por causa de todas as minhas prevaricações; porque os meus gemidos são muitos, e o meu coração está desfalecido.

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