Jó 21

BKJ (BKJ, 2017) vs ARA

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ARA Almeida Revista e Atualizada 1993
1 Mas Jó respondeu e disse:
1 Respondeu, porém, Jó:
2 Ouvi diligentemente o meu discurso, e que isto seja a vossa consolação.
2 Ouvi atentamente as minhas razões, e já isso me será a vossa consolação.
3 Sofrei-me para que eu possa falar; e depois que eu tiver falado, zombai.
3 Tolerai-me, e eu falarei; e, havendo eu falado, podereis zombar.
4 Quanto a mim, é a minha reclamação para algum homem? E se o fosse, por que não deveria o meu espírito estar atribulado?
4 Acaso, é do homem que eu me queixo? Não tenho motivo de me impacientar?
5 Marcai-me, e ficai atônitos, e ponde vossa mão sobre vossa boca.
5 Olhai para mim e pasmai; e ponde a mão sobre a boca;
6 Até quando eu me lembro disso, fico com medo, e o tremor toma conta da minha carne.
6 porque só de pensar nisso me perturbo, e um calafrio se apodera de toda a minha carne.
7 Por que vivem os perversos, envelhecem, sim, e são poderosos em poder?
7 Como é, pois, que vivem os perversos, envelhecem e ainda se tornam mais poderosos?
8 Sua semente se estabelece à sua vista com eles; e sua descendência diante de seus olhos.
8 Seus filhos se estabelecem na sua presença; e os seus descendentes, ante seus olhos.
9 Suas casas estão a salvo do medo, e nem a vara de Deus está sobre eles.
9 As suas casas têm paz, sem temor, e a vara de Deus não os fustiga.
10 Seus touros dão cria, e não falham; suas vacas dão à luz, e não lançam fora seus novilhos.
10 O seu touro gera e não falha, suas novilhas têm a cria e não abortam.
11 Eles enviam os seus pequeninos como um rebanho, e seus filhos dançam.
11 Deixam correr suas crianças, como a um rebanho, e seus filhos saltam de alegria;
12 Eles tomam o tamboril e a harpa, e regozijam-se ao som do órgão.
12 cantam com tamboril e harpa e alegram-se ao som da flauta.
13 Eles passam os seus dias em riqueza, e em um momento descem à sepultura.
13 Passam eles os seus dias em prosperidade e em paz descem à sepultura.
14 Portanto, eles dizem a Deus: Retira-te de nós; porque não desejamos o conhecimento dos teus caminhos.
14 E são estes os que disseram a Deus: Retira-te de nós! Não desejamos conhecer os teus caminhos.
15 O que é o Todo-Poderoso, para que o sirvamos? E que proveito teremos se orarmos a ele?
15 Que é o Todo-Poderoso, para que nós o sirvamos? E que nos aproveitará que lhe façamos orações?
16 Eis que seus bens não estão em suas mãos; o conselho dos perversos está longe de mim.
16 Vede, porém, que não provém deles a sua prosperidade; longe de mim o conselho dos perversos!
17 Quão frequentemente a lâmpada do perverso é apagada! E quão frequentemente vem a destruição sobre eles! Deus distribui dores em sua ira.
17 Quantas vezes sucede que se apaga a lâmpada dos perversos? Quantas vezes lhes sobrevém a destruição? Quantas vezes Deus na sua ira lhes reparte dores?
18 Eles são como o restolho diante do vento, e como a palha que a tempestade carrega.
18 Quantas vezes são como a palha diante do vento e como a pragana arrebatada pelo remoinho?
19 Deus reserva a sua iniquidade para seus filhos; ele o recompensa, e ele saberá disso.
19 Deus, dizeis vós, guarda a iniquidade do perverso para seus filhos. Mas é a ele que deveria Deus dar o pago, para que o sinta.
20 Seus olhos verão a sua destruição, e ele beberá da ira do Todo-Poderoso.
20 Seus próprios olhos devem ver a sua ruína, e ele, beber do furor do Todo-Poderoso.
21 Porquanto, que prazer terá ele em sua casa depois que ele se for, quando o número de seus meses for cortado ao meio?
21 Porque depois de morto, cortado já o número dos seus meses, que interessa a ele a sua casa?
22 Ensinará alguém conhecimento a Deus; vendo que ele julga aqueles que estão no alto?
22 Acaso, alguém ensinará ciência a Deus, a ele que julga os que estão nos céus?
23 Um morre em sua plena força, estando inteiramente tranquilo e quieto.
23 Um morre em pleno vigor, despreocupado e tranquilo,
24 Seus peitos estão cheios de leite, e seus ossos umedecidos de medula.
24 com seus baldes cheios de leite e fresca a medula dos seus ossos.
25 E outro morre na amargura de sua alma, e nunca come com prazer.
25 Outro, ao contrário, morre na amargura do seu coração, não havendo provado do bem.
26 Eles se deitarão semelhantemente no pó, e os vermes os cobrirão.
26 Juntamente jazem no pó, onde os vermes os cobrem.
27 Eis que eu conheço os vossos pensamentos; e os artifícios que injustamente imaginam contra mim.
27 Vede que conheço os vossos pensamentos e os injustos desígnios com que me tratais.
28 Porque dizeis: Onde está a casa do príncipe, e onde estão os lugares da habitação dos perversos?
28 Porque direis: Onde está a casa do príncipe, e onde, a tenda em que morava o perverso?
29 Não perguntastes aos que passam pelo caminho, e não conheceis os seus sinais;
29 Porventura, não tendes interrogado os que viajam? E não considerastes as suas declarações,
30 que o perverso está reservado para o dia da destruição? Eles serão expostos ao dia da ira.
30 que o mau é poupado no dia da calamidade, é socorrido no dia do furor?
31 Quem declarará seu caminho diante da sua face? E quem lhe retribuirá o que ele fez?
31 Quem lhe lançará em rosto o seu proceder? Quem lhe dará o pago do que faz?
32 Ainda assim, ele será levado à sepultura, e permanecerá no túmulo.
32 Finalmente, é levado à sepultura, e sobre o seu túmulo se faz vigilância.
33 Os torrões do vale lhe serão doces, e todo homem virá após ele, assim como há inúmeros antes dele.
33 Os torrões do vale lhe são leves, todos os homens o seguem, assim como não têm número os que foram adiante dele.
34 Como, então, me consolais em vão; vendo que em vossas respostas resta a falsidade?
34 Como, pois, me consolais em vão? Das vossas respostas só resta falsidade.

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