Mateus 26

Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs NAA

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NAA Nova Almeida Atualizada 2017
1 E aconteceu que, quando Jesus concluiu todos esses discursos, disse aos seus discípulos:
1 Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, disse aos seus discípulos:
2 Bem sabeis que, daqui a dois dias, é a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.
2 — Vocês sabem que, daqui a dois dias, será celebrada a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.
3 Depois, os príncipes dos sacerdotes, e os escribas, e os anciãos do povo reuniram-se na sala do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás,
3 Então os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, chamado Caifás,
4 e consultaram-se mutuamente para prenderem Jesus com dolo e o matarem.
4 e deliberaram prender Jesus, à traição, e matá-lo.
5 Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja alvoroço entre o povo.
5 Mas diziam: — Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.
6 E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso,
6 Quando Jesus estava em Betânia, na casa de Simão, o leproso,
7 aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com unguento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa.
7 aproximou-se dele uma mulher, trazendo um frasco feito de alabastro com um perfume precioso, que ela derramou sobre a cabeça de Jesus, estando ele à mesa.
8 E os seus discípulos, vendo isso, indignaram-se, dizendo: Por que este desperdício?
8 Vendo isto, os discípulos ficaram indignados e disseram: — Para que este desperdício?
9 Pois este unguento podia vender-se por grande preço e dar-se o dinheiro aos pobres.
9 Este perfume poderia ter sido vendido por muito dinheiro, para ser dado aos pobres.
10 Jesus, porém, conhecendo isso, disse-lhes: Por que afligis esta mulher? Pois praticou
10 Mas Jesus, sabendo disto, lhes disse:
11 Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre.
11 Porque os pobres estarão sempre com vocês, mas a mim vocês nem sempre terão.
12 Ora, derramando ela este unguento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu sepultamento.
12 Porque, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu sepultamento.
13 Em verdade vos digo que, onde quer que este evangelho for pregado, em todo o mundo, também será referido o que ela fez para memória sua.
13 Em verdade lhes digo que, onde for pregado em todo o mundo este evangelho, também será contado o que ela fez, para memória dela.
14 Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes
14 Então um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi falar com os principais sacerdotes.
15 e disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei? E eles lhe pesaram trinta moedas de prata.
15 Ele disse: — Quanto me darão para que eu o entregue a vocês? E pagaram-lhe trinta moedas de prata.
16 E, desde então, buscava oportunidade para o entregar.
16 E, desse momento em diante, Judas buscava uma boa ocasião para entregar Jesus.
17 E, no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, chegaram os discípulos junto de Jesus, dizendo: Onde queres que preparemos a comida da Páscoa?
17 No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, os discípulos vieram a Jesus e lhe perguntaram: — Onde quer que façamos os preparativos para que o senhor possa comer a Páscoa?
18 E ele disse: Ide à cidade a
18 E ele lhes respondeu:
19 E os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.
19 E eles fizeram como Jesus lhes havia ordenado e prepararam a Páscoa.
20 E, chegada a tarde, assentou-se à mesa com os doze.
20 Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos.
21 E, enquanto eles comiam, disse: Em verdade vos digo que um de vós me há de trair.
21 E, enquanto comiam, Jesus disse:
22 E eles, entristecendo-se muito, começaram um por um a dizer-lhe: Porventura, sou eu, Senhor?
22 E eles, muito entristecidos, começaram um por um a perguntar-lhe: — Por acaso seria eu, Senhor?
23 E ele, respondendo, disse: O que mete comigo a mão no prato, esse me há de trair.
23 Jesus respondeu:
24 Em verdade o Filho do Homem vai, como acerca dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Bom seria para esse homem se não houvera nascido.
24 O Filho do Homem vai, como está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor seria para ele se nunca tivesse nascido!
25 E, respondendo Judas, o que o traía, disse: Porventura, sou eu, Rabi? Ele disse: Tu o disseste.
25 Então Judas, que o traía, perguntou: — Por acaso sou eu, Mestre? Jesus respondeu:
26 Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando- o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo.
26 Enquanto comiam, Jesus pegou um pão, e, abençoando-o, o partiu e deu aos discípulos, dizendo:
27 E, tomando o cálice e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos.
27 A seguir, Jesus pegou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos seus discípulos, dizendo:
28 Porque isto é o meu sangue, o Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados.
28 porque isto é o meu sangue, o sangue da aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.
29 E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no Reino de meu Pai.
29 E digo a vocês que, desta hora em diante, nunca mais beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que beberei com vocês o vinho novo, no Reino de meu Pai.
30 E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
30 E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.
31 Então, Jesus lhes disse: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim, porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho se dispersarão.
31 Então Jesus disse aos discípulos:
32 Mas, depois de eu ressuscitar, irei adiante de vós para a Galileia.
32 Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vocês para a Galileia.
33 Mas Pedro, respondendo, disse-lhe: Ainda que todos se escandalizem em ti, eu nunca me escandalizarei.
33 Mas Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: — Ainda que o senhor venha a ser um tropeço para todos, nunca o será para mim.
34 Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás.
34 Mas Jesus lhe disse:
35 Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, não te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.
35 Pedro insistiu: — Ainda que me seja necessário morrer com o senhor, de modo nenhum o negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.
36 Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar.
36 Em seguida, Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani. E disse aos discípulos:
37 E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito.
37 E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a sentir-se tomado de tristeza e de angústia.
38 Então, lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.
38 Então lhes disse:
39 E, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu
39 E, adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo:
40 E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste vigiar comigo?
40 E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo. E disse a Pedro:
41 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito
41 Vigiem e orem, para que não caiam em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
42 E, indo segunda vez, orou, dizendo: Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade.
42 Retirando-se pela segunda vez, orou de novo, dizendo:
43 E, voltando, achou-os outra vez adormecidos, porque os seus olhos estavam carregados.
43 E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os olhos deles estavam pesados.
44 E, deixando-os de novo, foi orar pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.
44 Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras.
45 Então, chegou junto dos seus discípulos e disse-lhes: Dormi, agora, e repousai; eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem será entregue nas mãos dos pecadores.
45 Então voltou para os discípulos e lhes disse:
46 Levantai-vos, partamos; eis que é chegado o que me trai.
46 Levantem-se, vamos embora! Eis que o traidor se aproxima.
47 E, estando ele ainda a falar, eis que chegou Judas, um dos doze, e com ele, grande multidão com espadas e porretes, vinda da parte dos príncipes dos sacerdotes e dos anciãos do povo.
47 E enquanto Jesus ainda falava, eis que chegou Judas, um dos doze, e, com ele, grande multidão com espadas e porretes, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo.
48 E o traidor tinha-lhes dado um sinal, dizendo: O que eu beijar é esse; prendei-o.
48 Ora, o traidor tinha dado a eles um sinal: “Aquele que eu beijar, é esse; prendam-no.”
49 E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi. E beijou-o.
49 E logo, aproximando-se de Jesus, Judas disse: — Salve, Mestre! E o beijou.
50 Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus e o prenderam.
50 Jesus, porém, lhe disse: Nisto, aproximando-se eles, agarraram Jesus e o prenderam.
51 E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe uma orelha.
51 E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha.
52 Então, Jesus disse-lhe: Mete no seu lugar a tua espada, porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão.
52 Então Jesus lhe disse:
53 Ou pensas tu que eu não poderia, agora, orar a meu Pai e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?
53 Ou você acha que não posso pedir a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos?
54 Como,
54 Mas como, então, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim deve acontecer?
55 Então, disse Jesus à multidão: Saístes, como para um salteador, com espadas e porretes, para me prender? Todos os dias me assentava junto de vós, ensinando no templo, e não me prendestes.
55 Naquele momento, Jesus disse às multidões:
56 Mas tudo isso aconteceu para que se cumpram as Escrituras dos profetas. Então, todos os discípulos, deixando-o, fugiram.
56 Tudo isto, porém, aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então todos os discípulos o deixaram e fugiram.
57 E os que prenderam Jesus o conduziram à casa do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos.
57 E os que prenderam Jesus o levaram à casa de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos.
58 E Pedro o seguiu de longe até ao pátio do sumo sacerdote e, entrando, assentou-se entre os criados, para ver o fim.
58 Pedro o seguia de longe até o pátio do sumo sacerdote. E, tendo entrado, assentou-se entre os servos, para ver como aquilo ia terminar.
59 Ora, os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte,
59 E os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte.
60 e não o achavam, apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas, mas, por fim, chegaram duas
60 E não acharam, apesar de terem sido apresentadas muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram duas, afirmando:
61 e disseram: Este disse: Eu posso derribar o templo de Deus e reedificá-lo em três dias.
61 — Este disse: “Posso destruir o santuário de Deus e reconstruí-lo em três dias.”
62 E, levantando-se o sumo sacerdote, disse-lhe: Não respondes coisa alguma ao que estes depõem contra ti?
62 E, levantando-se o sumo sacerdote, perguntou a Jesus: — Você não diz nada em resposta ao que estes depõem contra você?
63 E Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus.
63 Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: — Eu exijo que nos diga, tendo o Deus vivo por testemunha, se você é o Cristo, o Filho de Deus.
64 Disse-lhes Jesus: Tu em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu.
64 Jesus respondeu:
65 Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes, agora, a sua blasfêmia.
65 Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes e disse: — Blasfemou! Por que ainda precisamos de testemunhas? Eis que agora mesmo vocês ouviram a blasfêmia!
66 Que vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de morte.
66 O que vocês acham? E eles responderam: — É réu de morte.
67 Então, cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam,
67 Então alguns cuspiram no rosto de Jesus e bateram nele. E outros o esbofeteavam, dizendo:
68 dizendo: Profetiza-nos, Cristo, quem é o que te bateu?
68 — Profetize para nós, ó Cristo! Quem foi que bateu em você?
69 Ora, Pedro estava assentado fora, no pátio; e, aproximando-se dele uma criada, disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu.
69 Pedro estava sentado fora no pátio. Uma empregada se aproximou e lhe disse: — Você também estava com Jesus, o galileu.
70 Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes.
70 Mas ele negou diante de todos e disse: — Não sei o que você está dizendo.
71 E, saindo para o vestíbulo, outra criada o viu e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno.
71 Quando se dirigia para a porta, Pedro foi visto por outra empregada, que disse aos que estavam ali: — Este também estava com Jesus, o Nazareno.
72 E ele negou outra vez, com juramento: Não conheço tal homem.
72 E ele negou outra vez, com juramento: — Não conheço esse homem.
73 E, logo depois, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente, também tu és deles, pois a tua fala te denuncia.
73 Pouco depois, aproximando-se os que estavam ali, disseram a Pedro: — Com certeza você também é um deles, porque o seu modo de falar o denuncia.
74 Então, começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou.
74 Então ele começou a praguejar e a jurar: — Não conheço esse homem! E no mesmo instante o galo cantou.
75 E lembrou-se Pedro das palavras de Jesus, que lhe dissera: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente.
75 Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe tinha dito: “Antes que o galo cante, você me negará três vezes.” E Pedro, saindo dali, chorou amargamente.

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