Gênesis 42
BKJ (BKJ, 2017) vs VC
1 Ora, quando Jacó viu que havia trigo no Egito, Jacó disse a seus filhos: Por que ficais olhando uns para os outros?
1 Jacó, sabendo que havia trigo no Egito, disse aos seus filhos: "Por que estais olhando uns para os outros?
2 E ele disse: Eis que eu ouvi que há trigo no Egito; descei para lá e comprai para nós dali, para que vivamos, e não morramos.
2 Eu soube que há trigo no Egito. Descei lá e comprai-o para nós; poderemos assim viver e escaparemos à morte."
3 E os dez irmãos de José desceram para comprar trigo no Egito.
3 E os dez irmãos de José desceram ao Egito para comprar trigo.
4 Mas a Benjamim, irmão de José, Jacó não enviou com seus irmãos, pois ele disse: Para que porventura não lhe aconteça alguma desgraça.
4 Jacó não deixou partir com seus irmãos Benjamim, irmão de José, "com medo, pensava ele, de que lhe acontecesse alguma desgraça."
5 E os filhos de Israel vieram comprar trigo entre os que vieram, porque a fome estava na terra de Canaã.
5 Os filhos de Israel chegaram, pois, no meio de uma multidão de outros para comprar víveres, porque a fome reinava na terra de Canaã.
6 E José era o governador da terra, e era ele que vendia a todas as pessoas da terra; e os irmãos de José vieram, e se curvaram diante dele com sua face em terra.
6 José era o governador de toda a região, e era ele quem vendia o trigo a todo o mundo. Desde sua chegada, os irmãos de José prostraram-se diante dele com o rosto por terra.
7 E José viu seus irmãos, e ele os reconheceu, mas se fez de estranho para eles, e falou asperamente com eles. E ele lhes disse: De onde vindes? E eles disseram: Da terra de Canaã para comprar alimento.
7 José reconheceu-os imediatamente, mas, comportando-se com eles como um estrangeiro, disse-lhes com rudeza: "Donde vindes?" "Da terra de Canaã, responderam eles, para comprar víveres."
8 E José reconheceu seus irmãos, mas eles não o reconheceram.
8 Foi assim que José reconheceu a seus irmãos, mas eles não o reconheceram.
9 E José lembrou-se dos sonhos que havia sonhado sobre eles, e lhes disse: Sois espiões. Viestes para ver a nudez da terra.
9 E lembrava-se dos sonhos que tivera outrora a respeito deles; disse-lhes: "Vós sois espiões: viestes explorar os pontos fracos do país."
10 E eles lhe disseram: Não, meu senhor, mas para comprar alimento vieram teus servos.
10 "Não, meu senhor, responderam, teus servos vieram comprar víveres.
11 Somos todos filhos de um homem; somos homens verdadeiros; teus servos não são espiões.
11 Somos todos filhos dum mesmo pai, somos gente honesta; teus servos não são espiões."
12 E ele lhes disse: Não, mas para ver a nudez da terra é que viestes.
12 "Não é verdade -, disse-lhes ele, viestes explorar os pontos fracos do país."
13 E eles disseram: Teus servos são doze irmãos, os filhos de um homem na terra de Canaã. E eis que o mais jovem está hoje com nosso pai, e um não está.
13 Eles responderam: "Somos doze irmãos, filhos dum mesmo pai, na terra de Canaã. O mais novo está agora em casa de nosso pai, o outro já não existe."
14 E José lhes disse: Foi isso que eu vos falei, dizendo: Sois espiões.
14 José disse-lhes: "É bem como eu disse: sois espiões.
15 Por isto sereis provados: Pela vida de Faraó não saireis daqui, a não ser que vosso irmão mais jovem venha para cá.
15 Sereis, aliás, postos à prova: pela vida do faraó, não saireis daqui antes que tenha vindo vosso irmão mais novo.
16 Enviai um de vós, e que ele traga vosso irmão, e vós sereis mantidos na prisão, para que vossas palavras sejam provadas, se há alguma verdade em vós. Ou senão pela vida de Faraó, verdadeiramente sois espiões.
16 Mandai um de vós buscá-lo; enquanto isso, ficareis prisioneiros. Vossas palavras serão assim provadas, e veremos se dissestes a verdade. Do contrário, pela vida do faraó, sois espiões!"
17 E ele os colocou todos juntos na prisão por três dias.
17 E mandou metê-los numa prisão durante três dias.
18 E José lhes disse no terceiro dia: Fazei isto, e vivei, pois eu temo a Deus:
18 No terceiro dia, José disse-lhes: "Fazei isto, e vivereis, porque sou cheio do temor a Deus.
19 Se sois homens verdadeiros, deixai que um de vossos irmãos fique preso na casa de vossa prisão. Ide vós, levai trigo para a fome de suas casas,
19 Se sois gente de bem, que um dentre vós fique detido em prisão; e os outros partam levando o trigo para alimentar vossas famílias.
20 mas trazei-me vosso irmão mais jovem. Assim, vossas palavras serão verificadas, e vós não morrereis. E assim eles fizeram.
20 Trazei-me então vosso irmão mais novo, para que eu possa verificar a verdade de vossas palavras, e não morrereis." Foi o que fizeram.
21 E eles disseram uns aos outros: Somos realmente culpados a respeito do nosso irmão, quando vimos a angústia da sua alma, quando nos implorou, e não o escutamos; por isso veio essa desgraça sobre nós.
21 Disseram uns aos outros: "Em verdade, expiamos o crime cometido contra o nosso irmão, porque víamos a angústia de sua alma quando ele nos suplicava, e não o escutamos! Eis por que veio sobre nós esta desgraça!"
22 E Rúben lhes respondeu, dizendo: Não vos falei, dizendo: Não pequeis contra o menino, e vós não ouvistes? Por isso, eis que o seu sangue também é requerido.
22 "Não vos tinha eu dito, disse-lhes Rubem, para não pecardes contra o menino? Não quisestes ouvir-me, e eis agora que nos é reclamado o seu sangue!"
23 E eles não sabiam que José os entendia, pois ele falava com eles por meio de um intérprete.
23 Ora, não sabiam que José os compreendia, porque lhes tinha falado por meio de um intérprete.
24 E ele se afastou deles, e chorou, e voltou a eles novamente, e falou com eles, e tomou deles Simeão, e o amarrou diante dos seus olhos.
24 E José afastou-se deles para chorar. Voltou em seguida e falou-lhes; e escolheu Simeão, ao qual mandou prender na presença deles.
25 Então José ordenou que enchessem de trigo seus sacos, e que devolvessem a cada homem seu dinheiro, a cada um em seu saco, e que lhes dessem provisão para o caminho. E assim lhes fizeram.
25 José ordenou depois que se enchessem de trigo os seus sacos, e que se pusesse o dinheiro de cada um em seu saco de viagem, e também que se lhes dessem provisões para o caminho: assim foi feito.
26 E eles carregaram os seus jumentos com trigo, e partiram dali.
26 Eles carregaram o trigo sobre os seus jumentos e partiram.
27 E quando um deles abriu o seu saco para dar forragem ao seu jumento na hospedaria, ele viu o seu dinheiro, pois eis que estava na boca do seu saco.
27 Na estalagem, abrindo um deles o seu saco para dar de comer ao seu jumento, viu que o seu dinheiro estava na boca do saco.
28 E ele disse a seus irmãos: Meu dinheiro foi devolvido, e eis que está no meu saco. E o coração deles desfaleceu, e eles ficaram temerosos, dizendo uns aos outros: O que é isto que Deus nos fez?
28 "Devolveram-me o meu dinheiro, disse ele aos seus irmãos; ei-lo aqui no meu saco!" Desfaleceu-se-lhes o coração, e, tomados de espanto, disseram uns aos outros: "Que é isto que Deus nos fez?"
29 E eles vieram a Jacó, seu pai, à terra de Canaã, e lhe contaram tudo que lhes acontecera, dizendo:
29 Voltaram para junto de Jacó, seu pai, na terra de Canaã, e contaram-lhe nestes termos tudo o que lhes tinha acontecido:
30 O homem, que é o senhor da terra, falou asperamente conosco, e nos tomou por espiões da terra.
30 "O homem que governa o país nos falou asperamente e nos tomou por espiões.
31 E lhe dissemos: Somos homens verdadeiros, não somos espiões;
31 Dissemos-lhe que éramos gente honesta, e não espiões;
32 somos doze irmãos, filhos de nosso pai; um não está, e o mais jovem está hoje com nosso pai na terra de Canaã.
32 que éramos doze irmãos, filhos dum mesmo pai, dos quais um já não existia mais, e o mais novo estava no momento com nosso pai, na terra de Canaã.
33 E o homem, senhor da terra, nos disse: Por isto eu saberei que sois homens verdadeiros: Deixai um de vossos irmãos aqui comigo, e levai alimento para a fome de vossas famílias, e parti.
33 O governador do país disse-nos: por isso reconhecerei se sois gente de bem: deixai junto de mim um de vossos irmãos, levai o trigo que precisais para alimentar vossas famílias, e parti.
34 Trazei-me vosso irmão mais jovem. Então eu saberei que não sois espiões, mas que sois homens verdadeiros. Assim eu vos entregarei vosso irmão, e negociareis na terra.
34 Conduzir-me-eis então vosso irmão mais novo: assim saberei que não sois espiões, mas gente honesta. Eu vos devolverei então vosso irmão, e podereis negociar no país."
35 E aconteceu que, quando eles esvaziaram seus sacos, eis que cada homem tinha o seu pacote de dinheiro no seu saco; e quando eles e seu pai viram os seus pacotes de dinheiro, ficaram temerosos.
35 E, esvaziando os seus sacos, eis que o pacote de dinheiro de cada um se encontrava em seu saco. Quando eles e seu pai viram seu dinheiro, tiveram medo.
36 E Jacó, seu pai, disse-lhes: Vós me privastes de meus filhos: José não está, e Simeão não está, e ainda quereis tomar Benjamim. Todas estas coisas estão contra mim.
36 Jacó disse-lhes: "Vós me tirais os meus filhos! José já não existe, Simeão tampouco, e quereis me tomar ainda Benjamim! Tudo vem cair sobre mim!"
37 E Rúben falou com seu pai, dizendo: Mata meus dois filhos, se eu não o trouxer a ti. Entrega-o em minha mão, e eu o trarei para ti novamente.
37 Rubem disse-lhe: "Tira a vida aos meus dois filhos, se eu não te reconduzir Benjamim! Confia-o a mim: eu to reconduzirei."
38 E ele disse: Meu filho não descerá convosco, pois seu irmão está morto, e ele foi deixado só. Se alguma desgraça cair sobre ele no caminho em que fordes, então, com tristeza, levareis meus cabelos grisalhos à sepultura.
38 "Meu filho, tornou Jacó, não descerá convosco, porque seu irmão morreu, e só resta ele. Se lhe acontecesse um acidente nesta viagem que ides fazer, faríeis descer os meus cabelos brancos à habitação dos mortos, sob o peso da dor."
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