Isaías 47
BKJ (BKJ, 2017) vs VC
1 Desce e senta-te no pó, ó virgem filha de Babilônia, senta-te no chão. Não há mais trono, ó filha dos caldeus, porque tu não serás mais chamada terna e delicada.
1 Desce de teu trono, agacha-te ao solo, virgem, filha de Babilônia; assenta-te no chão, sem trono, filha dos caldeus! Já não serás chamada a delicada e a voluptuosa.
2 Pega as pedras de moinho e mói farinha. Tira o que cobre tuas tranças e descobre a perna, descobre a coxa, atravessa os rios.
2 Toma a mó, vai moer a farinha, tira teu véu, arregaça teu vestido, descobre tuas pernas para passar os rios,
3 Tua nudez será descoberta, sim, tua vergonha será vista. Eu tomarei vingança e não me oporei a ti, como um homem.
3 {descobre tua nudez, que se veja teu opróbrio}. Vou exercer uma implacável vingança,
4 Com relação ao nosso Redentor, o SENHOR dos Exércitos é seu nome, o Santo de Israel.
4 diz o nosso Redentor, que se intitula o Senhor dos exércitos, o Santo de Israel.
5 Senta-te em silêncio e adentra tu na escuridão, ó filha dos caldeus, porque tu não serás mais chamada a senhora de reinos.
5 Senta-te em silêncio, mergulha na escuridão, filha dos caldeus, porque não mais te chamarão a soberana dos reinos.
6 Eu estive furioso com meu povo, Eu tenho profanado minha herança e os dado em tua mão. Tu não mostraste misericórdia para com eles. Sobre o ancião tu tens colocado mui pesadamente teu jugo.
6 Sem dúvida eu me havia irritado contra meu povo, profanei minha herança, entreguei-o nas tuas mãos; mas tu o trataste sem piedade, fizeste pesar duramente teu jugo sobre o ancião.
7 E tu disseste: Serei uma dama para sempre. Portanto, assim tu não dispuseste estas coisas ao teu coração, nem consideraste o ponto final delas.
7 Tu te dizias: Eu serei sempre soberana perpétua. Sem refletir, não consideraste o fim.
8 Portanto, ouve agora isto: Tu que és dada a prazeres, que habitas descuidadamente. Tu que dizes em teu coração: Eu sou e ninguém mais do que eu. Eu não sentarei como uma viúva, nem conhecerei a perda de filhos.
8 Agora, portanto, ouve isto, voluptuosa, que reinas em segurança, que dizes em teu coração: Eu e nada mais que eu! Não conhecerei a viuvez, nem a perda de meus filhos.
9 Porém, estas duas coisas virão a ti em um momento em um dia: a perda de filhos e a viuvez. Elas virão sobre ti em sua plenitude, por causa da multidão de tuas feitiçarias e por causa da grande abundância de teus encantamentos.
9 Estas duas desgraças virão sobre ti num só dia: a perda de teus filhos e a viuvez te atormentarão ao mesmo tempo, a despeito de todos os teus sortilégios e teus poderosos encantos.
10 Porque tu tens confiado em tua perversidade. Tu tens dito: Ninguém me vê. Tua sabedoria e teu conhecimento, têm te pervertido, e tu tens dito em teu coração: Eu sou e ninguém mais do que eu.
10 Tu te fiavas em tua malícia e dizias a ti mesma: Ninguém me vê! Mas tua habilidade e tua astúcia te desencaminharam a tal ponto que dizias em teu coração: Eu e nada a não ser eu!
11 Portanto, o mal virá sobre ti. Tu não saberás de onde ele se levanta, e desgraça te atacará de repente, ferozmente. Tu não serás capaz de a repelir. E desolação virá sobre ti de repente, a qual tu não saberás.
11 Ora, uma calamidade virá sobre ti e não saberás conjurá-la; a catástrofe vai desabar sobre ti sem que possas impedi-la. Repentinamente alcançar-te-á uma ruína que não terás sabido evitar.
12 Levanta agora com teus encantamentos e com a multidão de tuas feitiçarias, em que tu tens trabalhado desde tua juventude. Se então tu fores capaz de te beneficiar, se então tu fores, poderás prevalecer.
12 Agarra-te, portanto, a teus feitiços e à multidão de teus sortilégios, nos quais te esmeraste desde tua juventude! Talvez acharás uma receita eficaz para criar o terror.
13 Tu estás cansado na multidão de teus conselhos. Deixa agora os astrólogos, os observadores das estrelas, os prognosticadores mensais ficarem de pé e te salvarem destas coisas que virão sobre ti.
13 Esbanjaste teus esforços entre tantos conselheiros. Que eles então se levantem e te salvem, aqueles que preparam o mapa do céu e observam os astros, que comunicam a cada mês como irão as coisas.
14 Eis que eles serão como restolho, o fogo os queimará. Eles não livrarão a si mesmos do poder da chama. Não há de existir uma brasa para nela se aquecer, nem fogo para se assentar diante dele.
14 Ei-los como argueiros de palha que o fogo consumirá; não poderão escapar às investidas da chama. {Não será um braseiro onde se coze o pão, nem um fogo perto do qual se assenta}.
15 Deste modo eles estarão diante de ti com aqueles com quem tu tens trabalhado, teus comerciantes, desde tua juventude. Eles vaguearão cada um para seu lado; ninguém te salvará.
15 Eis o que valerão teus feiticeiros que tens procurado consultar desde tua juventude. Eles fogem espavoridos, cada qual para seu lado, sem que nenhum venha em teu socorro.
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