Provérbios 17
Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs VC
1 Melhor é um bocado seco e com ele a tranquilidade do que a casa cheia de vítimas, com contenda.
1 Mais vale um bocado de pão seco, com a paz, do que uma casa cheia de carnes, com a discórdia.
2 O servo prudente dominará sobre o filho que procede indignamente; e entre os irmãos repartirá a herança.
2 Um escravo prudente vale mais que um filho desonroso, e partilhará da herança entre os irmãos.
3 O crisol é para a prata, e o forno, para o ouro; mas o Senhor prova os corações.
3 Um crisol para a prata, um forno para o ouro; é o Senhor, porém, quem prova os corações.
4 O malfazejo atenta para o lábio iníquo; o mentiroso inclina os ouvidos para a língua maligna.
4 O mau dá ouvidos aos lábios iníquos; o mentiroso presta atenção à língua perniciosa.
5 O que escarnece do pobre insulta ao que o criou; o que se alegra da calamidade não ficará impune.
5 Aquele que zomba do pobre insulta seu criador; quem se ri de um infeliz não ficará impune.
6 Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são seus pais.
6 Os filhos dos filhos são a coroa dos velhos, e a glória dos filhos são os pais.
7 Não convém ao tolo a fala excelente; quanto menos ao príncipe, o lábio mentiroso!
7 Uma linguagem elevada não convém ao néscio, quanto mais, a um nobre, palavras mentirosas.
8 Pedra preciosa é o presente aos olhos dos que o recebem; para onde quer que se volte, servirá de proveito.
8 Um presente parece uma gema preciosa a seu possuidor; para qualquer lado que ele se volte, logra êxito.
9 O que encobre a transgressão busca a amizade, mas o que renova a questão separa os maiores amigos.
9 Aquele que dissimula faltas promove amizade; quem as divulga, divide amigos.
10 Mais profundamente entra a repreensão no prudente do que cem açoites no tolo.
10 Uma repreensão causa mais efeito num homem prudente do que cem golpes num tolo.
11 Na verdade, o rebelde não busca senão o mal, mas mensageiro cruel se enviará contra ele.
11 O perverso só busca a rebeldia, mas será enviado contra ele um mensageiro cruel.
12 Encontre-se com o homem a ursa à qual roubaram os filhos, mas não o louco na sua estultícia.
12 Antes encontrar uma ursa privada de seus filhotes do que um tolo em crise de loucura.
13 Quanto àquele que torna mal por bem, não se apartará o mal da sua casa.
13 A desgraça não deixará a casa daquele que retribui o mal pelo bem.
14 Como o soltar as águas, é o princípio da contenda; deixa por isso a porfia, antes que sejas envolvido.
14 Começar uma questão é como soltar as águas; desiste, antes que se exaspere a disputa.
15 O que justifica o ímpio e o que condena o justo abomináveis são para o Senhor , tanto um como o outro.
15 Quem declara justo o ímpio e perverso o justo, ambos desagradam ao Senhor.
16 De que serviria o preço na mão do tolo para comprar a sabedoria, visto que não tem entendimento?
16 Para que serve o dinheiro na mão do insensato? Para comprar a sabedoria? Ele não tem critério.
17 Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão.
17 O amigo ama em todo o tempo: na desgraça, ele se torna um irmão.
18 O homem falto de entendimento dá a mão, ficando por fiador do seu companheiro.
18 É destituído de senso o que aceita compromissos e que fica fiador para seu próximo.
19 O que ama a contenda ama a transgressão; o que alça a sua porta busca a ruína.
19 O que ama as disputas ama o pecado; quem ergue sua porta busca a ruína.
20 O perverso de coração nunca achará o bem; e o que tem a língua dobre virá a cair no mal.
20 O homem de coração falso não encontra a felicidade; o de língua tortuosa cai na desgraça.
21 O que gera um tolo, para sua tristeza o faz; e o pai do insensato não se alegrará.
21 Quem gera um tolo terá desventura; nem alegria terá o pai de um imbecil.
22 O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos.
22 Coração alegre, bom remédio; um espírito abatido seca os ossos.
23 O ímpio tira o presente do seio para perverter as veredas da justiça.
23 O ímpio aceita um presente ocultamente para desviar a língua da justiça.
24 No rosto do sábio se vê a sabedoria, mas os olhos do louco estão nas extremidades da terra.
24 Ante o homem prudente está a sabedoria; os olhos do insensato vagueiam até o fim do mundo.
25 O filho insensato é tristeza para seu pai e amargura para quem o deu à luz.
25 Um filho néscio é o pesar de seu pai e a amargura de quem o deu à luz.
26 Não é bom também punir o justo, nem ferirem os príncipes ao que age justamente.
26 Não convém chamar a atenção do justo e ferir os homens honestos por causa de sua retidão.
27 Retém as suas palavras o que possui o conhecimento, e o homem de entendimento é de precioso espírito.
27 O que mede suas palavras possui a ciência; quem é calmo de espírito é um homem inteligente.
28 Até o tolo, quando se cala, será reputado por sábio; e o que cerrar os seus lábios, por sábio.
28 Mesmo o insensato passa por sábio, quando se cala; por prudente, quando fecha sua boca.
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