Jó 41

BKJ (BKJ, 2017) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Podes tu fisgar o leviatã com um anzol? Ou sua língua com um cordão que tu deixas cair?
1 Podes tu, com anzol, apanhar o crocodilo ou lhe travar a língua com uma corda?
2 Podes pôr um anzol no seu nariz, ou furar sua mandíbula com um espinho?
2 Podes meter-lhe no nariz uma vara de junco? Ou furar-lhe as bochechas com um gancho?
3 Fará ele muitas súplicas a ti? Falará ele palavras suaves a ti?
3 Acaso, te fará muitas súplicas? Ou te falará palavras brandas?
4 Fará ele um pacto contigo, ou o tomarás tu por servo para sempre?
4 Fará ele acordo contigo? Ou tomá-lo-ás por servo para sempre?
5 Brincarás com ele como com um pássaro, ou o prenderás por causa de tuas donzelas?
5 Brincarás com ele, como se fora um passarinho? Ou tê-lo-ás preso à correia para as tuas meninas?
6 Farão teus companheiros um banquete com ele, ou o repartirão entre os mercadores?
6 Acaso, os teus sócios negociam com ele? Ou o repartirão entre os mercadores?
7 Podes tu encher sua pele com ganchos, ou a sua cabeça com arpões de pescadores?
7 Encher-lhe-ás a pele de arpões? Ou a cabeça, de farpas?
8 Põe a tua mão sobre ele, lembra-te da batalha, e não o faças mais.
8 Põe a mão sobre ele, lembra-te da peleja e nunca mais o intentarás.
9 Eis que a esperança dele é vã, não será alguém humilhado só de vê-lo?
9 Eis que a gente se engana em sua esperança; acaso, não será o homem derribado só em vê-lo?
10 Ninguém é tão feroz que ouse atiçá-lo; quem, então, é capaz de ficar de pé diante de mim?
10 Ninguém há tão ousado, que se atreva a despertá-lo. Quem é, pois, aquele que pode erguer-se diante de mim?
11 Quem me precedeu para que eu devesse retribuí-lo? O que quer que esteja debaixo de todo o céu é meu.
11 Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu.
12 Eu não esconderei suas partes, nem seu poder, nem sua graciosa proporção.
12 Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem da graça da sua compostura.
13 Quem pode descobrir a face de sua vestimenta? Ou quem pode ir a ele com sua rédea dobrada?
13 Quem lhe abrirá as vestes do seu dorso? Ou lhe penetrará a couraça dobrada?
14 Quem pode abrir as portas da sua face? Seus dentes são terríveis ao redor.
14 Quem abriria as portas do seu rosto? Pois em roda dos seus dentes está o terror.
15 Suas escamas são seu orgulho, fechadas juntamente como por um selo apertado.
15 As fileiras de suas escamas são o seu orgulho, cada uma bem-encostada como por um selo que as ajusta.
16 Uma é tão próxima à outra, que nem o ar consegue passar entre elas.
16 A tal ponto uma se chega à outra, que entre elas não entra nem o ar.
17 Elas se ligam umas às outras, ficam juntas, de maneira que não podem ser separadas.
17 Umas às outras se ligam, aderem entre si e não se podem separar.
18 Através de suas necessidades uma luz brilha, e seus olhos são como as pálpebras da manhã.
18 Cada um dos seus espirros faz resplandecer luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva.
19 Da sua boca saem tochas, e centelhas de fogo escapam.
19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.
20 Das suas narinas sai fumaça, como saem de uma panela fervente, ou de um caldeirão.
20 Das suas narinas procede fumaça, como de uma panela fervente ou de juncos que ardem.
21 O seu fôlego acende os carvões; e uma chama sai de sua boca.
21 O seu hálito faz incender os carvões; e da sua boca sai chama.
22 No seu pescoço permanece a força; e a tristeza se transforma em alegria diante dele.
22 No seu pescoço reside a força; e diante dele salta o desespero.
23 Os flocos de sua carne estão juntos; são firmes neles mesmos; eles não podem ser movidos.
23 Suas partes carnudas são bem-pegadas entre si; todas fundidas nele e imóveis.
24 O seu coração é firme como uma pedra; sim, duro como um pedaço da mó inferior.
24 O seu coração é firme como uma pedra, firme como a mó de baixo.
25 Quando ele se levanta, os poderosos temem; por causa de rupturas eles se purificam.
25 Levantando-se ele, tremem os valentes; quando irrompe, ficam como que fora de si.
26 A espada daquele que lhe tocar não consegue impedi-lo; nem a lança, nem o dardo, nem a malha de ferro.
26 Se o golpe de espada o alcança, de nada vale, nem de lança, de dardo ou de flecha.
27 Ele considera o ferro como palha, e o bronze como pau podre.
27 Para ele, o ferro é palha, e o cobre, pau podre.
28 A flecha não pode fazê-lo fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho.
28 A seta o não faz fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho.
29 Os bengalões são contados como restolho; ele ri do brandir da lança.
29 Os porretes atirados são para ele como palha, e ri-se do brandir da lança.
30 Pedras afiadas estão debaixo dele; ele espalha coisas pontudas e afiadas sobre a lama.
30 Debaixo do ventre, há escamas pontiagudas; arrasta-se sobre a lama, como um instrumento de debulhar.
31 Ele faz o abismo ferver como uma panela; ele faz o mar como uma panela de unguento.
31 As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como caldeira de unguento.
32 Ele faz brilhar um caminho após si; alguém até pensaria que o abismo ficou grisalho.
32 Após si, deixa um sulco luminoso; o abismo parece ter-se encanecido.
33 Sobre a terra não há o que se lhe compare, que tenha sido criado sem medo.
33 Na terra, não tem ele igual, pois foi feito para nunca ter medo.
34 Ele contempla todas as coisas altivas; ele é um rei sobre todos os filhos do orgulho.
34 Ele olha com desprezo tudo o que é alto; é rei sobre todos os animais orgulhosos.

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