Mateus 14
Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs NTLH
1 Naquele tempo, ouviu Herodes, o tetrarca, a fama de Jesus.
1 Naquele tempo Herodes, o governador da Galileia, ouviu falar a respeito de Jesus.
2 E disse aos seus criados: Este é João Batista; ressuscitou dos mortos, e, por isso, estas maravilhas operam nele.
2 Então ele disse aos seus funcionários: — Esse homem é João Batista, que foi ressuscitado. Por isso esse homem tem poder para fazer milagres.
3 Porque Herodes tinha prendido João e tinha-o manietado e encerrado no cárcere por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe;
3 Pois Herodes tinha mandado prender João, amarrar as suas mãos e jogá-lo na cadeia. Ele havia feito isso por causa de Herodias, esposa do seu irmão Filipe.
4 porque João lhe dissera: Não te é lícito possuí-la.
4 Pois João Batista tinha dito muitas vezes a Herodes: “Pela nossa Lei você é proibido de casar com Herodias!”
5 E, querendo matá-lo, temia o povo, porque o tinham como profeta.
5 Herodes queria matá-lo, mas tinha medo do povo, pois eles achavam que João era profeta .
6 Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante dele e agradou a Herodes,
6 No dia do aniversário de Herodes, a filha de Herodias dançou diante de todos, e ele gostou tanto,
7 pelo que prometeu, com juramento, dar-lhe tudo o que pedisse.
7 que prometeu à moça: — Juro que darei tudo o que você me pedir!
8 E ela, instruída previamente por sua mãe, disse: Dá-me aqui num prato a cabeça de João Batista.
8 Seguindo o conselho da sua mãe, ela pediu: — Quero a cabeça de João Batista num prato, agora mesmo!
9 E o rei afligiu-se, mas, por causa do juramento e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse.
9 O rei Herodes ficou triste, mas, por causa do juramento que havia feito na frente dos convidados, ordenou que o pedido da moça fosse atendido.
10 E mandou degolar João no cárcere,
10 E mandou que cortassem a cabeça de João Batista, na cadeia.
11 e a sua cabeça foi trazida num prato e dada à jovem, e ela a levou a sua mãe.
11 Aí trouxeram a cabeça num prato, entregaram para a moça, e ela a levou para a sua mãe.
12 E chegaram os seus discípulos, e levaram o corpo, e o sepultaram, e foram anunciá-lo a Jesus.
12 Então os discípulos de João vieram, levaram o corpo dele e o sepultaram. Depois foram contar isso a Jesus.
13 E Jesus, ouvindo isso, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, apartado; e, sabendo- o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades.
13 Ao saber o que havia acontecido, Jesus saiu dali num barco e foi sozinho para um lugar deserto. Mas as multidões souberam onde ele estava, vieram dos seus povoados e o seguiram por terra.
14 E Jesus, saindo, viu uma grande multidão e, possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos.
14 Quando Jesus saiu do barco e viu aquela grande multidão, ficou com muita pena deles e curou os doentes que estavam ali.
15 E, sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias e comprem comida para si.
15 De tardinha, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: — Já é tarde, e este lugar é deserto. Mande essa gente embora, a fim de que vão aos povoados e comprem alguma coisa para comer.
16 Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer.
16 Mas Jesus respondeu:
17 Então, eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.
17 Eles disseram: — Só temos aqui cinco pães e dois peixes.
18 E ele disse: Trazei-mos aqui.
18 — Pois tragam para mim! — disse Jesus.
19 Tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos, à multidão.
19 Então mandou o povo sentar-se na grama. Depois pegou os cinco pães e os dois peixes, olhou para o céu e deu graças a Deus. Partiu os pães, entregou-os aos discípulos, e estes distribuíram ao povo.
20 E comeram todos e saciaram-se, e levantaram dos pedaços que sobejaram doze cestos cheios.
20 Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos ainda recolheram doze cestos cheios dos pedaços que sobraram.
21 E os que comeram foram quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças.
21 Os que comeram foram mais ou menos cinco mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.
22 E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco e fossem adiante, para a outra banda, enquanto despedia a multidão.
22 Logo depois, Jesus ordenou aos discípulos que subissem no barco e fossem na frente para o lado oeste do lago, enquanto ele mandava o povo embora.
23 E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.
23 Depois de mandar o povo embora, Jesus subiu um monte a fim de orar sozinho. Quando chegou a noite, ele estava ali, sozinho.
24 E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas, porque o vento era contrário.
24 Naquele momento o barco já estava no meio do lago. E as ondas batiam com força no barco porque o vento soprava contra ele.
25 Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, caminhando por cima do mar.
25 Já de madrugada, entre as três e as seis horas, Jesus foi até lá, andando em cima da água.
26 E os discípulos, vendo-o caminhar sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram, com medo.
26 Quando os discípulos viram Jesus andando em cima da água, ficaram apavorados e exclamaram: — É um fantasma! E gritaram de medo.
27 Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu; não temais.
27 Nesse instante Jesus disse:
28 E respondeu-lhe Pedro e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.
28 Então Pedro disse: — Se é o senhor mesmo, mande que eu vá andando em cima da água até onde o senhor está.
29 E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus.
29 — Venha! — respondeu Jesus. Pedro saiu do barco e começou a andar em cima da água, em direção a Jesus.
30 Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me.
30 Porém, quando sentiu a força do vento, ficou com medo e começou a afundar. Então gritou: — Socorro, Senhor!
31 E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe:
31 Imediatamente Jesus estendeu a mão, segurou Pedro e disse:
32 E, quando subiram para o barco, acalmou o vento.
32 Então os dois subiram no barco, e o vento se acalmou.
33 Então, aproximaram-se os que estavam no barco e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus.
33 E os discípulos adoraram Jesus, dizendo: — De fato, o senhor é o Filho de Deus!
34 E, tendo passado para a outra banda, chegaram à terra de Genesaré.
34 Jesus e os discípulos atravessaram o lago e chegaram à região de Genesaré.
35 E, quando os homens daquele lugar o conheceram, mandaram por todas aquelas terras em redor e trouxeram-lhe todos os que estavam enfermos.
35 Ali o povo reconheceu Jesus e avisou todos os doentes das regiões vizinhas. Então muitas pessoas levaram doentes a ele,
36 E rogavam-lhe que, ao menos, eles pudessem tocar a orla da sua veste; e todos os que a tocavam ficavam sãos.
36 pedindo que deixasse que os doentes pelo menos tocassem na barra da sua roupa. E todos os que tocavam nela ficavam curados.
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