Mateus 8
Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs NVT
1 E, descendo ele do monte, seguiu-o uma grande multidão.
1 Quando Jesus desceu a encosta do monte, grandes multidões o seguiram.
2 E eis que veio um leproso e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.
2 Um leproso aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se diante dele e disse: “Senhor, se quiser, pode me curar e me deixar limpo”.
3 E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra.
3 Jesus estendeu a mão e tocou nele. “Eu quero”, respondeu. “Seja curado e fique limpo!” No mesmo instante, o homem foi curado da lepra.
4 Disse-lhe, então, Jesus: Olha, não o digas a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.
4 Então Jesus disse ao homem: “Não conte isso a ninguém. Vá e apresente-se ao sacerdote para que ele o examine. Leve a oferta que a lei de Moisés exige. Isso servirá como testemunho”.
5 E, entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe
5 Quando Jesus chegou a Cafarnaum, um oficial romano se aproximou dele e suplicou:
6 e dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico e violentamente atormentado.
6 “Senhor, meu jovem servo está de cama, paralisado e com dores terríveis”.
7 E Jesus lhe disse: Eu irei e lhe darei saúde.
7 Jesus disse: “Vou até lá para curá-lo”.
8 E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado sarará,
8 O oficial, porém, respondeu: “Senhor, não mereço que entre em minha casa. Basta uma ordem sua, e meu servo será curado.
9 pois também eu sou homem sob autoridade e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu criado: faze isto, e ele o faz.
9 Sei disso porque estou sob a autoridade de meus superiores e tenho autoridade sobre meus soldados. Só preciso dizer ‘Vão’, e eles vão, ou ‘Venham’, e eles vêm. E, se digo a meus escravos: ‘Façam isto’, eles o fazem”.
10 E maravilhou-se Jesus, ouvindo isso, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.
10 Quando Jesus ouviu isso, ficou admirado e disse aos que o seguiam: “Eu lhes digo a verdade: jamais vi fé como esta em Israel!
11 Mas eu vos digo que muitos virão do Oriente e do Ocidente e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no Reino dos céus;
11 E também lhes digo: muitos virão de toda parte, do leste e do oeste, e se sentarão com Abraão, Isaque e Jacó no banquete do reino dos céus.
12 E os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes.
12 Mas muitos para os quais o reino foi preparado serão lançados fora, na escuridão, onde haverá choro e ranger de dentes”.
13 Então, disse Jesus ao centurião: Vai, e como creste te seja feito. E, naquela mesma hora, o seu criado sarou.
13 Então Jesus disse ao oficial romano: “Volte para casa. Tal como você creu, assim acontecerá”. E o jovem servo foi curado na mesma hora.
14 E Jesus, entrando na casa de Pedro, viu a sogra deste jazendo com febre.
14 Quando Jesus chegou à casa de Pedro, viu que a sogra dele estava de cama, com febre.
15 E tocou-lhe na mão, e a febre a deixou; e levantou-se e serviu-os.
15 Jesus tocou em sua mão e a febre a deixou. Então ela se levantou e passou a servi-lo.
16 E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele, com a sua palavra, expulsou deles os espíritos e curou todos os que estavam enfermos,
16 Ao entardecer, trouxeram a Jesus muita gente possuída por demônios. Ele expulsou esses espíritos impuros com uma simples ordem e curou todos os enfermos.
17 para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças.
17 Cumpriu-se, desse modo, o que foi dito pelo profeta Isaías: “Levou sobre si nossas enfermidades e removeu nossas doenças”.
18 E Jesus, vendo em torno de si uma grande multidão, ordenou que passassem para a outra margem.
18 Quando Jesus viu a grande multidão ao seu redor, ordenou que atravessassem para o outro lado do mar.
19 E, aproximando-se dele um escriba, disse: Mestre, aonde quer que fores, eu te seguirei.
19 Então um dos mestres da lei lhe disse: “Mestre, eu o seguirei aonde quer que vá”.
20 E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu
20 Jesus respondeu: “As raposas têm tocas onde morar e as aves têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem sequer um lugar para recostar a cabeça”.
21 E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me que, primeiramente, vá sepultar meu pai.
21 Outro discípulo disse: “Senhor, deixe-me primeiro sepultar meu pai”.
22 Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me e deixa aos mortos sepultar os seus mortos.
22 Jesus respondeu: “Siga-me agora. Deixe que os mortos sepultem seus próprios mortos”.
23 E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram.
23 Em seguida, Jesus entrou no barco, e seus discípulos o acompanharam.
24 E eis que, no mar, se levantou uma tempestade tão grande, que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo.
24 De repente, veio sobre o mar uma tempestade violenta, com ondas que cobriam o barco. Jesus, no entanto, dormia.
25 E os seus discípulos, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Senhor, salva-nos, que perecemos.
25 Os discípulos foram acordá-lo, clamando: “Senhor, salve-nos! Vamos morrer!”.
26 E ele disse-lhes: Por que temeis, Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança.
26 “Por que vocês estão com medo?”, perguntou ele. “Como é pequena a sua fé!” Então levantou-se, repreendeu o vento e o mar, e houve grande calmaria.
27 E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?
27 Os discípulos ficaram admirados. “Quem é este homem?”, diziam eles. “Até os ventos e o mar lhe obedecem!”
28 E, tendo chegado à outra margem, à província dos gadarenos, saíram-lhe ao encontro dois endemoninhados, vindos dos sepulcros; tão ferozes eram, que ninguém podia passar por aquele caminho.
28 Quando Jesus chegou ao outro lado do mar, à região dos gadarenos, dois homens possuídos por demônios saíram do cemitério e foram ao seu encontro. Eram tão violentos que ninguém podia passar por ali.
29 E eis que clamaram, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?
29 Eles começaram a gritar: “Por que vem nos importunar, Filho de Deus? Veio aqui para nos atormentar antes do tempo determinado?”.
30 E andava pastando distante deles uma manada de muitos porcos.
30 A certa distância deles, havia uma grande manada de porcos pastando.
31 E os demônios rogaram-lhe, dizendo: Se nos expulsas, permite-nos que entremos naquela manada de porcos.
31 Então os demônios suplicaram: “Se vai nos expulsar, mande-nos entrar naquela manada de porcos”.
32 E ele lhes disse: Ide. E, saindo eles, se introduziram na manada dos porcos; e eis que toda aquela manada de porcos se precipitou no mar por um despenhadeiro, e morreram nas águas.
32 “Vão!”, ordenou Jesus. Os demônios saíram dos homens e entraram nos porcos, e toda a manada se atirou pela encosta íngreme do monte para dentro do mar e se afogou.
33 Os porqueiros fugiram e, chegando à cidade, divulgaram tudo o que acontecera aos endemoninhados.
33 Os que cuidavam dos porcos fugiram para uma cidade próxima e contaram a todos o que havia ocorrido com os homens possuídos por demônios.
34 E eis que toda aquela cidade saiu ao encontro de Jesus, e, vendo-o, rogaram-lhe que se retirasse do seu território.
34 Os habitantes da cidade saíram ao encontro de Jesus e suplicaram que ele fosse embora da região.
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