Marcos 15
Almeida Revista e Corrigida (ARC, 2009) vs NAA
1 E, logo ao amanhecer, os principais dos sacerdotes, e os anciãos, e os escribas, e todo o Sinédrio tiveram conselho; e, amarrando Jesus, o levaram e entregaram a Pilatos.
1 Logo pela manhã, os principais sacerdotes entraram em conselho com os anciãos, os escribas e todo o Sinédrio; e, amarrando Jesus, levaram-no e o entregaram a Pilatos.
2 E Pilatos lhe perguntou: Tu és o Rei dos judeus? E ele, respondendo, disse-lhe: Tu
2 Pilatos perguntou: — Você é o rei dos judeus? Jesus respondeu:
3 E os principais dos sacerdotes o acusavam de muitas coisas, porém ele nada respondia.
3 E os principais sacerdotes o acusavam de muitas coisas.
4 E Pilatos o interrogou outra vez, dizendo: Nada respondes? Vê quantas coisas testificam contra ti.
4 Então Pilatos tornou a perguntar: — Você não vai responder nada? Veja quantas acusações fazem contra você!
5 Mas Jesus nada mais respondeu, de maneira que Pilatos se maravilhava.
5 Jesus, porém, não disse mais nada, a ponto de Pilatos muito se admirar.
6 Ora, no dia da festa costumava soltar-lhes um preso qualquer que eles pedissem.
6 Ora, por ocasião da festa, era costume soltar ao povo um dos presos, aquele que eles pedissem.
7 E havia um chamado Barrabás, que, preso com outros amotinadores, tinha num motim cometido uma morte.
7 Havia um, chamado Barrabás, preso com rebeldes, os quais em um tumulto haviam cometido homicídio.
8 E a multidão, dando gritos, começou a pedir que fizesse como sempre lhes tinha feito.
8 Vindo a multidão, começou a pedir que Pilatos lhes fizesse como de costume.
9 E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que vos solte o Rei dos judeus?
9 E Pilatos lhes respondeu, dizendo: — Vocês querem que eu lhes solte o rei dos judeus?
10 Porque ele bem sabia que, por inveja, os principais dos sacerdotes o tinham entregado.
10 Pois ele bem percebia que era por inveja que os principais sacerdotes lhe haviam entregado Jesus.
11 Mas os principais dos sacerdotes incitaram a multidão para que fosse solto antes Barrabás.
11 Mas os principais sacerdotes incitaram a multidão no sentido de que lhes soltasse, de preferência, Barrabás.
12 E Pilatos, respondendo, lhes disse outra vez: Que quereis, pois, que faça daquele a quem chamais Rei dos judeus?
12 E Pilatos lhes perguntou: — O que, então, vocês querem que eu faça com este a quem vocês chamam de rei dos judeus?
13 E eles tornaram a clamar: Crucifica-o.
13 Eles gritaram: — Crucifique-o!
14 Mas Pilatos lhes disse: Mas que mal fez? E eles cada vez clamavam mais: Crucifica-o.
14 Mas Pilatos lhes disse: — Que mal fez ele? Porém eles gritavam cada vez mais: — Crucifique-o!
15 Então, Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou-lhes Barrabás, e, açoitado Jesus, o entregou para que fosse crucificado.
15 Então Pilatos, querendo contentar a multidão, lhes soltou Barrabás. E, depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado.
16 E os soldados o levaram para dentro do palácio, à sala da audiência, e convocaram toda a coorte.
16 Então os soldados levaram Jesus para dentro do palácio, que é o Pretório, e reuniram toda a tropa.
17 E vestiram-no de púrpura e, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça.
17 Vestiram Jesus com um manto púrpura e, tecendo uma coroa de espinhos, a puseram na cabeça dele.
18 E começaram a saudá-lo, dizendo: Salve, Rei dos judeus!
18 E o saudavam, dizendo: — Salve, rei dos judeus!
19 E feriram-no na cabeça com uma cana, e cuspiram nele, e, postos de joelhos, o adoravam.
19 Batiam na cabeça dele com um caniço, cuspiam nele e, pondo-se de joelhos, o adoravam.
20 E, havendo-o escarnecido, despiram-lhe a púrpura, e o vestiram com as suas próprias vestes, e o levaram para fora, a fim de o crucificarem.
20 Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o manto púrpura e o vestiram com as suas próprias roupas. Então conduziram Jesus para fora a fim de o crucificarem.
21 E constrangeram um certo Simão Cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que por ali passava, vindo do campo, a que levasse a cruz.
21 E obrigaram Simão Cireneu, que passava, vindo do campo, pai de Alexandre e de Rufo, a carregar a cruz de Jesus.
22 E levaram-no ao lugar do Gólgota, que se traduz por lugar da Caveira.
22 E levaram Jesus para o Gólgota, que quer dizer “Lugar da Caveira”.
23 E deram-lhe a beber vinho com mirra, mas ele não o tomou.
23 Quiseram dar-lhe para beber vinho misturado com mirra, mas Jesus não aceitou.
24 E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sobre eles sortes, para saber o que cada um levaria.
24 Então o crucificaram e repartiram entre si as roupas dele, tirando a sorte, para ver o que cada um levaria.
25 E era a hora terceira, e o crucificaram.
25 Eram nove horas da manhã quando o crucificaram.
26 E, por cima dele, estava escrita a sua acusação: O Rei dos Judeus .
26 E a inscrição com a acusação contra ele dizia: “ O Rei dos Judeus ”.
27 E crucificaram com ele dois salteadores, um à sua direita, e outro à esquerda.
27 Com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita e outro à sua esquerda.
28 E cumpriu-se a Escritura que diz: E com os malfeitores foi contado.
28 [E cumpriu-se a Escritura que diz: “Com malfeitores foi contado.” ]
29 E os que passavam blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Ah! Tu que derribas o templo e, em três dias, o edificas!
29 Os que iam passando blasfemavam contra ele, balançando a cabeça e dizendo: — Ah! Você que destrói o santuário e em três dias o reedifica!
30 Salva-te a ti mesmo e desce da cruz.
30 Salve a si mesmo, descendo da cruz!
31 E da mesma maneira também os principais dos sacerdotes, com os escribas, diziam uns para os outros, zombando: Salvou os outros e não pode salvar-se a si mesmo.
31 De igual modo, os principais sacerdotes com os escribas, zombando, diziam entre si: — Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar.
32 O Cristo, o Rei de Israel, desça agora da cruz, para que o vejamos e acreditemos. Também os que com ele foram crucificados o injuriavam.
32 Que o Cristo, o rei de Israel, desça agora da cruz para que vejamos e creiamos. Também os que com ele foram crucificados o insultavam.
33 E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até à hora nona.
33 Chegado o meio-dia, houve trevas sobre toda a terra até as três horas da tarde.
34 E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lemá sabactâni? Isso, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?
34 E às três horas, Jesus clamou em alta voz:
35 E alguns dos que ali estavam, ouvindo isso, diziam: Eis que chama por Elias.
35 E alguns dos que estavam ali, ouvindo isto, diziam: — Vejam! Ele chama por Elias!
36 E um deles correu a embeber uma esponja em vinagre e, pondo- a numa cana, deu-lho a beber, dizendo: Deixai, vejamos se virá Elias tirá-lo.
36 E um deles correu para embeber uma esponja em vinagre e, colocando-a na ponta de um caniço, deu-lhe de beber, dizendo: — Esperem! Vejamos se Elias vem tirá-lo!
37 E Jesus, dando um grande brado, expirou.
37 Mas Jesus, dando um forte grito, expirou.
38 E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo.
38 E o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo.
39 E o centurião que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus.
39 O centurião que estava em frente de Jesus, vendo que assim havia expirado, disse: — Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus.
40 E também ali estavam algumas mulheres, olhando de longe, entre as quais também Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, o menor, e de José, e Salomé,
40 Estavam também ali algumas mulheres, observando de longe. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, o Menor, e de José, e ainda Salomé.
41 as quais também o seguiam e o serviam, quando estava na Galileia; e muitas outras que tinham subido com ele a Jerusalém.
41 Quando Jesus estava na Galileia, essas mulheres o acompanhavam e serviam. E, além destas, havia muitas outras que tinham ido com ele para Jerusalém.
42 E, chegada a tarde, porquanto era o Dia da Preparação, isto é, a véspera do sábado,
42 Ao cair da tarde, por ser o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado,
43 chegou José de Arimateia, senador honrado, que também esperava o Reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus.
43 José de Arimateia, ilustre membro do Sinédrio, que também esperava o Reino de Deus, dirigiu-se ousadamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
44 E Pilatos se admirou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido.
44 Mas Pilatos admirou-se de que ele já tivesse morrido. E, tendo chamado o centurião, perguntou-lhe se havia muito que Jesus tinha morrido.
45 E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José,
45 Após certificar-se, pela informação do comandante, cedeu o corpo a José.
46 o qual comprara um lençol fino, e, tirando-o da cruz, o envolveu nele, e o depositou num sepulcro lavrado numa rocha, e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro.
46 Este, baixando o corpo da cruz, envolveu-o num lençol que tinha comprado e o depositou num túmulo que tinha sido aberto numa rocha; e rolou uma pedra para a entrada do túmulo.
47 E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o punham.
47 Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foi posto.
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