Marcos 7
Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs NAA
1 E reuniram-se em volta dele os fariseus e alguns dos escribas que tinham vindo de Jerusalém.
1 Os fariseus e alguns escribas, vindos de Jerusalém, reuniram-se em volta de Jesus.
2 E, vendo que alguns dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar, os repreendiam.
2 Eles viram que alguns dos discípulos de Jesus comiam pão com as mãos impuras, isto é, sem lavar.
3 Porque os fariseus e todos os judeus, conservando a tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos muitas vezes;
3 Porque os fariseus e todos os judeus, observando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar cuidadosamente as mãos.
4 e, quando voltam do mercado, se não se lavarem, não comem. E muitas outras coisas há que receberam para observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal, e as camas.
4 Quando voltam da praça, não comem sem se lavar. E há muitas outras coisas que receberam para observar, como a lavagem de copos, jarros e vasos de metal e camas.
5 Depois, perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem com as mãos por lavar?
5 Os fariseus e os escribas perguntaram a Jesus: — Por que os seus discípulos não vivem conforme a tradição dos anciãos, mas comem com as mãos impuras?
6 E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
6 Jesus respondeu:
7 Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.
7 E em vão me adoram,
8 Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens,
8 — Rejeitando o mandamento de Deus, vocês guardam a tradição humana.
9 E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição.
9 E disse-lhes ainda:
10 Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe e: Quem maldisser ou o pai ou a mãe deve ser punido com a morte.
10 Pois Moisés disse: “Honre o seu pai e a sua mãe.” E: “Quem maldisser o seu pai ou a sua mãe seja punido de morte.”
11 Porém vós dizeis: Se um homem disser ao pai ou à mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor,
11 Vocês, porém, dizem que, se alguém disser ao seu pai ou à sua mãe: “A ajuda que você poderia receber de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor”,
12 nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe,
12 então vocês o dispensam de fazer qualquer coisa em favor do seu pai ou da sua mãe,
13 invalidando, assim, a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas
13 invalidando a palavra de Deus por meio da tradição que vocês mesmos passam de pai para filho. E fazem muitas outras coisas semelhantes.
14 E, chamando outra vez a multidão, disse-lhes: Ouvi-me, vós todos, e compreendei.
14 E, convocando outra vez a multidão, Jesus disse:
15 Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele, isso é que contamina o homem.
15 Não existe nada fora da pessoa que, entrando nela, possa contaminá-la; mas o que sai da pessoa é o que a contamina.
16 Se alguém tem ouvidos para ouvir, que ouça.
16 [Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.]
17 Depois, quando deixou a multidão e entrou em casa, os seus discípulos o interrogavam acerca desta parábola.
17 Quando entrou em casa, deixando a multidão, os seus discípulos o interrogaram a respeito da parábola.
18 E ele disse-lhes: Assim também vós estais sem entendimento? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar,
18 Jesus lhes disse:
19 porque não entra no seu coração, mas no ventre e é lançado fora, ficando puras todas as comidas?
19 porque não entra no coração dela, mas no estômago, e depois é eliminado? E, assim, Jesus considerou puros todos os alimentos.
20 E dizia: O que sai do homem, isso é que contamina o homem.
20 E dizia:
21 Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios,
21 Porque de dentro, do coração das pessoas, é que procedem os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os furtos, os homicídios,
22 os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura.
22 os adultérios, a avareza, as maldades, o engano, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, o orgulho, a falta de juízo.
23 Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.
23 Todos estes males vêm de dentro e contaminam a pessoa.
24 E, levantando-se dali, foi para os territórios de Tiro e de Sidom. E, entrando numa casa, queria que ninguém o soubesse, mas não pôde esconder-se,
24 Levantando-se Jesus, saiu dali e foi para as terras de Tiro e Sidom. Tendo entrado numa casa, não queria que ninguém soubesse onde ele estava. No entanto, não pôde ocultar-se,
25 porque uma mulher cuja filha tinha um espírito imundo, ouvindo falar dele, foi e lançou-se aos seus pés.
25 porque uma mulher, cuja filhinha estava possuída de espírito imundo, logo ouviu falar a respeito de Jesus. Ela veio e se ajoelhou aos pés dele.
26 E a mulher era grega, siro-fenícia de nação, e rogava-lhe que expulsasse de sua filha o demônio.
26 Essa mulher era estrangeira, de origem siro-fenícia, e pedia a Jesus que expulsasse o demônio da sua filha.
27 Mas Jesus disse-lhe: Deixa primeiro saciar os filhos, porque não convém tomar o pão dos filhos e lançá-
27 Mas Jesus lhe disse:
28 Ela, porém, respondeu e disse-lhe: Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos.
28 A mulher respondeu a ele: — Senhor, os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem das migalhas das crianças.
29 Então, ele disse-lhe: Por essa palavra, vai; o demônio
29 Então Jesus disse à mulher:
30 E, indo ela para sua casa, achou a filha deitada sobre a cama, pois o demônio já tinha saído.
30 Quando a mulher voltou para casa, achou a menina sobre a cama, pois o demônio tinha saído dela.
31 E ele, tornando a sair dos territórios de Tiro e de Sidom, foi até ao mar da Galileia, pelos confins de Decápolis.
31 De novo, Jesus se retirou das terras de Tiro e foi por Sidom até o mar da Galileia, através do território de Decápolis.
32 E trouxeram-lhe um surdo, que falava dificilmente, e rogaram-lhe que impusesse as mãos sobre ele.
32 Então lhe trouxeram um surdo e gago e lhe suplicaram que impusesse as mãos sobre ele.
33 E, tirando-o à parte de entre a multidão, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e, cuspindo, tocou-lhe na língua.
33 Jesus, tirando-o da multidão, à parte, pôs os dedos nos ouvidos dele; depois, cuspindo, aplicou saliva na língua do homem.
34 E, levantando os olhos ao céu, suspirou e disse: Efatá, isto é, abre-te.
34 Então, erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse:
35 E logo se lhe abriram os ouvidos, e a prisão da língua se desfez, e falava perfeitamente.
35 E logo os ouvidos do homem se abriram, e o empecilho da língua se soltou, e ele falava sem dificuldade.
36 E ordenou-lhes que a ninguém o dissessem; mas, quanto mais lho proibia, tanto mais o divulgavam.
36 Jesus lhes ordenou que não contassem isso a ninguém; porém, quanto mais recomendava, tanto mais eles o divulgavam.
37 E, admirando-se sobremaneira, diziam: Tudo faz bem; faz ouvir os surdos e falar os mudos.
37 Ficavam muito admirados, dizendo: — Tudo ele tem feito muito bem; faz até os surdos ouvirem e os mudos falarem.
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